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Sunday, 26 April 2009

CANONIZAÇÃO DO BEATO NUN’ÁLVARES PEREIRA, O SANTO CONDESTÁVEL


Por Dom Carlos Filipe Ximenes Belo, SDB, Bispo Emérito de Dili e Co-laureado Premio Nobel da Paz 1996







Acaba de ser elevado aos altares, pelo Papa Bento XCVI, o Beato Nun’Álvares Pereira, que foi, desde 1904, Padroeiro do Colégio Masculino da Soibada, no Reino de Samoro, Timor Leste.

O Santo Nuno de Santo Maria, nasceu no dia 25 de Junho de 1360 em Cernache do Bomjardim (Sertã), Portugal.
Era filho de D. Álvaro Gonçalves Pereira e de Iria Gonçalves do Carvalhal, criada da corte. O Rei de Portugal, D. Pedro I legitimou-o no ano seguinte, a 24 de Junho. Aos treze anos de idade entrou no séquito do Rei D. Fernando.
Em 15 de Agosto de 1376, casa contrai o matrimónio com Dona Leonor de Alvim, rica dama de Entre-Douro-Minho. Do casamento, nasceu uma filha, Dona Beatriz.
Em 7 de Abril, Nun’Álvares Pereira é nomeado pelo Monarca, D. João I, Condestável e comandante supremo do exército.
Em Agosto de 1385, ganha a batalha de Aljubarrota, contra os Castelhanos, utilizando a táctica do quadrado.
Em Outubro de 1388, já então falecida Dona Leonor de Alvim, Dom Nuno deixa a filha entregue aos cuidados da avó, inicia em Aljubarrota, a construção da Capela de S. Jorge; e em Julho de 1389, impulsiona a construção do Convento do Carmo, em Lisboa. Desejando deixar o “mundo” e entregar-se a Deus, em 1393, reparte as terras que lhe foram doadas com os companheiros de armas.
Em 1397, instala no Convento de Lisboa os frades da Ordem do Carmo.
A 15 de Agosto de 1423, professa no Carmo, tomando o nome de frei Nuno de Santa Maria. Dedicou-se a uma vida de pobreza, pedindo esmola em favor do convento e sobretudo dos pobres. Organiza a distribuição quotidiana de comida, pelos pobres. Toma como padroeira da sua vida Nossa senhora.
Morre no dia 1 de Abril de 1431, dia da Páscoa. Foi reputado de “santo” e assim tratado pelo povo Português, ao longo dos séculos. Foi declarado Beato pelo Papa Bento XV em 1918. No dia 3 de Julho de 2008, o Papa Bento XVI dispôs a promulgação do decreto e durante o consistório de 21 de Fevereiro de 2009 e determina que o Beato Nuno seja inscrito no álbum dos Santos neste dia, 26 de Abril.

Nun’Álvares Pereira e o Colégio de Soibada
Em 1898, o Bispo de Macau, Dom José Manuel de Carvalho confia a Missão de Soibada aos padres da companhia de Jesus. Chegam a Samoro os padres Sebastião Maria Aparício da silva, SJ, Manuel Fernandes Ferreira, SJ. Em 1900, o Padre Sebastião dá início à construção da Igreja, da residência missionária e o Colégio masculino de Soibada. O Colégio “Nun’Álvares”, foi a partir de 1902, alfobre de muitos timorenses que ali receberam a educação e instrução. Muitos foram os chefes-de-sucos; funcionários das repartições, tanto em Díli, como nas Circunscrições civis e Postos Administrativos e sacerdotes. Recordamos alguns nomes sonantes que passaram por Soibada: José Ramos-Horta , actual presidente da República de Timor-Leste; Francisco Xavier do Amaral; Nicolau Lobato; Francisco Lopes da Cruz; Monsenhor Martinho da Costa Lopes, o Bispo Alberto Ricardo; Abílio Osório, Tomás Ximenes, Francisco Borja, etc.
Hoje, o Colégio Nun’Álvares de Soibada continua a funcionar. Esperamos que com a ajuda do Santo Nuno de Santa Maria, e da ajuda financeira dos antigos Alunos da Soibada, o Colégio continue a desempenhar a sua função de promoção cultural e social dos jovens de Soibada, Laclubar, Fatoberliu e Barique.

São Nuno de Santa Maria, Rogai por nós;
Santo Nuno de Santa Maria, Rogai pelo nosso Colégio de Soibada.

Porto, 26 de Abril de 2009

Friday, 23 January 2009

"Estratejia foun" iha Mari Alkatiri nia ajenda politika

Hosi: Celso Oliveira

Hakerek signifika hato'o ita nia hanoin. Hau hakerek desde hau sei kiik. Hau hakerek buat nebe maka hau hatene i gosta.
Iha tempu libertasaun nasional nia laran, hau (hamutuk ho Avelino, Aniku, Atoi Lopes, Bosco, Alau, sst) halo parti iha redasaun boletim informativu Halibur, pertense grupu Fecletil, iha Jakarta. Iha fali Portugal, hau koordena grupu ida hodi halo boletim informativu naran Klosan Lian.

Hafoin tiha Timor ukun rasik-an, hau prefere husik mundu funu nian (a maldita guerra) hodi dedika-an iha mundu literatura, tamba hau konsidera hanesan parti ida iha hau nia mehi antigu (old dreams), i, liu-liu tamba hau konsidera katak hakerek (literatura) halo parti atu muda ema Timor ninia mentalidade i assaun. Ohin loron hau kontinua hakerek. Hakerek dadolin, opiniaun, i, informasaun seluk-seluk tan konaba Timor.

Hau uza lian nebe maka hau hatene hodi hakerek hau nia dadolin, opiniaun i seluk tan. Hau uza Tetum, lian ofisial i lian inan (bahasa ibu) ema Timor nian iha hau nia knar literariu. Hafoin, hau uza mos lian Portuguez. Normalmente, tamba lian Portuguez laos hanesan lian nebe maka hau uza kuandu hau moris (housi kiik), entaun hau sempre halo konsulta ho ema portuguez rasik.

Hau konyese poeta Timor hanesan Abe Barreto, i, hakerek nain (escritor) Timor (hela iha Portugal) naran Luis Cardoso "alias" Takas. Mos, hau konsidera katak Xanana Gusmao (atual PM Timor nian) laos deit ema politiku maibe hanesan artista ida tamba nia iha interesse mos ba poezia, pintura i hakerek seluk-seluk tan. Hau mos konyese Timor oan iha Australia naran Naldo Rei (Putu) nebe foin dadu-daun hakerek historia funu nian. Konsidera katak ema sira ne'e iha loron ida sira sei halo riku mundu literatura Timor nian.

Timor Leste iha ema poeta i hakerek nain (escritor) barak nebe mate tiha ona, iha Portugal i Timor. Por exemplo: Borja da Costa, Fernando Sylvan, i, Nino Konis Santana. Konaba Nino Konis Santana, hau hatene katak nia mos ema ida gosta hakerek i le. Molok atu mate, iha Marsu 1998, Konis Santana hakerek buat barak konaba Timor.

Mari Alkatiri desde tinan 2002 to'o 2008 nunka hakerek iha meius Komunikasaun Sosial hodi publika ninia hanoin. Maibe, foin dau-daun, Mari Alkatiri, eis PM i Sekretariu Jeral Fretilin hakerek iha emaill i blog oi-oin konaba "2008: O ano do Escangalhamento das Instituições do Estado". Ita lahatene se ida ne'e hanesan estratejia foun iha Mari Alkatiri nia ajenda politika ka lae. Maibe, hare ba evolusaun politika iha Timor, durante 2008, Mari Alkatiri halo kampanya maka'as kontra governu AMP. Objektivus hosi kampanyas anti governu AMP maka atu halo lakon kredibilidadi Xanana Gusmao iha povo Timor i komunidadi internasional nia le'et. Maibe, kampanyas sira ne'e lahetan resultadu ida, tamba tinan 2008 hanesan tinan suksesu i progressu governu AMP nian.

Konsidera katak hakerek hanesan arte ida (menulis adalah sebuah seni), entaun, buat nebe maka oras ne daudaun Mari hakerek bele sai hanesan arma/kilat foun housi Mari Alkatiri kontra Xanana Gusmao. Maibe, bele konsidera mos katak Mari Alkatiri senti lakon, frustradu ou tauk ona iha panorama politika ema Timor nian. Tamba hau sei lembra entrevista ida nebe Mari Alkatiri halo ho jornalista portuguez. Iha momentu neba jornalista husu "ita bo'ot sei hakerek livru ou konta historia konaba Timor", Mari Alkatiri hatan "se maka komesa hakerek livru ou komesa konta historia funu nian signifika nia lakon ou tauk".

Agora, hau husu deit atu governu Timor dedika atensaun ba mundu literariu Timor nian.

Os Sonhos de Kay Rala Xanana Gusmão




Por: Agio Pereira



Neste debate parlamentar do OGE AF: 2009, um líder Timorense caracterizou a intervenção do Primeiro-Ministro para justificar a sua proposta orçamental como um ‘sonho’. Outros da mesma côr política repetem o mesmo estratagema.


E é verdade.


No seu poema ‘Mar Português – Possessio maris’, Fernando Pessoa assegura-nos que “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce’.


O IV Governo Constitucional sob a liderança do Primeiro-Ministro Kay Rala Xanana Gusmão, mais uma vez, propõe e defende o seu Orçamento Geral do Estado. Esta é a quarta proposta orçamental desde que assumiu as rédeas do Governo a 8 de Agosto de 2007. É o orçamento anual de 2009. Todas as propostas apresentadas pelo Primeiro-Ministro Xanana Gusmão ao Parlamento Nacional foram submetidas a análises profundas e debates exaustivos, esgotando as previsões limites impostas no Capítulo VII do Regimento do Parlamento Nacional, sob o título ‘Plano e Orçamento Geral do Estado’.


Kay Rala Xanana Gusmão lidera um Governo com apenas um ano e meio de experiência, com todos os membros, incluindo ele próprio, sem experiência prévia como Membro de Governo e 39 deputados oriundos do CNRT, PD, ASDT/PSD e UNDERTIM. A determinação, coragem, honestidade e humildade, são os atributos desta equipa de Xanana Gusmão, desde o dia em que assumiu a responsabilidade de governar.


Neste ano e meio, o Governo de Kay Rala Xanana Gusmão confrontou-se com uma realidade de instabilidade nacional, com cerca de cem mil cidadãos deslocados, uma instituição governamental frágil, uma administração estatal sem liderança, a credibilidade das forças da defesa e segurança afectadas pela crise e, sobretudo, uma nação que recentemente conseguiu conquistar a sua liberdade através de uma unidade nacional sem precedentes, mas já dividida e sem visão comum para prosseguir com o importante processo de consolidação da independência nacional.


Assim, Kay Rala Xanana Gusmão entrou no Palácio do Governo para implementar o seu moto ‘Libertada a Pátria, Libertemos o Povo’.


Uma mensagem inspirada para reorientar a Nação e para reconquistar a unidade de todos os Veteranos da guerra da libertação, especialmente os das Falintil – os seus homens, os que ele dirigiu durante a Luta de Libertação Nacional. E, através desta mensagem inspiradora, Xanana Gusmão inicia o processo de recuparação da confiança do povo nas instituições do Estado, incluindo a confiança no próprio Governo, confiança esta que é imprescendível garantia da legitimidade de qualquer governo democrático no mundo.


‘Libertada a Pátria, Libertemos o Povo’ substitui “Resistir é Vencer” e “A Luta Continua em Todas as Frentes”. Logo nos primeiros meses de governação, esta nova mensagem ecoou no espírito dos Veteranos, avivou-lhes na mente a certeza sobre o papel que deverão assumir agora nesta fase de pós-conflito e influenciar todo o processo de desenvolvimento nacional a longo prazo.



O Programa do IV Governo Constitucional, apresentado pelo Primeiro-Ministro Xanana Gusmão no Parlamento Nacional e endossado com um voto de confiança, foi reconhecido por muitos Veteranos como um programa do ‘mato’, o programa que, no mato, ‘quando não disparávamos contra o inimigo, juntávamo-nos para discutir o futuro’.


Os guerrilheiros também sonhavam com toda a dignidade de verdadeiros libertadores da nossa nação. E sonham; sonham em como será possível ainda na sua vida, ver um país onde todos os cidadãos não choram por se sentirem vítimas da independência, mas reclamam os seus direitos porque o país está preparado para lhes garantir condições de vida condignas e o governo ajudou-os a prepararem-se para dar a sua devida contribuição ao processo de desenvolvimento nacional.


Kay Rala Xanana Gusmão, também, é um homen que sempre sonhou com a independência e conseguiu torná-la realidade. Na era da independência, sonhou com a estabilidade nacional e conseguiu estabilizar o país; sonhou com umas FALINTIL-Forças da Defesa de Timor-Leste dignas e com umas forças policiais das PNTL mais unidas, mais motivadas e capazes, e conseguiu; sonhou com um país democrático multipartidarista, sem hegemonia de um partido, e conseguiu; sonhou com um Governo capaz de unir todas as componentes sociais e políticas, sem discriminação ideológica, e conseguiu; sonhou com um governo capaz de fazer uso dos recursos humanos existentes e outros mais a serem formados, e conseguiu; sonhou com um governo capaz de escutar a hierarquia da Igreja católica e de trabalhar em parcearia, sem prejuízo de todas as outras igrejas e conseguiu; sonhou com Veteranos da guerra a viverem os seus últimos anos com dignidade e esperança, e conseguiu; sonhou que os sacrifícios de todo um povo pela sua libertação nacional não resultaria em regnicídio, e conseguiu; sonhou com as viúvas e órfãos da guerra a terem condições de vida condignas, e conseguiu.


Os sonhos de Xanana permitiram um sucesso sem precedente na tentativa de resolver o atentado de 11 de Fevereiro de 2008. Numa democracia com instituições frágeis, dividida e desmoralizada, os sonhos de Xanana conseguiram assegurar a sobrevivência do nosso Estado jovem. Todos os passos dados para assegurar o Estado foram realizados de acordo com os quadros legais apropriados.


Poderá dizer-se que tudo, todas estas vitórias, são passos pequenos porque tudo quanto se edifica com tanto sacrifício poderá ser destruído amanhã, se as instituições do Estado o permitirem e se a liderança não estiver clara sobre os seus sonhos para o futuro do nosso povo.


Mas os sonhos de Xanana continuam. Passo-a-passo e, com certeza, os seus sonhos vão-se tornando realidade, porque não são apenas seus: são os sonhos de todo um Povo. Por isso, a longo prazo, será possível consolidar.


O Povo de Timor-Leste regozija-se por ter um líder sonhador, um homem cujos sonhos constituem a pedra filosofal que está a transformar um Estado de pós-conflito num Estado mais desenvolvido, com as instituições democráticas funcionais, com uma economia vigorizada e sustentável.Faz-me lembrar do pouco conhecido Bernardo Soares, um dos heterónimos do escritor Fernando Pessoa, que na sua obra ‘O Livro do Desassossego’, reitera que “O Sonhador é que é o homem de acção” porque “Só o que sonhamos é o que verdadeiramente somos, porque o mais, por estar realizado, pretence ao mundo e a toda a gente”.


Os Novos Heróis
Xanana Gusmão sonha com os novos heróis. Para ele, novos heróis são todos os Timorenses que possuem ideias para edificar um Estado Democrático, saudável e multipartidário, soberano e desenvolvido; mas não basta só ter ideias, devem também deter a capacidade de transformarem as suas ideias em realidade, para o benefício do nosso povo.


Sonhando, o Governo liderado por Xanana Gusmão vai realizando; já enviou para o estrangeiro centenas de Timorenses para estudarem, para se formarem, aprenderem com outros povos e países, tudo quanto for útil e necessário para ajudar a construir o nosso país, um país edificado com o sangue e sacrifício de milhares de combatentes - homens e mulheres, jovens e crianças, mas que ainda com a necessidade premente de mais sacrifícios de todos os timorenses para o tornar viável, como um país que espelha a riquíssima história do nosso povo.


Xanana: o prisioneiro da liberdade
Quando Xanana Gusmão foi capturado a 22 de Novembro de 1992, o inimigo vangloriou-se de um acto heróico. Mas o grande discípulo de Xanana Gusmão, comandante guerilheiro Nino Konis Santana, tentando elevar o moral dos seus guerrilheiros disse: se não o matam, então hoje é o início do fim da ocupação, o início da libertação total da nossa querida e mil vezes martirizada Pátria.


E Konis tinha razão. Um guerrilherio de corpo e alma, sabia que o acto heróico dos generais indonésios não passava mais do que de um acto efémero.


Das montanhas do seu país para as celas da Indonésia, passando por Semarang, Cipinang e Salemba, Xanana percorreu uma vida de guerrilha e de prisioneiro, mas nunca deixou de liderar com a visão de liberdade e independência; aceitando sacrifícios superhumanos, anos de prisioneiro da Indonésia, dos quais seis meses incomunicável, Xanana nunca deixou de sonhar. Os dias, horas, minutos e segundos nas masmorras do inimigo, Xanana transformou-os em momentos de ouro, não só para sonhar mais e melhor, mas também para enriquecer os seus sonhos, de conceber um país onde não haverá apenas uma lagoa de água com verduras cercando-a, mas sim, todo um país cheio de verduras, um povo saudável, feliz e próspero.


Na consciência de Xanana Gusmão pairam duas contradições. Uma, a de ter quebrado a promessa aos seus guerrilheiros de que após a libertação não iria ocupar nenhum posto; a outra, é a consciência do dever, dever de servir, dever de não deixar cair o que os seus guerrilherios alcançaram, muitos ele viu tombar, deram a vida para tornar realidade, uma realidade que assimila os sonhos de todo um povo.


O desejo de poder ser um espectador de uma nova etapa da luta pela soberania do seu povo, a da edificação de um Estado de direito democrático, cuja feitura a ser levado a cabo pelos doutores, não tem sido possível, porque a realidade política nacional impõe que Xanana deva continuar a remar neste barco ciclópico da esperança das crianças Timorenses de, um dia, poderem vir a ter condições de vida mais adequadas, uma vida mais feliz que a dos seus antepassados, digna de um povo e país moderno, inserido num mundo de globalização.


A promessa de não ocupar nenhum cargo político foi transformada pela realidade contemporânea e convertida em ‘Libertada a Pátria, Libertemos o Povo’.


Xanana continua a ser um prisioneiro, mas hoje é um prisioneiro da liberdade. As novas celas não são de parede e metal, mas é a sua própria consciência.O sonho é, afinal, um comboio que viaja num processo político da própria libertação nacional!Este comboio não possui estações nem faz paragens para Xanana poder sair.


Podemos, sabemos e devemos reformar
Os seus sonhos são a força deste processo; sonhos reflectidos na sua vida de guerrilheiro e em tudo o que tem escrito; na forma como ele tem liderado este povo e país, na forma como lidera este Governo e contribui para todas as instituições do Estado, rumo ao futuro. Para este orçamento, Xanana sonha em consolidar uma administração pública livre da interferência política partidária, estabelecer processos e mecanismos para combater a corrupção, melhorar a remuneração e reconhecer o mérito e a gestão do rendimento dos funcionários públicos e reformar o sistema orçamental e financeiro do Estado.


Interrogado sobre porquê necessita de mais um vice primeiro-ministro, Xanana responde com toda a honestidade: porque a máquina administrativa tem que ser corrigida e porque gestão, contabildade e finanças constitutem um problema transversal a todas as instituições do Estado; porque a burocracia é pesada e deve ser aliviada para acelerar o processo da reforma da gestão do Estado. Para Xanana Gusmão existe ainda a necessidade de ver como as orientações ministeriais poderão melhorar a execução da acção governativa e, porque a máquina administrativa é ainda a força electromotriz da Economia: podemos, sabemos e devemos reformar.


Talvez António Gedeão tivesse feito um bom trabalho se dissesse ao líder Timorense que minimiza os sonhos de Kay Rala Xanana Gusmão:Tu não sabes, nem sonhas,que o sonho comanda a vida,que sempre que um homem sonhao mundo pula e avançacomo bola coloridaentre as mãos de uma criança.



FIM!



* Este artigo foi publicado pelo Jornal Nacional Diario na sua edicao de hoje (23/01/2009) e Forum Haksesuk

* Imagem de Celso Oliveira