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Monday, 19 September 2011

Autoridades e ONU assinam Plano de Transição da UNMIT, que termina em dezembro de 2012



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Díli, 19 set (Lusa) -- As autoridades de Timor-Leste e a representante do secretário-geral da ONU em Díli, Ameerah Haq, assinaram hoje o Plano de Transição da Missão Integrada das Nações Unidas (UNMIT) para o país, que termina em dezembro de 2012.

"Nós concordamos com o plano de transição em que o governo e a UNMIT têm estado a trabalhar, o senhor Presidente da República, o senhor primeiro-ministro e a senhora representante do secretário-geral (da ONU) acabaram de assinar o documento que é chamado o Plano de Transição", afirmou à agência Lusa o vice-primeiro-ministro timorense, José Luís Guterres.

Segundo o vice-primeiro-ministro timorenses, é a "primeira vez numa missão da ONU se elabora um documento em que se prevê a retirada de uma forma gradual e cuidadosa".

O vice-primeiro-ministro falava à imprensa no final de uma reunião de alto nível, que decorreu no palácio da presidência timorense com a presença do Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, bem como vários elementos do governo.

As Nações Unidas estiveram representantes pela representante do secretário-geral, pelo representante especial para apoio ao governo, desenvolvimento e ajuda humanitária, Finn Reske-Nielsen e pelo comissário da polícia da ONU, Luís Carrilho.

"É acordo de todos nós que a UNMIT vai terminar a sua missão em 2012 e a possibilidade de uma outra missão quer seja missão política ou missão de paz será decidida pelo próximo governo que vier a tomar a governação a partir de julho ou agosto de 2012", explicou também José Luís Guterres.

Para o vice-primeiro-ministro, o "documento prevê a retirada das Nações Unidas mas deixa para o próximo governo a decisão final de diversas matérias".

"É um momento para nós de grande importância porque assinaram o documento que vai permitir que as Nações Unidas continuem o seu trabalho até fins de 2012", disse.

A UNMIT foi criada em 25 de agosto de 2006 através de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU na sequência da crise política, humanitária e de segurança que decorreu em Timor-Leste entre abril e maio de 2006.

No âmbito do seu mandato, a missão deve ajudar as autoridades timorenses a consolidarem a estabilidade, a governação democrática, promover a coesão social e a reconciliação nacional.

A UNMIT substitui o Gabinete da ONU para Timor-Leste (UNOTIL), a última de uma série de missões das Nações Unidas que têm estado no país desde 1999.

MSE.

Lusa/Fim

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