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Um escritor, um poeta, um aventureiro,

Wednesday, 4 May 2011

5 de Maio 1999 - 5 de maio 2011




5 de Maio tinan 1 ne'e halo tinan 12 momentu historiku ba povo Timor tamba iha momentu neba, iha Nova Iorke, 5 de Maio de 1999, ministru negosiu estranjeiru Portugal, Jaime Gama ho ministru negosiu estranjeiru Indonezia, Ali Alatas, assina akordu iha Sekretariu Jeral ONU, Kofi Annan nia oin hodi halo Referendum iha Timor Leste sob kontrolo Komunidadi Internasional nebe loke dalan ba Independensia Timor Leste.



Tinan 12 tiha, 1999-2011, ita assisti mudansa barak iha rai Timor, hosi aspektu hotu-hotu: politiku, ekonomiku, seluk-seluk tan.


Hanesan Timor oan nebe moris dok hosi Timor Leste, desejo deit atu Timor Leste sai espasu bo'ot ida ba ema Timor oan tomak, seja nia uluk hanesan funu nain ou traidor, seja nia uluk hosi grupu independentista ou integrasionista. Atu dezenvolvimentu nasional bele lao ba oin, Timor oan tenki servisu hamutuk.


Hanesan ema nebe gosta hakerek, desejo liberdade da expresaun iha Timor Leste.


Celso Oliveira














Monday, 2 May 2011

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI




Átrio da Basílica Vaticana
Domingo, 1° de Maio de 2011



Amados irmãos e irmãs,

Passaram já seis anos desde o dia em que nos encontrávamos nesta Praça para celebrar o funeral do Papa João Paulo II. Então, se a tristeza pela sua perda era profunda, maior ainda se revelava a sensação de que uma graça imensa envolvia Roma e o mundo inteiro: graça esta, que era como que o fruto da vida inteira do meu amado Predecessor, especialmente do seu testemunho no sofrimento. Já naquele dia sentíamos pairar o perfume da sua santidade, tendo o Povo de Deus manifestado de muitas maneiras a sua veneração por ele. Por isso, quis que a sua Causa de Beatificação pudesse, no devido respeito pelas normas da Igreja, prosseguir com discreta celeridade. E o dia esperado chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato!

Desejo dirigir a minha cordial saudação a todos vós que, nesta circunstância feliz, vos reunistes, tão numerosos, aqui em Roma vindos de todos os cantos do mundo: cardeais, patriarcas das Igrejas Católicas Orientais, irmãos no episcopado e no sacerdócio, delegações oficiais, embaixadores e autoridades, pessoas consagradas e fiéis leigos; esta minha saudação estende-se também a quantos estão unidos connosco através do rádio e da televisão.

Estamos no segundo domingo de Páscoa, que o Beato João Paulo II quis intitular Domingo da Divina Misericórdia. Por isso, se escolheu esta data para a presente celebração, porque o meu Predecessor, por um desígnio providencial, entregou o seu espírito a Deus justamente ao anoitecer da vigília de tal ocorrência. Além disso, hoje tem início o mês de Maio, o mês de Maria; e neste dia celebra-se também a memória de São José operário. Todos estes elementos concorrem para enriquecer a nossa oração; servem-nos de ajuda, a nós que ainda peregrinamos no tempo e no espaço; no Céu, a festa entre os Anjos e os Santos é muito diferente! E todavia Deus é um só, e um só é Cristo Senhor que, como uma ponte, une a terra e o Céu, e neste momento sentimo-lo muito perto, sentimo-nos quase participantes da liturgia celeste.

«Felizes os que acreditam sem terem visto» (Jo 20, 29). No Evangelho de hoje, Jesus pronuncia esta bem-aventurança: a bem-aventurança da fé. Ela chama de modo particular a nossa atenção, porque estamos reunidos justamente para celebrar uma Beatificação e, mais ainda, porque o Beato hoje proclamado é um Papa, um Sucessor de Pedro, chamado a confirmar os irmãos na fé. João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica. E isto traz imediatamente à memória outra bem-aventurança: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus» (Mt 16, 17). O que é que o Pai celeste revelou a Simão? Que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus vivo. Por esta fé, Simão se torna «Pedro», rocha sobre a qual Jesus pode edificar a sua Igreja. A bem-aventurança eterna de João Paulo II, que a Igreja tem a alegria de proclamar hoje, está inteiramente contida nestas palavras de Cristo: «Feliz de ti, Simão» e «felizes os que acreditam sem terem visto». É a bem-aventurança da fé, cujo dom também João Paulo II recebeu de Deus Pai para a edificação da Igreja de Cristo.

Entretanto perpassa pelo nosso pensamento mais uma bem-aventurança que, no Evangelho, precede todas as outras. É a bem-aventurança da Virgem Maria, a Mãe do Redentor. A Ela, que acabava de conceber Jesus no seu ventre, diz Santa Isabel: «Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor» (Lc 1, 45). A bem-aventurança da fé tem o seu modelo em Maria, pelo que a todos nos enche de alegria o facto de a beatificação de João Paulo II ter lugar no primeiro dia deste mês mariano, sob o olhar materno d’Aquela que, com a sua fé, sustentou a fé dos Apóstolos e não cessa de sustentar a fé dos seus sucessores, especialmente de quantos são chamados a sentar-se na cátedra de Pedro. Nas narrações da ressurreição de Cristo, Maria não aparece, mas a sua presença pressente-se em toda a parte: é a Mãe, a quem Jesus confiou cada um dos discípulos e toda a comunidade. De forma particular, notamos que a presença real e materna de Maria aparece assinalada por São João e São Lucas nos contextos que precedem tanto o Evangelho como a primeira Leitura de hoje: na narração da morte de Jesus, onde Maria aparece aos pés da Cruz (Jo 19, 25); e, no começo dos Actos dos Apóstolos, que a apresentam no meio dos discípulos reunidos em oração no Cenáculo (Act 1, 14).

Também a segunda Leitura de hoje nos fala da fé, e é justamente São Pedro que escreve, cheio de entusiasmo espiritual, indicando aos recém-baptizados as razões da sua esperança e da sua alegria. Apraz-me observar que nesta passagem, situada na parte inicial da sua Primeira Carta, Pedro exprime-se não no modo exortativo, mas indicativo. De facto, escreve: «Isto vos enche de alegria»; e acrescenta: «Vós amais Jesus Cristo sem O terdes conhecido, e, como n’Ele acreditais sem O verdes ainda, estais cheios de alegria indescritível e plena de glória, por irdes alcançar o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas» (1 Ped 1, 6.8-9). Está tudo no indicativo, porque existe uma nova realidade, gerada pela ressurreição de Cristo, uma realidade que nos é acessível pela fé. «Esta é uma obra admirável – diz o Salmo (118, 23) – que o Senhor realizou aos nossos olhos», os olhos da fé.

Queridos irmãos e irmãs, hoje diante dos nossos olhos brilha, na plena luz de Cristo ressuscitado, a amada e venerada figura de João Paulo II. Hoje, o seu nome junta-se à série dos Santos e Beatos que ele mesmo proclamou durante os seus quase 27 anos de pontificado, lembrando com vigor a vocação universal à medida alta da vida cristã, à santidade, como afirma a Constituição conciliar Lumem gentium sobre a Igreja. Os membros do Povo de Deus – bispos, sacerdotes, diáconos, fiéis leigos, religiosos e religiosas – todos nós estamos a caminho da Pátria celeste, tendo-nos precedido a Virgem Maria, associada de modo singular e perfeito ao mistério de Cristo e da Igreja. Karol Wojtyła, primeiro como Bispo Auxiliar e depois como Arcebispo de Cracóvia, participou no Concílio Vaticano II e bem sabia que dedicar a Maria o último capítulo da Constituição sobre a Igreja significava colocar a Mãe do Redentor como imagem e modelo de santidade para todo o cristão e para a Igreja inteira. Foi esta visão teológica que o Beato João Paulo II descobriu na sua juventude, tendo-a depois conservado e aprofundado durante toda a vida; uma visão, que se resume no ícone bíblico de Cristo crucificado com Maria ao pé da Cruz. Um ícone que se encontra no Evangelho de João (19, 25-27) e está sintetizado nas armas episcopais e, depois, papais de Karol Wojtyła: uma cruz de ouro, um «M» na parte inferior direita e o lema «Totus tuus», que corresponde à conhecida frase de São Luís Maria Grignion de Monfort, na qual Karol Wojtyła encontrou um princípio fundamental para a sua vida: «Totus tuus ego sum et omnia mea tua sunt. Accipio Te in mea omnia. Praebe mihi cor tuum, Maria – Sou todo vosso e tudo o que possuo é vosso. Tomo-vos como toda a minha riqueza. Dai-me o vosso coração, ó Maria» (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, n. 266).

No seu Testamento, o novo Beato deixou escrito: «Quando, no dia 16 de Outubro de 1978, o conclave dos cardeais escolheu João Paulo II, o Card. Stefan Wyszyński, Primaz da Polónia, disse-me: “A missão do novo Papa será a de introduzir a Igreja no Terceiro Milénio”». E acrescenta: «Desejo mais uma vez agradecer ao Espírito Santo pelo grande dom do Concílio Vaticano II, do qual me sinto devedor, juntamente com toda a Igreja e sobretudo o episcopado. Estou convencido de que será concedido ainda por muito tempo, às sucessivas gerações, haurir das riquezas que este Concílio do século XX nos prodigalizou. Como Bispo que participou no evento conciliar, desde o primeiro ao último dia, desejo confiar este grande património a todos aqueles que são, e serão, chamados a realizá-lo. Pela minha parte, agradeço ao Pastor eterno que me permitiu servir esta grandíssima causa ao longo de todos os anos do meu pontificado». E qual é esta causa? É a mesma que João Paulo II enunciou na sua primeira Missa solene, na Praça de São Pedro, com estas palavras memoráveis: «Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!». Aquilo que o Papa recém-eleito pedia a todos, começou, ele mesmo, a fazê-lo: abriu a Cristo a sociedade, a cultura, os sistemas políticos e económicos, invertendo, com a força de um gigante – força que lhe vinha de Deus –, uma tendência que parecia irreversível. Com o seu testemunho de fé, de amor e de coragem apostólica, acompanhado por uma grande sensibilidade humana, este filho exemplar da Nação Polaca ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de se dizerem cristãos, de pertencerem à Igreja, de falarem do Evangelho. Numa palavra, ajudou-nos a não ter medo da verdade, porque a verdade é garantia de liberdade. Sintetizando ainda mais: deu-nos novamente a força de crer em Cristo, porque Cristo é o Redentor do homem – Redemptor hominis: foi este o tema da sua primeira Encíclica e o fio condutor de todas as outras.

Karol Wojtyła subiu ao sólio de Pedro trazendo consigo a sua reflexão profunda sobre a confrontação entre o marxismo e o cristianismo, centrada no homem. A sua mensagem foi esta: o homem é o caminho da Igreja, e Cristo é o caminho do homem. Com esta mensagem, que é a grande herança do Concílio Vaticano II e do seu «timoneiro» – o Servo de Deus Papa Paulo VI –, João Paulo II foi o guia do Povo de Deus ao cruzar o limiar do Terceiro Milénio, que ele pôde, justamente graças a Cristo, chamar «limiar da esperança». Na verdade, através do longo caminho de preparação para o Grande Jubileu, ele conferiu ao cristianismo uma renovada orientação para o futuro, o futuro de Deus, que é transcendente relativamente à história, mas incide na história. Aquela carga de esperança que de certo modo fora cedida ao marxismo e à ideologia do progresso, João Paulo II legitimamente reivindicou-a para o cristianismo, restituindo-lhe a fisionomia autêntica da esperança, que se deve viver na história com um espírito de «advento», numa existência pessoal e comunitária orientada para Cristo, plenitude do homem e realização das suas expectativas de justiça e de paz.

Por fim, quero agradecer a Deus também a experiência de colaboração pessoal que me concedeu ter longamente com o Beato Papa João Paulo II. Se antes já tinha tido possibilidades de o conhecer e estimar, desde 1982, quando me chamou a Roma como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, pude durante 23 anos permanecer junto dele crescendo sempre mais a minha veneração pela sua pessoa. O meu serviço foi sustentado pela sua profundidade espiritual, pela riqueza das suas intuições. Sempre me impressionou e edificou o exemplo da sua oração: entranhava-se no encontro com Deus, inclusive no meio das mais variadas incumbências do seu ministério. E, depois, impressionou-me o seu testemunho no sofrimento: pouco a pouco o Senhor foi-o despojando de tudo, mas permaneceu sempre uma «rocha», como Cristo o quis. A sua humildade profunda, enraizada na união íntima com Cristo, permitiu-lhe continuar a guiar a Igreja e a dar ao mundo uma mensagem ainda mais eloquente, justamente no período em que as forças físicas definhavam. Assim, realizou de maneira extraordinária a vocação de todo o sacerdote e bispo: tornar-se um só com aquele Jesus que diariamente recebe e oferece na Igreja.

Feliz és tu, amado Papa João Paulo II, porque acreditaste! Continua do Céu – nós te pedimos – a sustentar a fé do Povo de Deus. Muitas vezes, do Palácio, tu nos abençoaste nesta Praça! Hoje nós te pedimos: Santo Padre, abençoa-nos! Amen.








Fonte: http:www.vatican.va

Saturday, 30 April 2011

BEATIFICAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II

O próximo dia 1 de Maio será o dia em que o Papa João Paulo II é declarado BEATO. A beatificação do Papa Wojtyla acontece 6 anos apenas depois da sua morte.


O que é a BEATIFICAÇÃO? A beatificação é o rito através do qual a Igreja Católica propõe uma pessoa como modelo de vida e intercessor junto de Deus e, ao mesmo tempo que autoriza o seu culto público, normalmente no âmbito restrito ou familiar. Por meio da beatificação o Papa autoriza a veneração pública de João II na Igreja local.




A beatificação é um passo no processo da Canonização. A canonização é um acto solene por meio do qual O Papa, a autoridade suprema da Igreja Católica, declara que a pessoa praticou virtudes heróicas e viveu com fidelidade na graça de Deus, está com Deus e pode ser venerada por toda a Igreja. Um Santo é honrado nas celebrações litúrgicas pela Igreja universal, enquanto o Beato é honrado somente em certos lugares.


Para um cristão (fiel) ser declarado beato, é preciso desenvolver um longo processo que começa na Diocese de origem. O objectivo do trabalho antes da beatificação é o de estabelecer o mais cuidadosamente possível os factos históricos da vida do candidato ou candidata; demonstrar como ele ou ela praticou as virtudes cristãs, sobretudo as virtudes teologais (Fé, Esperança e Caridade) e as virtudes cardiais (A prudência, a justiça a fortaleza e a temperança). Outro aspecto importante neste processo é mostrar como os fiéis consideram esse candidato à beatificação como um santo, isto é, digno de veneração das pessoas. O primeiro passo para a beatificação começa portanto na Diocese. Esta fase, sob a autoridade do bispo local e assistida por um Postulador, procurar reunir as informações: coleccionar ou reunir os documentos e entrevistas feitas ás pessoas sobre a vida, os escritos, as virtudes e a reputação da santidade do candidato ou da candidata. Uma vez que a fase diocesana é aberta, o candidato pode ser denominado como um Servo de Deus.


A segunda fase é a fase romana. Os resultados da fase diocesana são transferidos para Roma, para a Congregação para a Causa dos Santos. Depois de um estudo feito por uma Comissão de Teólogos e por uma Comissão de Cardeais e bispos, a Congregação para a Causa dos santos apresenta os seus resultados ao Papa. Quando o Papa afirma que o servo de Deus viveu realmente a vida cristã de modo heróico e em plenitude, o Servo de Deus é declarado Venerável Servo de Deus. E mediante a aprovação de um milagre atribuído à intercessão da pessoa em causa, a cerimónia da beatificação pode então ser realizada. Um milagre é um evento extraordinário, cientificamente inexplicável e, em caso de uma beatificação e canonização, é directamente imputável à intercessão do Venerável Servo de Deus. Um milagre é um sinal da aprovação divina. Para a beatificação, um autêntico milagre deve ser reconhecido como obtido através da intercessão do Servo de Deus. Os milagres confirmam que é Deus quem inspira nos cristãos (fieis) a opinião de que um determinado Servo de Deus é digno de ser beatificado.


Breve biografia do novo Beato:

Karol Wojtyla nasceu em Vadowice (Polónia) a 18 de Maio de 1920. Quando a sua mãe faleceu, tinha ele apenas 9 anos. E o sei irmão Edmund morreu tinha ele 12 anos. Ficou sozinho com o Pai, um militar. Terminados os estudos secundários matriculou-se na Universidade de Cracóvia. Passados alguns meses, Polónia foi ocupada pelos nazis alemães que fecharam a universidade. O jovem Karol para uma pedreira e depois para uma fábrica química a fim de ganhar a vida e não ser deportado para a Alemanha.


A partir de 1942, tinha ele 22 anos, sentiu a que Deus o chamava para ser padre. Frequentou o seminário clandestino e foi ordenado padre a 1 de Novembro de 1946. Depois foi para Roma, onde se doutorou em Teologia na universidade dos Dominicanos, com uma tese sobre São João da Cruz. Terminado o curso regressou a Polónia trabalhando como capelão dos universitários. Foi também professor universitário. Em 1958, foi nomeado bispo pelo Papa Pio XII. Em 1964 foi nomeado Arcebispo de Cracóvia pelo Papa Paulo VI. Participou no Concilio Vaticano II. Em 1967 foi feito Cardeal. A 16 de Outubro de 1978 foi eleito Papa, escolhendo o nome de João Paulo II, em homenagem ao seu antecessor João Paulo I (O papa Albino Luciani). O Pontificado de João II foi um dos mais longos da história da Igreja e durou quase 27 anos. Realizou 104 viagens apostólicas fora da Itália, incluindo Timor-Leste (a 12 de Outubro de 1989). Faleceu no dia 2 de Abril de 2005.


Porto, 29 de Abril de 2911

Dom Carlos Filipe Ximenes Belo

Tuesday, 26 April 2011

Tinan 25 Liu bá (Loron 25 Fulan Abril Tinan 1986-25 Abril 2011)




Ohin loron 25 Fulan Abril Tinan 2011. Loron Liberdade nia ba Rai Portugal.


Iha tinan nebá, Timor Loro sa’e okupado ho soldados (tentara) indonesia. Iha tinan 1986, loron 25 falan Abril, iha Kolégio Banewaga (Fatumaka), ami ata hasoru malu ho Komandante Falintil Kay Rala Xanana Gusmão.


Tuir pedido Nunsiu Apostoliku, Mosnhro Francisco Canalini, ami haruka surat ida, hosi Padre Eligio Locatelli, ba Ai-laran, atu bele karik, hasoru malu ho Komandante Xanana Gusmão. Hetan tiha resposta pozitivo, ami ho padre José António da Costa, Secretário e Chanceler Câmara Eclesiástica Dioseze Dili, arranka ba Baucau, atu iha kalan ne’e duni, ko’alia ho Xanana Gusmão.


Ami to’o iha Kolegio tuku neen loron karaik. Kalan, tuku walo, halo tiha orasaun hamutuk ho Alunos, ami nai’n rua Padre José, ida-idak ba nia quarto. Alunos sira ba sira nia dormitório. Hamate tiha jerador, padre Locatelli hein hela iha varanda, enquanto padre Baltazar la’o hele’u uma. Besik tuku sanulu resin ida, padre Locatelli dere ami nia odamatan hodi tatoli katak Komandante atu besik to’o ona. Padre José ho hau, ami liu ba “sala de visitas” hodi hein Komandante. Iha sala nebá, ami sunu lilin hodi hein “bainaka”. La kelur de’it, hosi to’os laran, ema ida mosu. Hatais kamuflado ho botas, no taka boné. Padre Locatelli lori “bainaka” ba uma laran. Wianhira tama tiha ba sala laran, ami kumprimeta malu hodi kaer liman deit. Maibé, Komandante ho Padre José, sira rua hakuak malu met-metin. Padre Locatelli hamriik hein iha varanda… Tu'ur tiha, atan hau hato’o katak ami kontente bele hasoru malu ho Komandante.


Ami hato’o Senhor Nunsiu nia kumprimentos. Tuir mai, ami fo sai lia hirak ne’e:

1.Nunsiu haruka lia menon, hodi hato’o ba Komandante, katak ita boot nia komandante ruma ka guerrilheiro ruma hanoin atu ba Rai liur karik, Igreja bele sai intermediário, atu bele tulun;

2. Ami la mai atu husu Komandante atu rende, maibé, bele karik, husu atu Ressitência muda nia “estratégia de luta”. Ami katak : Ho “luta militar” ita boot sira sei la manan; bele karik, hahú luta foun ida, katak luta ho diplomasia.

3. Ami mos husu ba Komandante atu nia guerrilheiros sira labele sunu “Povo (Rakyat) nia uma no sasan.


Komandante tu'ur nonok hodi hanoin kleur no klean. Hafoin nia koalia kleur hodi explika hikas “filosofia” da Luta e da Resistência”. Ikus mai, Komandante hato’o: “Ami Guerrilheiros sira sei la sai ba Rai Liur; ida ne’e ami nia Pátria, bele mate mohu karik ba, ami sei la rende nem menos sai ba liur. Ami prontu atu mate hamri'ik hanesan Ai-moris (morremos de pé como as árvores)”.


Besik kalan-boot fahe rua, ami despede malu. Padre Locatelli akompanha Komandante tun fali ba to’os laran hodi fila ba nia fatin. Amo mos fila ba quarto.


Dadersan ami fila hikas ba Dili. Iha Kolegio Fatumaca, ema ida la rona buat ida kona ba “encontro nee”. ´Bapa sira iha Baucau mos la rona buat ida!


Semana ida liu tiha, Padre Locatelli ba Lecidre, hodi haktuir katak, “trabalhador” ida mak fo “laporan” nune’e: “Ohin dader ami haree ain-fatin iha to’os laran; hori kalan, ema hatais botas, kala liu hosi ne’e…”


Ida ne’e mak enkontru uluk nebé ami atan iha ho Komandante Kay Rala Xanana Gusmão tinan rua nulu resin lima liu ba!

Porto, 25 de Abril de 2011.
Amo Bispo Carlos Filipe Ximenes

Thursday, 7 April 2011

Hau Ho Jesus Kristus

(Refleksaun simples ida iha tempu kuaresma)


Hakerek konaba Jesus Kristus iha tempu pos-modernu, hau senti hanesan estranhu uitoan. Tamba, iha mundu pos-modernu nebe ohin loron ita ema moris ba, halo ita preokupa liu ho ita nia moris loro-loron nebe luzu du ke preokupa ho ita nia klamar rasik. I, dala barak mos ita haluha tiha katak oras ne’e dau-daun ita moris iha tempu kuaresma.


De faktu, kleur ona maka hau laiha hanoin atu dedika hau nia tempu hodi hakerek netik konaba Jesus Kristus. De faktu, kleur ona maka hau bele hakerek tun sae iha jornais oi-oin, iha blogs oi-oin, lansa livru barak ona maibe hau laiha ideia atu hakerek konaba "hau nudar ema ida nebe nakonu ho frakeza oi-oin ho Jesus Kristus nudar virtude bo’ot ida iha ita ema nia moris".


Buat sira ne’e hotu tamba hau nia preokupasaun iha mundu modernu nia laran, nebe obriga hau atu preokupa liu ho aspektu fiziku mundu nian (Por exemplu: tv, ps3, facebook, emaill, notisias, kareta, uma, sofá, osan, projektu, servisu, bill's, tax's no seluk tan) du ke aspektu espiritual.


Foin lalais ne’e hau nia kolega padre ida fo’o mai hau livru oan ida nebe nia rasik mak autor. Livro ho titulu: The Cross of Hope (words of encouragement for the imperfect disciple), loke fila fali hau nia hanoin konaba oinsa ita ema tenki rona ita nia lian rasik nebe mai hosi ita nia fuan. Livro oan ne’e fo'o hanoin mai hau konaba oinsa ita ema bele matenek to’o iha nebe, maibe presija rekonhese ita nia an katak se karik la lori Aman Maromak ninia tulun, entaun ita ema sei sai folin laek. Livru oan ne’e, fo’o hanoin mai hau konaba hau nia tempu juventude hamutuk ho amu lulik jesuita sira iha tempu susar nia laran, iha Girisonta, Semarang. Livro ne’e mos dehan katak: in the heart of our suffering we find Jesus Christ, and he enables us to say, with him, “Father, into your hands I commend my spirit”.


Maibe, parese ideia simples iha hau nia ulun konaba Jesus Kristus maka ne’e: “Jesus Kristus moris hamutuk ho hau loron no kalan”.


Ida ne’e laos hau mesak nia preokupasaun iha tempu pos-modernu, maibe ita hotu nian. Tamba iha mundu pos-modernu, dala barak ita lakon fiar no moral.


Agora, so falta deit se ita hakarak kuidadu didiak Jesus Kristus iha ita nia laran ka lae? Ida ne’e hanesan home work ida mai ita hotu iha tempu kuaresma ida ne’e.


Celso Oliveira

Saturday, 26 March 2011

Timor Leste Dan Indonesia

Kita hidup bagaikan mata uang yang memiliki dua posisi berbeda. Di dalam perang kita hidup menderita. Setelah perang kita harus hidup bahagia. Setelah perang kita harus melupakan masa-masa penderitaan selama perang. Semua instrument negara harus mendukung dan membimbing warga negaranya supaya hidup sejahtera, aman dan bahagia.

Kita harus percaya kepada Negara bahwa Negara akan memberi kepada kita kesempatan kedua unuk hidup. Untuk mengisi kesempatan kedua, kita harus jujur, benar-benar jujur. Jujur kepada diri sendiri, jujur kepada keluarga, jujur kepada masyarakat dan jujur kepada negara.

Negara memberi kepada kita kesempatan kedua untuk memandang ke dunia yang berbeda. Dan benar-benar mengambil segala hikmah dari segala penderitaan yang terjadi di masa lalu atau di era perang. Kemudian mencoba mengembangkannya menuju suatu kebahagiaan.

Timor Leste dan Indonesia harus menjalin hubungan bilateral yang baik. Selamat kepada PM Timor Leste Xanana Gusmao dan Presiden Indonesia Bambang Yudhoyono.

Celso Oliveira

Saturday, 26 February 2011

Poema nebe koalia hodi hau nia naran




INAN FETO AITARA - SOIBADA

Iha loron ruma,
Bainhira ema hotu nanok,
Tamba kalan nebe nakukun,
Tamba silensiu nebe laiha ona forsa,
Maibe, sei iha Soibada Oan bele fanun ita neon.

Hodi fo'o hanoin mai ita katak,
Iha Soibada ...
Sei iha istoria nebe furak atu rona,
Sei iha lian Tetum nebe furak atu koalia,
Sei iha mestre diak nebe ita bele banati tuir.

Iha loron ida,
Bainhira ema senti katak silensiu laiha ona forsa,
Kalan sei la bolu tan ona naroman,
Ema hotu sei hanoin hetan katak
INAN FETO AITARA sei bele fo'o:
Esperansa, Domin no Dame.

HANOIN MESTRE SOIBADA SIRA

Ami temi sira naran,
Ami haksolok ho sira hanorin.

...Ami lian, mai hosi sira lian,
Ami hakerek, mai hosi sira nia hanorin,
Ami hananu, mai hosi sira fuan.
Jerasaun ba jerasaun.
Iha rai ulun to'o rai ikun
Lao lemorai iha mundu tomak.

RAI LULIK NIA RESTU....

Hosi rai lulik nebe ema bolu Timor,
Iha neba ema temi Borja da Costa.
Lia nain, badaen dadolin ema Timor nian.
...
Iha rai nebe ema bolu rai lafaek,
Ema hotu iha menutu ida hodi hanoin,
lia nain, badaen dadolin Timor nian:
Borja da Costa, Nino Konis Santana, Fernando Sylvan no seluk tan.

Hakmatek iha menutu ida....
Parabens ba badaen nebe halo video ne'e.
Restu hosi badaen "Hakmatek Iha Minutu Ida".

Celso Oliveira