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Saturday, 26 March 2011

Timor Leste Dan Indonesia

Kita hidup bagaikan mata uang yang memiliki dua posisi berbeda. Di dalam perang kita hidup menderita. Setelah perang kita harus hidup bahagia. Setelah perang kita harus melupakan masa-masa penderitaan selama perang. Semua instrument negara harus mendukung dan membimbing warga negaranya supaya hidup sejahtera, aman dan bahagia.

Kita harus percaya kepada Negara bahwa Negara akan memberi kepada kita kesempatan kedua unuk hidup. Untuk mengisi kesempatan kedua, kita harus jujur, benar-benar jujur. Jujur kepada diri sendiri, jujur kepada keluarga, jujur kepada masyarakat dan jujur kepada negara.

Negara memberi kepada kita kesempatan kedua untuk memandang ke dunia yang berbeda. Dan benar-benar mengambil segala hikmah dari segala penderitaan yang terjadi di masa lalu atau di era perang. Kemudian mencoba mengembangkannya menuju suatu kebahagiaan.

Timor Leste dan Indonesia harus menjalin hubungan bilateral yang baik. Selamat kepada PM Timor Leste Xanana Gusmao dan Presiden Indonesia Bambang Yudhoyono.

Celso Oliveira

Friday, 11 March 2011

“A TRANSIÇÃO DE TIMOR-LESTE DO CONFLITO PARA A ESTABILIDADE”

Departamento de Desenvolvimento1 Palace Street, Londres7 de março de 2011

Exmo. Sr. Mark Lowcock, Director-Geral de Programas
Exma. Sra. Bella Bird, Chefe do Departamento de Governação e Desenvolvimento Social
Exma. Sra. Sue Lane, Chefe da Equipa de Estados Frágeis
Senhoras e Senhores,
É para mim um grande prazer estar aqui hoje e ter a oportunidade de me dirigir a esta audiência para falar sobre a “Transição de Timor-Leste do conflito para a estabilidade”, bem como para partilhar convosco algumas reflexões sobre situações internacionais.

Gostaria também de agradecer ao Departamento de Desenvolvimento Internacional por organizar este evento, assim como ao Governo e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido pelo apoio e acolhimento durante a minha breve visita a Londres.
Embora esteja aqui para falar da transição de Timor-Leste, não posso deixar de referir as rápidas mudanças a que todos estamos a assistir no mundo árabe.

Numa altura em que olhamos com interesse e preocupação para os eventos que se vão desenrolando, devemos ser claros na condenação de toda a violência contra cidadãos. Temos igualmente de esperar que a transição destes países os conduza a vidas mais prósperas.
Para que isto possa acontecer – e se podemos usar a experiência de Timor-Leste como guia – é necessário que as pessoas avancem com empatia, boa vontade e empenho em prol da paz, da reconciliação e do diálogo.

Senhoras e Senhores,
A transição de Timor-Leste do conflito para o desenvolvimento tem sido difícil. Tal como aconteceu com alguns outros países no Sudeste Asiático, a nossa experiência envolveu violência, perdas e dificuldades terríveis.

Não nos esquecemos da dor que sentimos e que faz parte daquilo que somos hoje. Porém lembramo-nos também dos enormes actos de coragem e de sacrifício, bem como da determinação extraordinária do nosso Povo em prevalecer.

A conquista da Independência foi contudo apenas o princípio da nossa luta. Temos agora pela frente o desafio permanente da Construção da Paz e da Construção do Estado.

Embora tenhamos grandes esperanças e tenhamos feito progressos, sofremos também contrariedades e cometemos erros. Aprendemos muitas lições – lições que estamos ansiosos por poder partilhar.

Todavia, ao partilharmos as nossas experiências, temos presente que não somos o único país a emergir de uma situação de conflito e que não existe um modelo único a seguir para atingir o desenvolvimento. Cada país tem a sua história, a sua experiência de vida e a sua cultura e contextos únicos.

Qualquer programa de desenvolvimento que não tente reconhecer a complexidade individual das circunstâncias locais está condenado ao fracasso. Deste modo, para que as abordagens de desenvolvimento possam ter sucesso, precisam dar resposta às exigências, necessidades e aspirações do Povo.

Senhoras e Senhores,
Permiti-me por favor que ponha as lições que aprendemos neste contexto e que fale a respeito da nossa experiência.
Timor-Leste é um País que ocupa metade de uma pequena ilha e que tem pouco mais de 1 milhão de habitantes. Visto que a outra metade da ilha pertence à Indonésia, estamos assim situados entre dois gigantes regionais, a Indonésia e a Austrália.

No seguimento da retirada de Portugal, após quatro séculos de domínio colonial, fomos invadidos pela Indonésia em 1975. Isto conduziu à nossa guerra de 24 anos pela independência, na qual morreram cerca de 200 mil timorenses. No dia 30 de Agosto de 1999 o nosso Povo votou esmagadoramente pela independência, todavia a violência e a destruição que acompanharam a votação foram também incrivelmente traumáticas. Após duas longas décadas de brutalidade e luta, o povo timorense ficou irremediavelmente marcado.

Foi neste contexto que encetámos a dura tarefa da Construção do Estado.
No dia 20 de Maio de 2002, após um período de administração por parte das Nações Unidas, Timor-Leste tornou-se um Estado soberano e independente.

O momento era de grande esperança, com os timorenses a sonharem com um futuro promissor. Porém havia muitos desafios que ameaçavam destruir este sonho.

Tínhamos falta de infra-estruturas, de recursos humanos e financeiros e inexperiência política em governação democrática. Juntando a isto o impacto do trauma e da pobreza, a nação frágil de Timor-Leste começou o seu percurso com um ciclo de perturbação e violência.
Este ciclo incluiu uma crise em 2006 que resultou em mortes e no deslocamento interno de cerca de 150 mil pessoas. O não tratamento das causas desta crise levou aos ataques simultâneos contra o Presidente da República e contra mim próprio no dia 11 de Fevereiro de 2008.

Com estas crises aprendemos que o caminho rumo ao desenvolvimento é difícil. Aprendemos que o desenvolvimento não é uma questão de dar alguns passos fáceis e de aplicação universal, como seguir uma receita num livro de culinária.

Mais importante ainda, aprendemos que precisávamos abordar directamente as causas fundamentais da nossa fragilidade.

A fim de darmos resposta às nossas circunstâncias específicas, demos passos que considerámos serem necessários, ao mesmo tempo que aderíamos a um princípio simples mas essencial: o de governar em diálogo.

Começámos por concentrar os nossos esforços na garantia da paz e da estabilidade, uma vez que é impossível haver desenvolvimento sem segurança. Trabalhámos com vista a sarar feridas, mudar mentalidades e abordar problemas sociais profundos.

Estes passos incluíram:
1.A resolução do problema dos 150 mil deslocados internos, permitindo-lhes regressar aos seus lares e possibilitando o fecho dos campos – tivemos de comprar a paz;

2.A reforma da polícia e das forças armadas e criação de confiança e cooperação entre ambas;

3.A introdução de um novo quadro de governação do sector público e de gestão das finanças públicas, incluindo o estabelecimento de uma Comissão da Função Pública e de uma Comissão Anti-Corrupção;

4.A introdução de políticas de justiça social para providenciar pensões a pessoas vulneráveis, pessoas incapacitadas e idosos;

5.O reconhecimento e apoio dos nossos heróis nacionais, os Combatentes da Libertação Nacional, muitos dos quais estavam a viver em situações de pobreza extrema; e

6.O apoio à emergência de um sector privado local.

Estes passos permitiram aumentar a confiança nas instituições do Estado e criaram alicerces de segurança e estabilidade a partir dos quais poderíamos desenvolver a nossa nação.

Durante este período, e uma vez que estávamos a lidar com necessidades prementes, a apagar fogos e a dialogar com o nosso Povo, sentimos alguma tensão com os nossos parceiros de desenvolvimento internacionais. Estes pediam-nos planos a médio e longo prazo, de modo a poderem preparar as suas estratégias plurianuais de assistência. Acontece que durante este período não nos pudemos dar ao luxo de desenvolver um plano a longo prazo. As circunstâncias mudavam tão depressa que precisávamos ser capazes de mudar de rumo quando necessário para assegurar a sobrevivência do Estado.

Durante períodos como este, para que uma nação doadora seja eficaz é necessário que seja flexível e que tenha capacidade para se ajustar a prioridades novas e emergentes. Em circunstâncias de fragilidade, isto significa que os programas de desenvolvimento precisam ser capazes de responder rapidamente a necessidades urgentes e que precisam evitar comprometer recursos financeiros em modos estreitos de apoio ou áreas políticas discretas.

Senhoras e Senhores,
Os últimos três anos em Timor-Leste foram já anos de paz e estabilidade.
Existe um grande sentimento de confiança e boa vontade nas nossas ruas e aldeias, sendo que Díli deve ser actualmente uma das capitais mais seguras em todo o mundo.
A nossa estabilidade possibilitou também a emergência de uma economia nacional forte. Timor-Leste tem actualmente um dos crescimentos económicos mais rápidos do mundo.
Mesmo com a crise financeira mundial, Timor-Leste tem tido uma taxa de crescimento económico com dois dígitos nos últimos três anos. Em 2009, o nosso crescimento foi de 13% – uma das dez taxas mais elevadas em todo o mundo.
Actualmente Timor-Leste não tem dívidas e possui 7,4 mil milhões de dólares investidos através do nosso Fundo Petrolífero.
Embora o nosso crescimento económico seja um meio através do qual estamos a reduzir a pobreza, sabemos que não é a única resposta. É por esta razão que estamos concentrados em atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e que desenvolvemos programas para chegar ao nosso povo espalhado pelas nossas aldeias e vilas.
Embora sejamos ainda um país pobre com desafios enormes, conseguirmos fazer a transição a partir do conflito e estamos agora a trilhar o caminho rumo ao desenvolvimento.

Senhoras e Senhores,
A comunidade internacional tem estado connosco desde o início. Timor-Leste tem tido a sorte de poder contar com o apoio de parceiros de desenvolvimento generosos.

Queremos agora fazer o que está ao nosso alcance para contribuirmos para outras nações do mundo, neste mesmo espírito de solidariedade e de amizade.

Timor-Leste teve a honra de ser convidado para presidir ao grupo ‘g7+’, o qual permite a países frágeis ou afectados por conflitos juntarem-se e falarem a uma só voz. Permite-nos a todos aprender com a sabedoria e a experiência partilhada de 17 nações espalhadas pelo globo, representando 350 milhões de pessoas.

O g7+ dá-nos um mecanismo para usarmos o espaço dado pelo diálogo de desenvolvimento mundial de forma a explorarmos novas possibilidades em termos de solidariedade e acção em Estados frágeis. Constitui uma oportunidade para os nossos países de retomarem as rédeas dos seus programas de desenvolvimento e garantir que estes não enfraquecem a sua autodeterminação.

O g7+ permitirá a países mais fracos, bem como aos países fortes, contribuírem para a criação de conhecimento a respeito do desenvolvimento, assim como controlarmos a maquinaria do nosso processo de desenvolvimento, sendo responsáveis pelas suas falhas mas ao mesmo tempo celebrando também os seus sucessos.

O g7+ dará também um fórum para procurarmos compreender as consequências e as lições do crescimento da China e de vivermos num mundo onde o projecto de redução da pobreza mais significativo da história da humanidade foi feito em grande medida sem ajuda externa e sem a globalização dos mercados financeiros.

O convite para presidir ao “g7+” resultou da organização por parte de Timor-Leste, em Abril de 2010, do Diálogo Internacional sobre Construção de Paz e Construção de Estados. Este Diálogo, co-presidido pela Dra. Emília Pires, Ministra das Finanças de Timor-Leste, bem como pela Dra. Bella Bird, do Reino Unido, tem um enorme potencial para transformar as relações internacionais de assistência de desenvolvimento e para melhorar os resultados em prol das pessoas mais vulneráveis em todo o mundo.

Senhoras e Senhores,
Gostaria de dizer uma última coisa sobre desenvolvimento.
Estou ciente de que existem muitas pessoas reticentes sobre a possibilidade de países do terceiro mundo se conseguirem desenvolver. Essas pessoas acabam por valorizar mais os insucessos da ajuda internacional do que os sucessos.

Em Timor-Leste estamos bem situados para comentar sobre o insucesso de alguns programas de desenvolvimento, dado que vivemos a experiência e sentimos, de forma profunda, a desilusão. Mas expressar estas preocupações é a saída mais fácil. O caminho mais corajoso é o do trabalho árduo, com optimismo e esperança, em prol de um futuro melhor.
Desistir de aliviar a pobreza extrema e de melhorar a saúde e a educação do nosso Povo não é uma opção.

Timor-Leste tem a sorte de estar localizado numa região que acolhe a maior parte das histórias de sucesso no que toca a desenvolvimento em todo o mundo, incluindo a China, a Índia, a Malásia, a Indonésia, Singapura, a Coreia do Sul e a Tailândia.

Conseguimos ver de forma clara a promessa do desenvolvimento.
Gostaria de agradecer ao Reino Unido pelo seu papel importante no apoio ao Diálogo Internacional e ao “g7+”, bem como pelo seu empenho relativamente aos Estados frágeis.
Espero que possamos continuar a trabalhar juntos, não só para tornar Timor-Leste mais uma história de sucesso em termos de desenvolvimento, como também para melhorar a vida das pessoas nos países menos desenvolvidos do mundo.

Kay Rala Xanana Gusmão
7 de Março de 2011

)* Alocução de sua Excelência o Primeiro-ministro e Ministro da Defesa e Segurança, Kay Rala Xanana Gusmão. “A TRANSIÇÃO DE TIMOR-LESTE DO CONFLITO PARA A ESTABILIDADE”

Friday, 4 March 2011

Xanana Gusmao: Timor Leste Sudah Lelah Bertengkar

Dalam lawatannya ke Amerika Serikat, Perdana Menteri Timor Leste Xanana Gusmao mengupas rencana pembangunan jangka panjang Timor Leste, pemilu berikut dan hubungannya dengan Indonesia.

Eva Mazrieva Washington

Perdana Menteri Timor Leste Kay Rala Xanana Gusmao selama sepuluh hari melawat ke Amerika. Selain menghadiri Sidang Umum PBB di New York, mantan pejuang kemerdekaan Timor Leste ini juga bertemu dengan sejumlah pejabat Amerika, antara lain Menteri Luar Negeri Hillary Clinton. Reporter VOA Eva Mazrieva menemuinya langsung untuk berbincang-bincang seputar rencana masa depannya untuk Timor Leste.

VOA: Terima kasih atas kesempatan wawancara yang diberikan. Bapak kini memiliki satu moto baru untuk Timor Leste, yaitu “Selamat Tinggal Konflik, Selamat Datang Pembangunan." Dapatkah Bapak menjelaskannya lebih jauh?
Gusmao:
Kita melihat bahwa rakyat Timor Leste menerima dengan baik karena sudah lelah bertengkar, merusak diri sendiri. Dengan ini waktunya tepat sekali kalau kita membicarakan tentang satu perjalanan pembangunan masa panjang. Oleh karena itu, saya jalan ke luar negeri untuk memberitahu bahwa inilah saat yang benar untuk mulai memikirkan tentang masa depan. Kita pikir bahwa freedom (kebebasan) itu bisa bikin semua bahagia, tapi kita jatuh beberapa kali tapi kita berdiri lagi. Kita berdiri melihat diri sendiri sampai kita ambil keputusan, "Sudah! Kita harus membangun sekarang!” Membangun negara dan membangun diri sendiri.

VOA: Kemiskinan merupakan salah satu akar masalah di Timor Leste. Adakah program khusus yang dibuat untuk menyelesaikan hal ini?
Gusmao:
Kemiskinan jangan dilihat sebagai masalah yang berdiri sendiri secara satu arah. Komponennya banyak sekali. Jika kita mau membahas masalah kemiskinan, reaksinya jangan sekedar “Kasih uang supaya tidak miskin lagi!” Yang utama adalah jika kita kasih pekerjaan, sehingga ada income (pendapatan) dan orang hidup lebih baik. Jadi, selama dua tahun terakhir ini, kita mulai program-program di mana kita memfasilitasi pekerjaan sampai ke daerah-daerah terpencil, di mana mereka bisa bekerja di daerahnya sendiri. Ada program untuk pemuda yang sudah punya keahlian, tapi kita perlu juga program untuk masyarakat secara berkelanjutan.

VOA: Tentunya Bapak membutuhkan anggaran yang luar biasa besar untuk menciptakan lapangan pekerjaan dan mengentaskan kemiskinan. Daripada Bapak mendapatkan sumber anggaran ini? Bagaimana dengan negara-negara yang dulu berjanji akan memberikan bantuan? Apakah mereka benar-benar mewujudkannya atau sekedar janji saja?
Gusmao:
Kita beruntung karena punya resources (sumber daya). Karena kita punya resource kita jadi terlalu tergantung pada resource. Memang dari tahun 1999-2000, satu sen pun kita tidak punya! Oleh karena itu, kita berterima kasih sekali atas bantuan dari masyarakat internasional. Tapi mulai tahun 2005 kita menerima sedikit-sedikit uang dari minyak dan oleh karena itu kita kalau harus melihat ke negara-negara lain, penduduk negara lain yang lebih susah dari kita.

VOA: Tahun depan akan ada pemilu di Timor Leste. Bagaimana Bapak mempersiapkan hal ini?
Gusmao:
Anda tahu bahwa pada tahun 2007, dua bulan sebelum pemilu, saya membangun suatu partai. Bukan partai tradisional seperti dulu. Partai saya muncul untuk membantu menstabilisasi negara, membantu program agar rakyat merasa bahwa mereka sudah benar-benar merdeka, ada harapan. Bukan sekedar di masa perjuangan dulu, bahwa ada harapan tapi sedikit, hanya mimpi. Tapi dari tahun 2000 hingga 2006 bahkan 2007, harapan itu redup hilang. Kita munculkan kembali untuk merenovasi harapan dan keinginan itu. Partai saya sekarang berkoalisi dengan empat partai lain dan akan terus sampai akhir, hingga 2012. Saya kira pada tahun 2012 partai saya akan berusaha untuk merebut kemenangan.

VOA: Apakah Bapak akan mencalonkan diri kembali atau ada kandidat-kandidat baru?
Gusmao:
Masalahnya, partai saya partai baru, yang baru berjalan empat tahun. Kita akan mengadakan kongres bulan April atau Mei mendatang, untuk melihat dan berdiskusi, apa yang perlu kita koreksi atau bahas atau memperbaiki. Dari situ kita akan lihat. Masalahnya bukan sekedar pintar atau tidak. Pintar semua orang itu! Kita hanya perlu waktu untuk mempersiapkan tokoh-tokoh baru yang pintar. Inilah yang kita sedang persiapkan.

VOA: Tapi, tidak berarti di Timor Leste sedang terjadi krisis kepemimpinan bukan, Pak? Soalnya tokoh yang muncul masih saja Bapak, Ramos Horta atau Alkatiri.
Gusmao:
Bulan September lalu, karena kita memang khawatir tentang partai-partai ini, kita punya suatu perkumpulan orang-orang intelektual dan profesional dari partai. Tahun ini, minimal tiga kali kita akan melaksanakan tiga konferensi untuk brainstorming, free-debate, untuk melihat dari sana agar muncul pemimpin-pemimpin baru. Ini yang kita akan persiapkan.

VOA: Selagi Indonesia menjadi Ketua ASEAN sekarang ini, apakah Bapak juga akan kembali mendorong Timor Leste untuk diterima menjadi anggota ASEAN?
Gusmao:
Kita selalu mempersiapkan diri. Dalam berbagai forum saya sudah menyatakan kita akan meminta kesempatan menjadi anggota. Dari sana, dikatakan mereka bersedia. Kita sedang mempersiapkan formulasi untuk menjadi anggota.

VOA: Adakah masalah dengan Indonesia yang belum terselesaikan? Sengketa perbatasan, asimilasi antar warga, dll?
Gusmao:
Kadangkala kita ingin menyelesaikan semua hal dalam waktu yang singkat. Kita lupa Indonesia juga adalah negara yang besar sekali dengan jumlah penduduk yang besar sekali. Kita juga lupa bahwa kita negara kecil, penduduk kecil tapi masalah dan tantangannya besar sekali. Yang terpenting adalah hubungan dan mekanisme untuk berkomunikasi. Masalah perbatasan bukannya tidak penting, tapi di perbatasan mana pun jika komunikasi tidak bagus maka ada masalah. Akan terus ada tembakan-tembakan. Biarpun sudah digaris demarkasi, tetap saja ada masalah. Jadi, masih ada isu-isu yang belum selesai dan berat. Tapi yang penting, pikiran untuk menyelesaikan dengan metode solusi yang baik untuk semua.

VOA: Saya memberi contoh pada kasus desakan sejumlah LSM di Timor Timur untuk tetap menyeret para tokoh militer Indonesia yang dinilai bertanggungjawab atas pembantaian di Timor Timur. Masalah ini sesungguhnya sudah selesai lewat “rekonsiliasi” dengan CAVR (Commission for Reception, Truth and Reconciliation) di Timor Leste. Tapi, tetap saja muncul bukan?
Gusmao:
Di dalam negeri saya kira tidak begitu ada masalah. Di luar negeri, iya. Di dalam negeri hanya organisasi kecil-kecilan yang tidak mengerti, tidak mau tahu sejarah. Seperti organisasi-organisasi dari masyarakat internasional juga punya prinsip bahwa, "Putih ya, putih. Merah ya, merah!”. Saya mengerti hal ini dan harus bersabar.

VOA: Let’s talk about you and Indonesia now. Bapak tentu tidak lagi menganggap Indonesia sebagai musuh. Tapi, bagaimana Bapak melihat Indonesia sekarang? Have you ever missed Indonesia?
Gusmao:
Yang saya paling ingat tentang Indonesia adalah kawan-kawan. Masih banyak. Bahkan bertambah karena kita sudah free, kita jadi teman, kita jadi saudara. Karenanya, yang paling membuat kita sedih adalah kita tidak punya kesempatan untuk berterima kasih kepada mereka satu per satu. Susah kita. Susah dalam arti, perbedaan waktu dan kesempatan. Tapi, seringkali kita bicara dan dari negara seharusnya yang membantu untuk memberi kehormatan. Waktu sulit mereka bantu kita, tapi sekarang ini kita susah ketemu. Bukan berarti kita melupakan mereka.

VOA: How do you see yourself? Dari seorang pejuang, tokoh gerilyawan, pemimpin hingga perdana menteri...
Gusmao:
Wah, wartawan berani tanya begini… Dalam kehidupan jangan sampai seseorang mengevaluasi sendiri waktu masih hidup, kalau pun sudah mati biarlah orang lain yang mengevaluasi. Lebih baik tiap orang mengevaluasi apa yang dibikin dan dirusak orang lain. Sebagai manusia jangan kita mengangkat diri sendiri. Kalau sudah terbiasa mengangkat diri sendiri, jadi bisa jadi Tuhan kecil. Saya masih belum melakukan apa-apa.

Selasa, 01 Maret 2011
Sumber: http://www.voanews.com