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Wednesday, 30 June 2010

Timor-Leste: Milena Pires eleita para o CEDAW em Nova Iorque



Dili (28/6/10) O Governo de Timor-Leste orgulha-se de anunciar que no dia 28 de Junho, em Nova Iorque, Maria Helena Pires foi eleita como uma de 23 peritas para servir nocomité da CEDAW, a Convenção das Nações Unidas sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres.

Foram eleitas doze peritas parasubstituir membros que terminavam as suas nomeações, devendo a Sra. Piresiniciar o seu mandato, de quatro anos, no dia 1 de Janeiro de 2011. O comité, estabelecido em 1982, acompanha o progresso das mulheres nos 186 países que ratificaram a Convenção das Nações Unidas de 1979 sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres.

A Sra. Pires tem tido um papel activo ao nível da autonomização, governação e desenvolvimento das mulheres em Timor-Leste. É actualmente a Assessora Sénior do Vice Primeiro-Ministro Coordenador dos Assuntos de Gestão da Administração do Estado, sendo que antes de ocupar este cargo contou com uma vasta experiência no trabalho com o Governo e com a Sociedade Civil na melhoria do acesso das mulheres à justiça, à saúde e à participação política. Foi a Coordenadora do Programa da UNIFEM para o País, bem como membro fundador da Rede de Mulheres de Timor-Leste, um papel em que adquiriu conhecimentos únicos sobre o desenvolvimento das mulheres em cenários rurais.

Desde a restauração da independência em 2002, Timor-Leste tem registado progressos positivos no que se refere à garantia da igualdade entre os géneros. Timor-Leste ratificou a Convenção da CEDAW em Abril de 2003, tendo o Governo apresentado o seu Relatório Inicial da CEDAW em 2009, na cidade de Nova Iorque. Apesar de ser uma Nação ainda muito jovem, Timor-Leste já incluiu no seu Governo a Secretaria de Estado para a Promoção da Igualdade (SEPI), estabelecida por Decreto-Lei em 2008, com mandato para fortalecer os direitos das mulheres e a igualdade entre os géneros.

Alguns dos passos significativos incluem a assinatura da Declaração de Díli a 8 deMarço de 2008 por parte do Governo, do Parlamento Nacional, da sociedade civil e das igrejas a favor da igualdade entre os géneros, a nomeação de Pontos Focais de Géneros entretanto institucionalizados a nível de ministério e distrito, o estabelecimento de mecanismos de coordenação e a aprovação da primeira lei deViolência Doméstica de Timor-Leste em Maio deste ano, com acesso através da lei a assistência médica de emergência, abrigo e serviços de apoio legal e psicossocial. A eleição da Sra. Pires para o Comité da CEDAW vem dar mais uma oportunidade a Timor-Leste para ter uma voz no palco internacional, podendo assim oferecer uma perspectiva timorense e beneficiar da experiência internacional ao nível dos direitos das mulheres.

O porta-voz do Governo, Ágio Pereira, referiu que “A Sra. Pires é uma das muitas mulheres fortes e independentes que emergem como líderes em Timor-Leste, dando mostras de grande motivação e dedicação ao serviço do Povo".

Transmitimos-lhe os nossos mais sinceros parabéns pelo seu novo cargo e a nossaprofunda gratidão por tudo o que já fez em prol de uma mudança palpável para anossa Nação.” FIM

Milena Pires Eleitu Hanesan Komisaria CEDAW TL Nian Ba ONU

Written by Thomas Sanches
Wednesday, 30 June 2010
Image
Emilia Pires ho Jornalista CJITL, foto CJITL


CJITL Flash,
Secretariadu Estadu Promosaun Igualidade (SEPI), Idelta Maria Rodrigues, Terca feira horseik, deklara ba povu Timot Leste - TL tomak katak iha loron 28 fulan Junho peritus ONU sira ba komite eliminiasaun violensia kontra feto ou CEDAW hala'o ona votasaun no komisaria Milena Pires hetan votus 113 no ofisialmente Milena Pires mak sai hanesan reprezentante TL nian ba tur iha komite CEDAW iha Nova Iorke.

Idelta deklara ne'e liu husi konferensia ba imprensa ne'ebe hala'o terca feira ne'e iha parlamentu nasional.

Sekretaria Estadu Promosaun Igualidade ne’e mos hatutan katak, foin lalais iha ema nain 6 mak kandidatu an maibe kadeira 3 deit mak manan, mak hanesan Jepan, Banlades no Timor Leste.

“Parabens ba Sra. Milena Pires” nia hatutan.

Idelta mos hatutan, iha nasaun barak mak fo apoiu ba TL hanesan Afganistan, Bangladesh, Aljeria, Brazil, Xina, Croasia, Cuba, Ejiptu, Finlandia, Franca, India, Israel, Jamaika, Japaun, Kenya, Mauritus, Paraguai, Romania, Slowenia, Spanya, Swiss, Turki no Timor Leste.

Idelta mos hatutan, nia sei organiza tan jantar ida ba embaixador hotu-hotu, nasaun hotu-hotu nomos partidu politiku, igreja tamba ne’e primeiru kandidatu sai hanesan istoria ba feto TL. (Thomas Sanches/CJITL)

Tuesday, 29 June 2010

Relatoriu Assesoria Sosiedade Sivil-GPM ba Orsamentu Rectifikativu Sabraut De’it.

Dili-Primeiru Ministru (PM), Kay Rala Xanana Gusmão lamenta tebes relatoriu kona ba proposta orsamentu rectifikativu husi Assesoria Sosiedade Sivil Gabineti Primeiru Ministru (ASS-GPM) nian sabraut de’it.

Iha relatoriu ne’e PM Xanana haktuir, hakerek halo ema konfuzaun no hakerek semo husi lian ida ba lian seluk.

Nune’e PM Xanana husu ba ASS-GPM, Joaquim Guterres atu hadia hikas relatoriu ne’ebe iha.

“Hau hare’e lia fuan sira ne’e sabraut deit, hare’e ba relatoriu ne’e hakerek ba didi’ak, para mai iha ne’e (Parlamentu) ita lalika hirus malu fali kona ba problema hakerek,” hateten PM Xanana, Segunda (28/06), iha Plenaria Parlamentu Nasional, wainhira diskuti proposta alterasaun numiru 5 husi deputadus bankada opozisaun FRETILIN, ba codigu orsamental rectifikativu 05-722, kona ba dotasaun orsamentu iha Primeiru Ministru ba prizidensia do konsellu ministru, kategoria trasferensia U$ 10,650, aloka ba assesoria sosiedade sivil, numiru 030103.

Ba inkapasidade ne’ebe ASS-GPM halao, PM Xanana reprejenta husu deskulpa ba deputadu sira, no promete ona ba deputadu sira katak, nia sei haruka nia assesor aprejenta hikas relatoriu ne’ebe di’ak liu iha Parlamentu ba deputadu sira.

Maske nune’e, PM Xanana defende, total orsamentu mak transfere ba ASS-GPM atu responde dadauk programas ne’ebe sosiedade sivil sira propoin inklui Igreija, atu iha tinan oin mai Governu bele atende fali programas seluk.

Iha proposta alterasaun ne’ebe hato’o husi proponente Arsenio Paixão Bano, Antonino Bianco, José Texeira, no Domingos Sarmento, ne’e husu atu hamenus tiha osan ba ASS-GPM U$2.000 ba U$ 8,650 husi dotasaun inisial U$ 10,650.

Tamba tuir proponente sira nia observasaun durante ne’e husi orsamentu ba ASS-GPM seidauk mosu ho di’ak makse Governu dehan sosiedade sivil hetan orsamentu barak husi Orsamentu Geral Estadu, maibe Parlamentu Nasional seidauk hatene osan hirak ne’e se-se lo’os mak simu, montante hira mak grupu ida-idak simu, se simu ona halo ona saida, se halo ona buat ruma karik iha fatin ne’ebe, oin sa povu sira sente ba aktividade ne’ebe grupu sira halao ne’e, no nasaun saida deit mak sei fo ba grupu sira ne’e, karik osan ne’ebe sira simu sira uza tomak ba interese partikular deit.

Maske nune’e, rejultadu aprovasaun hafoin diskusaun entre Governu ho membru deputadu sira ba proposta alterasaun numiru 5 ne’e, vota a fabor 16, kontra 38 no absteinsaun 6. Hatudu katak proposta alterasaun ne’e la pasa no ASS-GPM gasta nafatin total osan ne’ebe iha U$ 10,650. (TE)

Sunday, 27 June 2010

Inglaterra lakon ho Alemanha 4-1

Ho avansu teknolojia, hatudu momos katak Lampard marka segundu golo ba baliza Alemanha maibe arbitrajem Jorge Larrionda la konsidera hanesan golo. Inglaterra lakon 4-1 ho Alemanha iha oitavos finais Campoenato Mundial 2010, iha Africa de Sul.
Jogo entre Alemanha ho Inglaterra halo iha stadium Free State, Bloemfonteim, domingo, 27 Junho.

FICHA TÉCNICA:
ALEMANHA 4 X 1 INGLATERRA

Estádio: Free State Stadium, em Bloemfontein (AFS)
Data/hora: 27/6/2010 - 11h (de Brasília)
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Cartões amarelos: Friedrich (ALE)
Cartões vermelhos: Nenhum
GOLS: Klose, 20'/1ºT (1-0); Podolski, 32'/1ºT (2-0); Upson, 37'/1ºT (1-2); Muller, 21'/2ºT (3-1), Muller, 24'/2ºT (4-1),

ALEMANHA: Neuer; Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng; Khedira, Schweinsteiger, Müeller (Trochowski,26'/2ºT). e Özil (Kiessling, 38'/2ºT).; Podolski e Klose (Gomez,27'/2ºT). .Técnico: Joachim Löw.

INGLATERRA: James; Johnson, Upson, Terry e Ashley Cole; Barry, Lampard, Gerrard e Milner (Joe Cole, 19'/2ºT); Rooney e Defoe (Heskey,25'/2ºT). Técnico: Fabio Capello.

Informasaun hosi: http://msn.lancenet.com.br/copa-do-mundo/noticias/10-06-27/780479.stm?a-la-1966-alemanha-se-vinga-da-inglaterra-goleia-e-avanca

Foto hosi: http://www.publico.pt/




Saturday, 26 June 2010

XANANA GUSMÃO FELICITA NOVA PRIMEIRA-MINISTRA DA AUSTRÁLIA


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Angola Press

Díli - O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, felicitou hoje a nova primeira ministra da Austrália, Julia Gillard, esperando que esta possa deslocar-se a Timor-Leste para estreitar as relações entre os dois países.

Falando à Lusa sobre a mudança de Governo na Austrália, numa altura em que o relacionamento bilateral é visto como atravessar um dos piores momentos, Xanana Gusmão disse que essa alteração corresponde às dinâmicas internas de cada país.

Timor-Leste e Austrália mantêm um diferendo sobre a forma de processamento do gás do campo de Greater Sunrise, com Camberra a apoiar a decisão do líder do consórcio que explora o campo, a Woodside, de construir uma plataforma flutuante, enquanto Díli defende a construção de um gasoduto no seu território.

"Expressamos toda nossa simpatia à primeira ministra Júlia Gillard, que é a primeira mulher na Austrália a ocupar o cargo, e desejamos-lhe todo o sucesso", disse, desejando que ela possa visitar proximamente Timor-Leste.

O primeiro ministro timorense afirmou não esperar mudanças substanciais na cooperação bilateral entre os países, que se reconhecem mutuamente como vizinhos importantes na região.

"A Austrália tem sido um bom parceiro e vamos continuar a manter boas relações. É um dos vizinhos geograficamente mais próximos de Timor-Leste e os dois países estão empenhados em manter a paz e a estabilidade regionais e em fortalecer relações em todas as facetas da cooperação mútua", comentou.

"Os povos da Austrália e de Timor-Leste partilham uma amizade sólida e madura que irá continuar sob a liderança da primeira ministra Gillard. Estamos ansiosos por trabalhar com ela e com o seu gabinete nas matérias essenciais que dizem respeito aos nossos países e à região", reforçou.

Xanana Gusmão teve ainda palavras de elogio para com o primeiro ministro cessante. "O ex primeiro ministro Kevin Rudd é um bom amigo, que foi muito compressivo para com os assuntos de Timor e deu um apoio inabalável a Timor-Leste, em especial durante as circunstâncias difíceis de 11 de Fevereiro de 2008".

Nesta data, o Presidente timorense, José Ramos-Horta, e o primeiro ministro foram alvo de dois atentados em separado, com o chefe de Estado a ficar gravemente ferido e a ser transferido para a Austrália, enquanto Xanana Gusmão saiu ileso.

Já o presidente do Parlamento nacional, Fernando La Sama, afirmou esperar da nova chefe do governo australiano maior sensibilidade para com as questões de Timor.

Em nome do Parlamento Nacional, Fernando La Sama felicitou a Austrália e Júlia Gillard pelas suas novas funções, esperando que "continue o desenvolvimento das relações entre os dois países.

Wednesday, 23 June 2010

ISTO É TIMOR.HABITUA-TE OU DESISTE


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TimeOut-Terça-feira, 22 de Junho de 2010

Pedro Rosa Mendes está de volta aos livros com um romance trágico, erudito, desencantado e fascinante sobre Timor. João Miguel Tavares conversou com o autor.

Pedro Rosa Mendes escreveu um livro de quase 350 páginas sobre Timor onde qualquer leitor menos empenhado em penetrar nos meandros da cultura javanesa e timorense corre o risco de ficar à porta. Tudo ali esbanja erudição, desde as reflexões sobre a arquitectura local às descrições dos mais pequenos gestos de certas artes marciais (que o autor, aliás, se deu ao trabalho de aprender), passando pela análise detalhada dos efeitos da vasta colecção de punhais javaneses na carne humana. E no entanto, quando se conversa com Rosa Mendes (num telefonema Lisboa-Paris, onde é actualmente correspondente da Agência Lusa), ele garante-nos que o seu interesse por Timor é acessório.

“Não tenho contas a ajustar com Timor. O que me interessa mais é Portugal. E o facto de toda a gente em Portugal ser mais timorense do que os timorenses, acabando por tornar Timor refém da sua causa.”Traduzindo, isto significa que se criou uma ficção chamada “causa timorense” que não aguenta um minuto de análise séria (“uma boa causa nem sempre produz um bom efeito”, lê-se no romance). Pedro Rosa Mendes, à beira de completar 42 anos, sabe do que fala: foi correspondente da Lusa no território entre 2007 e 2009 e em Novembro de 2008 escreveu no jornal Público um ensaio muito duro, chamado “Timor-Leste: a ilha sustentável”.

O título resume a tese, e os exemplos de “insustentabilidade” que ia desfiando ao longo do texto deram que falar, cabendo a Rosa Mendes a desagradável tarefa de acordar os portugueses desse belo sonho que era a construção de um novo país.

O que o seu romance, Peregrinação de Enmanuel Jhesus, vem demonstrar, é a dificuldade de construir um país novo quando em Timor tudo é velho de séculos, com uma poderosíssima cultura milenar e uma relação com a memória que não permite apagar a História para reescrevê-la de novo. Rosa Mendes, que até ao fim dos seus dias há-de carregar a maldição de ter de discutir perpetuamente as fronteiras do jornalismo e da literatura (tema favorito de debate desde o lançamento de Baía dos Tigres, em 1999, o seu primeiro romance-que-não-era-bem-romance-mas-que-bem-vistas-as--coisas-sim-até-que-era-romance), faz questão de esclarecer que o actual estado de Timor “não é de todo o ponto de partida ou chegada deste livro”, que aliás começa (e acaba) na altura do referendo que ditou a independência do país, em 1999. “Não me ia dar ao trabalho de escrever um romance inteiro para repetir uma opinião que ficou arrumada no ensaio que fiz para o Público.

Além do mais, acredito que não se podem analisar as coisas mais fundas de Timor com os códigos do jornalismo.”Daí este romance sobre Alor, jovem arquitecto indonésio com um atlas português do século XVI tatuado na pele, que chega a Timor Leste no ano do referendo com a função de construir a casa do líder independentista da ilha. Mais tarde desaparecerá no meio dos conflitos, e este romance é composto pelos alegados autos de inquérito levados a cabo para averiguar o seu desaparecimento.

O livro começa com uma cabeça cortada numa caixa, e é sempre assim, no fio da navalha geopolítica, que se desenrola – onde a mais alta poesia (“quis partilhar com o leitor, em cada página, o enorme prazer que me deu descobrir coisas naquela região”, diz Rosa Mendes) coabita com o desencanto próprio das tragédias que ninguém consegue impedir (“não podia ter feito um romance festivo sobre Timor, porque não foi essa festividade que vi”), mas com um tal desejo de ir ao fundo das coisas (“entre a minha experiência individual de Timor e o livro há um trabalho enorme de distanciamento através da pesquisa bibliográfica”) que o leitor ou mergulha decidido naquela realidade, ou irá inevitavelmente perder o pé pelo caminho.

O resultado é uma obra complexa mas poderosíssima, onde Pedro Rosa Mendes inflecte aquele que havia sido o seu percurso de escrita até aqui. Se nos romances anteriores era através das técnicas do jornalismo que ele chegava à literatura, em Peregrinação de Enmanuel Jhesus a literatura é como se fosse um meio para chegar ao jornalismo, tal a profundidade do seu retrato do país. Está a ver a canção dos Trovante sobre Timor? Atire o disco fora e leia este livro.

Peregrinação de Enmanuel Jhesus
Pedro Rosa Mendes
Dom Quixote, 16,90€

Friday, 18 June 2010

Morreu José Saramago: “Desaparece um enorme escritor universal”




O escritor português e Prémio Nobel da Literatura em 1998 José Saramago morreu hoje aos 87 anos em Lanzarote.







O autor português encontrava-se doente em estado "estacionário", mas a situação agravou-se, explicou ao PÚBLICO o seu editor, Zeferino Coelho. Os detalhes sobre as cerimónias fúnebres do escritor ainda não são conhecidos.

A Fundação José Saramago confirmou em comunicado que o escritor morreu às 12h30 na sua residência de Lanzarote "em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila".

“Desaparece um enorme escritor universal”

A notícia da morte de José Saramago apanhou Eduardo Lorenço e Carlos Reis em Cáceres, Espanha, onde se tinham deslocado para uma reunião do júri que atribuiu o prémio de criação da Junta de Estremadura a Eugenio Trías. “A notícia da morte chega nos momentos e nos lugares mais estranhos, mesmo que ela seja uma morte não propriamente anunciada, mas já esperada”, diz o ensaísta Carlos Reis, que conta que estava “à porta de um hotel, em Cáceres”, comentando com Lourenço “o frágil estado de saúde de José Saramago”, quando “de repente, uma chamada telefónica (malditos telemóveis!)” lhe trouxe a notícia da morte do Nobel da Literatura.

“Com José Saramago”, diz Carlos Reis, desaparece não apenas um grande escritor português, mas sobretudo um enorme escritor universal”. No entanto, acrescenta, “fica connosco um universo: esse que Saramago criou, feito de uma visão subversiva da História e dos seus protagonistas, dos mitos estabelecidos e das imagens estereotipadas”.

Ainda que a sua obra “tenha a dimensão plurifacetada e sempre em renovação que é própria dos grandes escritores”, Carlos Reis arrisca “evocar, neste momento de comovida homenagem, alguns dos seus componentes mais fortes e expressivos”. Lembra que “o romancista que em 1980 publicava ‘Levantado do Chão’ – uma espécie de romance de iniciação que confirmava a aprendizagem representada em Manual de Pintura e Caligrafia – pagava uma espécie de tributo literário ao extinto neo-realismo, com o qual mantinha fortes laços de solidariedade ideológica e política”. Mas acrescenta que “logo depois, e na sequência do admirável ‘Memorial do Convento’, Saramago escreve e publica, entre outros ‘O Ano da Morte de Ricardo Reis’ (1984), ‘A Jangada de Pedra’ (1986) e ‘História do Cerco de Lisboa’ (1989)”. Isto, diz Carlos Reis, “significa que ‘Memorial do Convento’ não era um caso isolado, no que à inscrição da História na ficção diz respeito, e significa também que a tematização da História desencadeava inevitavelmente um jogo de variações e de modulações temáticas”.

Entre “os grandes temas que a ficção saramaguiana nos legou”, Reis assinala “a reflexão sobre Portugal e o seu destino (mau destino, para Saramago) de integração europeia, a problematização de mitos portugueses (o de Fernando Pessoa, por exemplo) em articulação com um tempo histórico tão bem identificado como o dos inícios do salazarismo, a revisão crítica e provocatória do Cristianismo, ou a reflexão em clave ficcional sobre as origens históricas e políticas de Portugal, de novo em incipiente “diálogo” com a Europa”.

Após os anos 80, “a mais fecunda década da escrita literária de Saramago, abre-se”, diz Reis, “um tempo de tematização de sentidos, de valores e de temas com um alcance universal”. E “é então, sobretudo, que o registo da alegoria entra decididamente na escrita literária de Saramago; e é por isso que romances como ‘Ensaio sobre a Cegueira’ ou ‘Todos os Nomes’ são e serão lidos como grandes romances da literatura universal”, afirma o ensaísta e professor universitário.

“Diz-se que José Saramago era um escritor polémico. É verdade. São polémicos os escritores que, com desassombro e com arrojada visão do futuro, interpelam os homens e os poderes do seu tempo”, diz ainda Reis, para concluir: “E é justamente quando o fazem, em conjugação com o impulso inovador que às suas obras incutem, que dizemos deles que são grandes escritores”. E Carlos Reis, que acabou há dias de escrever um prefácio para uma edição especial de “O Memorial do Convento”, ilustrada por João Abel Manta – o livro deverá ser lançado em Setembro pela editora Modo de Ler, não hesita em afirmar que “Saramago foi e será um grande escritor”.

O último crente

Para Eduardo Lourenço, Saramago foi, na sua história pessoal e de escritor, “o que de mais próximo tivemos da Gata Borralheira, uma gata borralheira rústica, que nasceu num berço pobre e chegou àquele trono de Estocolmo”. O prémio Nobel, diz, “foi importante para ele, mais foi-o também para o país, por ter sido o primeiro Nobel da Literatura português e porque as probabilidades de que venhamos a ter outro não são muitas”. No futuro, prevê, “a geração dele, que é também a minha, será a geração do Nobel”.
Recordando que o escritor não tinha muito apreço “pelo patético” e que “não gostaria de grandes efusões a título póstumo”, Lourenço considera que o que o romancista trouxe para a literatura foi uma “visão do mundo segundo José Saramago, uma espécie de evangelho segundo Saramago”.

Algo que o ensaísta define como “um diálogo profundo, ambíguo, extraordinário, entre a visão evangélica propriamente dita, na qual foi criado, e uma transformação dessa mensagem, da qual Saramago acreditava ter conservado a essência”. Embora a sua obra “parecesse uma coisa blasfema, ele foi de certo modo o último crente numa civilização que já não crê em nada”. É esse, diz, “o paradoxo da sua vida”.

Saramago, afirma, “imaginou uma arquitectura romanesca que é uma espécie de inversão de signo da tradição mais canónica das nossas letras, construiu um mundo ao revés, que era, para ele, o mundo às direitas, reviu a história de Portugal e da Península – a história dos árabes que poderíamos ter sido –, e reviu a história da modernidade numa espécie de apocalipse”.

Para Lourenço, a obra de Saramago “é incompreensível” se não se tiver em conta “a exposição” do autor”, enquanto “jovem autodidacta”, à Bíblia, que o escritor depois “transformou numa epopeia fantástica”.

Sublinhando que Sramago “não foi um neo-realista canónico”, Lourenço nota que a sua obra “acabou por dar ao neo-realismo uma espécie de glória fantástica”. O ensaísta lembra ainda que o escritor “partilhou a utopia” dos neo-realistas e que viveu o suficiente para “ver o seu fim, em termos históricos”. Mas assinala que este “não se resignou” e que o novo mundo, “embora triunfante, não o convenceu”. Daí que, argumenta, “lhe tenha oposto, numa espécie de vingança, um mundo às avessas”.
A título pessoal, Lourenço diz que, “um pouco paradoxalmente”, gosta em particular de “Todos os Nomes”, um “livro triste”, que considera “um dos grandes romances de amor da literatura portuguesa”.

Uma vida literária

Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, na Golegã, a 16 de Novembro de 1922, e apesar da mudança com a família para Lisboa, com apenas dois anos, o local de nascimento seria uma marca constante ao longo da sua vida, como referiria na Academia Sueca em 1998, aos 76 anos, quando da sua distinção com o Nobel da Literatura. A austeridade material da sua infância, contraposta a uma riqueza humana que o marcaria indelevelmente, seria um dos pontos fulcrais do discurso, onde destacou longamente a avó Josefa e o avô Jerónimo, "capaz de pôr o universo em movimento com apenas duas palavras." Na biografia "José Saramago", editada em Janeiro deste ano, o autor João Marques Lopes escreve que "sobre todos [os familiares mais próximos], Saramago deixaria algo escrito."

Estudante no Liceu Gil Vicente, que é obrigado a abandonar por dificuldades económicas, matriculando-se na Escola Industrial Afonso Domingues, termina em 1939 os estudos de Serralharia Mecânica. Como primeiro emprego, trabalha nas oficinas do Hospital Civil de Lisboa. A paixão pela literatura é alimentada de forma autodidacta, nas noites passadas na Biblioteca do Palácio das Galveias. Nos anos seguintes, transitará para os serviços administrativos do Hospital Civil, antes de se ligar profissionalmente à Caixa de Abono de Família do Pessoal da Indústria da Cerâmica.

Em 1944, casa com a gravadora e pintora Ilda Reis. A filha única do casal, Violante Saramago Matos, nasceria em 1947, o mesmo em que publica a sua primeira obra, “Terras do Pecado”. O título original, “Viúva”, foi alterado por imposição do editor da Minerva. Saramago desvaloriza o livro, que nunca incluiu na sua bibliografia. Uma das razões apontadas pelo seu autor para a exclusão foi, precisamente, a alteração forçada do título. “Clarabóia”, que seria o sucessor de “Terras do Pecado”, foi recusado pelo seu editor e permanece inédito até hoje.

A partir de 1955, Saramago começa a desenvolver trabalho de tradutor, dedicando-se a nomes como Hegel ou Tolstoi. O regresso à edição dar-se-ia mais de uma década depois. Em 1966, altura em que ocupava o cargo de editor literário na Editorial Estúdio Cor, lança o livro de poesia “Poemas Possíveis”. Então um autor discreto no panorama literário nacional, continuaria a exprimir-se em poema nas obras seguintes, “Provavelmente Alegria” (1970) e “O Ano de 1993” (1975).

Crítico literário na “Seara Nova” a partir de 1968, torna-se no ano seguinte membro do Partido Comunista Português, do qual será, até à morte, um dos mais distintos militantes. A partir do final de década de 1960 desenvolve trabalho intenso na imprensa, principalmente enquanto cronista, no "Diário de Notícias" ou "Diário de Lisboa", n’"A Capital", no "Jornal do Fundão" ou na revista "Arquitectura".

Em 1975, em pleno PREC, torna-se director-adjunto do "Diário de Notícias". Esta função representaria o auge do seu percurso jornalístico e, paradoxalmente, seria fundamental para o seu regresso à literatura e ao romance, o género em que se notabilizaria definitivamente. A sua direcção-adjunta seria marcada pelo polémico saneamento de jornalistas que se opunham à linha ideológica do jornal. Demitido no 25 de Novembro, acusado de aproveitar a sua posição para impor no diário os desejos políticos do PCP, toma uma decisão que transformaria a sua vida. Não mais se empregaria. A partir de então, seria um escritor a tempo inteiro.

“Manual de Pintura e Caligrafia”, três décadas depois de “Terras do Pecado”, foi a primeira obra de José Saramago após se dedicar em exclusivo à escrita. Com os livros seguintes, “Levantado do Chão” (1980), “Memorial do Convento” (1982) e "O Ano da Morte de Ricardo Reis", torna-se escritor respeitado pela crítica e conhecido pelo público. É neles que define o seu estilo enquanto romancista, marcado pelas longas frases, pela ausência de travessões indicativos de discurso e pela utilização inventiva da pontuação. Nos seus livros, personagens fictícias surgem em convívio com personalidades históricas, como no supracitado “Memorial do Convento” ou em “História do Cerco de Lisboa” (1989), e são criados cenários irreais para questionar e problematizar a actualidade, como em “A Jangada de Pedra” – em que a Península Ibérica se separa do continente europeu, errando pelo Atlântico.

Quando, em 1991, lançou para as livrarias o seu Cristo humanizado de “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, Saramago esperaria certamente a contestação dos sectores católicos da sociedade portuguesa. Não esperaria o aconteceu para além disso. O veto oficial do romance ao Prémio Literário Europeu, pela voz do então Sub-secretário de Estado da Cultura Sousa Lara, do governo liderado por Cavaco Silva, precipitou a sua saída de Portugal. Em 1993, auto-exilou-se na ilha de Lanzarote, nas Canárias, com Pilar del Rio, a jornalista espanhola com quem casara em 1988.

As primeiras obras em Lanzarote seriam “Ensaio Sobre a Cegueira” (1995), ficção apocalíptica que o realizador Fernando Meirelles adaptaria ao cinema treze anos depois, e “Todos os Nomes” (1997). Um ano depois, seria alvo da maior distinção da sua carreira. A 9 de Outubro de 1998, José Saramago foi anunciado vencedor do Prémio Nobel da Literatura, o primeiro atribuído a um escritor português. Seria o impulso decisivo para a sua ascensão a figura literária global e o premiar de uma obra que se dedicou a explorar e questionar a natureza humana de diversos ângulos e em diversos cenários. Em 2002, em entrevista ao diário britânico Guardian, confessava, "provavelmente sou um ensaísta que, como não sabe escrever ensaios, escreve romances." Não só, para além dos romances e da poesia, deixa obra enquanto dramaturgo, assinando as peças teatrais "Que Farei Com Este Livro" ou "In Nomine Dei".

Saramago, que o influente crítico literário norte-americano Harold Bloom considerava o mais talentoso romancista vivo, manteria nos anos seguintes uma cadência editorial regular. “A Caverna” (2000), “O Homem Duplicado” (2002), “As Intermitências da Morte” (2005) e “A Viagem do Elefante” (2008) foram lançados enquanto o escritor se assumia também enquanto voz interventiva, muitas vezes polémica, no espaço mediático mundial. Converteu-se inclusivamente à blogosfera em 2008, aos 86 anos (blog.josesaramago.org), de onde lançou por exemplo repetidos ataques a Silvio Berlusconi, o primeiro-ministro italiano que classificou de "vírus". Nada de novo num homem que apreciava a discussão, que erguia alto a voz na defesa das suas ideias. Anos antes do episódio Berlusconi, denunciara aquela que considerava ser a política criminosa do Estado Israelita relativamente à Palestina, acusando Israel de “não ter aprendido nada com o Holocausto”, classificara a globalização como “o novo totalitarismo” e surpreendera os camaradas de partido ao não alinhar no apoio aos dirigentes cubanos que condenaram à morte três responsáveis pelo desvio de um "ferry". Em Portugal, o iberista convicto polemizou ao declarar que Portugal e Espanha estariam destinados a fundir-se num único país.

“Caim” (2009), o seu último romance, acompanhado das declarações feitas aquando do seu lançamento, em que classificou a Bíblia como “um manual de maus costumes”, foi a derradeira polémica (e provocação) de Saramago.

Fonte: http://www.publico.pt/Cultura/morreu-jose-saramago_1442478

PM Xanana Gusmão i Planu Dezenvolvimentu Nasional


Hosi: Celso Oliveira

Ohin loron iha faze “mengisi kemerdekaan”, PM Xanana Gusmão kontinua hatudu ninia domin ba povo Timor hodi lao tun sae iha territoriu tomak ho objektivu: «koalia no rona povo Timor ninia lia fuan rasik».

Ohin loron, iha tempu “mengisi kemerdekaan”, Kayrala Xanana Gusmão ho títulu hanesan Primeiru Ministru (PM), husik ninia servisu fatin iha Dili no ninia família (fen ho oan sira), hodi lao tun sae iha Timor laran tomak ho objektivu: “atu rona rasik povo ninia lia fuan konaba «Dezenvolvimentu Nasional»”.

Laos hanesan tinan 30 liu bá nebe Xanana Gusmão ho títulu hanesan komandanti, tenki lao “klandestinamente” hodi koalia ho povo konaba “oinsa halo funu hasoru inimigu Indonésia”. Laos hanesan tinan 30 liu bá nebe komandanti Xanana hateten ba povo katak “imi tenki taka kapote ho inimigu sira”.

Maibe, ohin loron PM Xanana Gusmão hakarak hatu’ur Planu Dezenvolvimentu Nasional (PDN)” iha kontestu modernizasaun nia laran. Alias, oinsa maka rikeza Timor nian (hanesan petroliu no buat seluk tan) bele uza halo didiak no halo lo-los iha tempu modernu hodi bele servi povo ninia moris loro-loron.

Tamba Planu Dezenvolvimentu ida ne’e maka halo PM Xanana Gusmão husik hela ninia família no servisu fatin iha Dili duranti fulan tolu hodi lao iha teritoriu tomak hodi koalia ho povo Timor.

Ema barak (liu-liu partidu opozisaun Fretilin) konsidera hahalok PM Xanana Gusmão hanesan hahalok hipokrita tamba tempu kampanya politika seidauk to’o maibe PM Xanana Gusmão halo uluk tiha ona kampanya politika.

Será que hahalok PM Kayrala Xanana Gusmão hanesan kampanya politika?

Hau intrepreta hahalok PM Xanana Gusmão hanesan aktu ida nebe PM Xanana hakarak hatudu ninia kompromissu, kapasidadi humana, responsabilidadi no dedikasaun hodi servi povo Timor.

PM Xanana Gusmão hakarak aproveita ninia mandatu hanesan chefe do IV Governu Konstituisional atu bele servi povo Timor halo didiak no lolos.

Se iha tempu funu nia laran, komandanti Xanana Gusmão hatudu ninia dedikasaun i responsabilidadi hodi servi povo Timor to’o hetan ukun rasik-an, entaun, iha fali tempu halao dezenvolvimentu nasional, hanesan chefe hosi IV Governu Konstituisional, PM Xanana Gusmão hakarak asumi ninia kompromissu hodi liberta povo Timor hosi kiak i beik.

Ne’e duni, hau la hare’e PM Xanana halo kampanya politika. Hau hare’e “sim” PM Xanana Gusmao hakarak koloka interesse nasional as liu interesse partidu ou grupo.

Ohin loron, ita hotu senti iha liberdade atu koalia, hakerek, hananu ou halo buat nebe maka ita gosta do ke tinan tolu nulu liu bá ita hotu sei moris ho tauk.

Ohin loron, independensia signifika ita uza ita ninia kapasidade humana, intelijensia hanesan maior benefisiu nebe Maromak fo mai ita ema hodi dezenvolve ita nia-an, ita nia família, ita nia sociedadi i ita nia nasaun.

Parabéns ba PM Xanana Gusmão nebe halo tinan iha 20 de Junho de 2010.

Fim/Hotu

Monday, 7 June 2010

Austrália - DEPARTAMENTO OPÕEM-SE À LIBERAÇÃO DE DOCUMENTOS


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Por Philip Dorling - Correspondente de Assuntos Nacionais - 05 junho 2010 - Canberra Times - Tradução de ROSÁRIO PEDRUCO, em Timor Hau Nian Doben*

O Governo Federal tem a intenção de lutar para impedir a liberação dos documentos secretos que iriam lançar uma nova luz sobre a morte dos cinco jornalistas em Balibó, Timor Leste em 1975.

O Departamento de Defesa disse à Comissão de avaliação do senado esta semana, que se iria opor a um pedido do Professor da Academia Australiana da Força de Defesa Clinton Fernandes, ao Tribunal de Apelos Administrativos para alterar uma decisão da Defesa de não libertar 41 relatórios de inteligência escritos que levaram à invasão de Timor Leste em dezembro de 1975.

O vice-secretário de Defesa, Peter Jennings disse ao comité do Senado que o pedido do Dr. Fernandes para ter acesso aos relatórios, que continuam a ser classificados pela antiga Organização Comum de Inteligência tinha sido determinado no âmbito de uma "cultura nova" de abertura do departamento para lidar com questões de liberdade de informação. No entanto, ele disse que liberar os relatórios prejudicaria a segurança nacional.

Entende-se que os relatórios de há 35 anos mostram o conhecimento do antigo primeiro-ministro Gough Whitlam da preparação da Indonésia para invadir a então colónia Portuguesa e as incursões transfronteiriças, incluindo o ataque que resultou na morte dos cinco jornalistas da Austrália baseadas em Balibó, em Outubro de 1975.

O ex-analista da inteligência da Defesa e assessor histórico para o produtor de cinema Robert Connolly no filme Balibo, Dr. Fernandes, requereu pela primeira vez o acesso aos relatórios em meados de 2007.

Após a demora de mais de dois anos e somente após o início de uma ação judicial, o departamento divulgou uma série de documentos, alguns classificados anteriormente como Top Secret e apenas para os olhos australianos. No entanto, quase todo o conteúdo foi escurecido nas cópias que foram lançadas publicamente com o argumento de que a informação "continua a ser sensível".

O deputado Independente Robert Oakeshott exortou recentemente ao ministro da Defesa, John Faulkner, para intervir no caso e pressionou o seu departamento a divulgar mais informações.

''Sim, isso pode causar algum desconforto político para os ex-primeiros -ministros Whitlam e Fraser, mas vamos lá contar a história e ter um debate aberto e honesto sobre os acontecimentos de há 35 anos'', disse o Sr. Oakeshott ao Parlamento Federal.

No entanto, o senador Faulkner disse à comissão do Senado que não se iria envolver no assunto. ''Obviamente, eu não estou a tratar disso, eu não tomo decisões de liberdade de informação no departamento,'' disse. ''Eu não estou envolvido de todo na tomada de decisão no processo, e nem deveria estar.''

O Sr. Jennings disse que a Defesa se estava a preparar para apresentar depoimentos escritos ao Tribunal Administrativo de Recursos para justificar a isenção do acesso do público que estavam a ser pedidos. A audiência será realizada em agosto.

Wednesday, 2 June 2010

Médio Oriente: Ramos-Horta condena acção israelita e apela ao fim do bloqueio a Gaza


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Destak - Lusa - 02 junho 2010

O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, condenou hoje a operação militar israelita contra os navios que pretendiam fazer chegar ajuda à Faixa de Gaza e apelou a uma investigação imediata.

“Condeno com firmeza qualquer ato de violência e deploro o uso excessivo da força. Em nome de Timor-Leste, apelo a uma investigação imediata da parte das autoridades israelitas”, refere um comunicado presidencial.

Ramos-Horta classifica “a persistente política de bloqueio da Faixa de Gaza inaceitável e politicamente nefasta” e apela “à plena implementação da resolução 1860 das Nações Unidas”.

“Timor-Leste apela ao fim imediato, incondicional e duradouro do bloqueio à Faixa de Gaza, para o envio de ajuda humanitária, de bens comerciais e para o fluxo de pessoas”, refere o comunicado.

No texto, o Presidente timorense apresenta condolências aos familiares e amigos dos que perderam a vida e dos que ficaram feridos e lamenta “profundamente a perda de vidas em resultado da operação militar israelita contra a ajuda que seguia por via marítima para a Faixa de Gaza”.