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Um escritor, um poeta, um aventureiro,

Sunday, 27 December 2009

Memoria Natal 2009



Iha Natal, ema hotu-hotu preokupa fo'o presenti ba malun. Balun fo'o kartaun Natal, balun fo'o sasan, balun hato'o lia fuan furak liu husi internet (face book, hi5, email's), telemovel no seluk-seluk tan.

Ema balun, sira hakerek kartaun Natal nune: um bom ana novo. Ou, balun hakerek nune: tinan foun diak iha 210 (em vez 2010). Laos lahatene hakerek, maibe ho ansiedadi, dalabarak ita hakerek sala. Ne'e buat ida normal.

Hau visita maluk ida nia uma. Nia prepara arroz marisco. Maibe laos hanesan bai-bain, molok atu hasai arroz marisco, hau nia maluk dehan kedas nune: "bele hasai arroz marisco, maibe han deit maka arroz, marisco hasai tiha. Tamba marisco seidauk tasak".

Ba Timor oan, tinan-tinan Natal lori: rekordasaun, reflesaun, forsa, unidadi, rekonsiliasaun, domin, haksolok no dame.

Tinan ida ne'e, Timor oan iha Peterborough selebra Natal hamutuk iha loron 25 iha bar ida nia laran. Han, hemu no dansa to'o dadersan.

Dala ida tan Natal diak ba imi hotu.

Nota: Foto google image

Celso Oliveira

Forum Haksesuk said......


Caro Celso Oliveira, aprecio o seu comentário. Trata-se de mais contribuição valiosa para aperfeiçoar as leis, decretos e regulamentos que este governo com boa fé vem construindo. Concordo que, haja uma consideração neste sentido, porque como disse, se existir um Sec. Estado para os assuntos dos antigos combatentes da libertação nacional, se existir reconhecimento aos jovens, hoje adultos, do massacre de Sta Cruz e se existir leis imoral de Pensão Vitalícia de 100% para ex-titulares (prevalecendo a duvida sobre a sua contribuição para a luta) e 75% para os seus descendentes, então, os que derramaram sangue inocentemente e os que tomaram na batalha pela auto-determinação mereciam mais que isso...UMA HONRA AOS HERÓIS DO PASSADO!

Solução: acho que o governo tem muito de 2009 para concluir, e muitos desafios a enfrentar no futuro, comencando em 2010 ate 2012 (o compromisso eleitoral de 2007). Pelo que essa sua perspectiva poderia ser mais uma proposta de lei a criar ainda por este governo ou uma proposta que poderia ser canalizada via partidos, ou organizações de direitos humanos que em vez analisar assuntos como estes, ultimamente se transformaram em quase partidos da oposição nas ruas de Dili e arredores.

Natal Feliz e Bom ano de 2010

Um grande abraço
Felix de Jesus

Nota do blog: Artigo relaciona com este comentário: http://celsooliveiratimor.blogspot.com/2009/12/estadu-timor-hatudu-sira-nia.html

Wednesday, 23 December 2009

Feliz Natal 2009

NATAL DIAK 2009 no TINAN FOUN DIAK 2010 BA IMI HOTU

Celso Oliveira

Tuesday, 22 December 2009

D. BASÍLIO NASCIMENTO DEFENDE NOVA MENTALIDADE


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Catarina Santos, em Díli – Rádio Renascença – 21 Dezembro 2009 – 23:41

Há uma mentalidade providencialista nos timorenses que não se muda por decreto e que vai atrasando a evolução do país. É uma das justificações encontradas por D. Basílio do Nascimento, Bispo de Baucau, para o ritmo lento a que Timor-Leste se vai construindo, 10 anos depois do referendo que ditou o futuro da nação.

Em entrevista à Renascença, D. Basílio descreve os timorenses como “diletantes” e confessa que esperava uma evolução mais rápida em áreas como a saúde e a educação, mas lê sinais positivos nos movimentos políticos actuais.

Acredita que, agora, há condições para que Timor-Leste se vá tornando uma democracia estável.

Rádio Renascença (RR) - Completados dez anos desde que os timorenses escolheram a independência, que balanço faz do caminho feito até aqui?

D. Basílio do Nascimento (BN) - Eu respondia-lhe com uma comparação baseada na opinião de amigos de outros países – das ex-colónias portuguesas, chamemos-lhe assim – que, vendo a nossa realidade, dizem que em dez anos caminhamos muitíssimo mais do que alguns desses países que tiveram a independência há mais de 30. Estas comparações alegram-nos, evidentemente. Não nos resolvem os problemas, mas são um termo de comparação para que eu possa fazer uma ideia daquilo que é o Timor de há 10 anos e o Timor de hoje.

Os primeiros cinco anos foram difíceis, mas, hoje em dia, penso que o país está estabilizado. A nível de segurança, creio que estamos muito melhor do que há dez anos. A nível de outras infra-estruturas, não tanto. Foi-se melhorando, evidentemente, a nível de educação, a nível de saúde, mas eu esperava que andasse um bocado mais depressa do que aquilo que assistimos hoje. Mas creio que é normal nos nascimentos destes países assim. Só desejo que os nossos governantes aproveitem este tempo de paz para começar a lançar estruturas para o futuro, de modo a que o país se possa desenvolver mais depressa do que até agora.

RR - Há cada vez mais vozes a defender uma retirada das tropas estrangeiras. Acha que já há condições para a polícia timorense tomar conta da segurança nacional?

BN - Penso que sim. E, por aquilo que o representante das Nações Unidas, que está a terminar o mandato, me explicou há dias, vai haver uma retirada das forças policiais, mas não o vão fazer tão repentinamente como fizeram em 2004 ou 2005. O certo é que, de há dois anos a esta parte, foi sendo feita, paulatinamente, a passagem da responsabilidade da coordenação da segurança da polícia internacional para as forças locais. Pelo menos na área da minha diocese [de Baucau], espera-se que, até ao final de 2010, os quatro distritos sejam comandados somente por responsáveis timorenses.

RR - Já o ouvimos afirmar que os timorenses não estavam suficientemente empenhados em construir a sua nação. O que é que queria dizer exactamente?

BN - Essa é uma mentalidade que, se calhar, vai demorar tempo a passar. Eu costumo brincar connosco, dizendo que quem tem culpa de tudo isto é o próprio Deus, que dotou esta terra de tudo e fez com que os habitantes fossem um bocado preguiçosos. Não direi preguiçosos… diletantes. Simplesmente, nós temos uma mentalidade muito providencialista: no princípio era Deus, depois vieram os portugueses, depois vieram os indonésios, vieram as Nações Unidas, agora o petróleo… É a nova providência e pensa-se que o petróleo vai resolver os problemas todos. As pessoas julgam que não é preciso trabalhar para se conseguir os objectivos que se pretendem. É a realidade e não se pode mudar as mentalidades por decreto. Esperemos que a nova geração que aí vem seja formada de uma outra maneira, tenha consciência da realidade, mas, sem dúvida nenhuma, vai levar tempo.

RR - Quando o país escolheu a independência, em 1999, o D. Basílio estava aqui em Díli e presenciou toda a violência que assolou o país nessa altura. Que marcas fi caram nos timorenses?

BN - Por paradoxal que pareça, eu penso que 1999 desapareceu bastante depressa da memória das pessoas. Julgo que o facto de, entretanto, a liberdade ter vindo quase imediatamente contribuiu para que as marcasnão fossem assim tão profundas. Neste momento, vejo que a população está mais marcada por aquilo que aconteceu em 1975 [a invasão de Timor pela Indonésia] e, sobretudo, por aquilo que aconteceu durante a resistência... Porque, entre nós seja dito… Acusa-se a Indonésia de muita coisa, mas nós os timorenses não estamos isentos de muito sofrimento infl igido ao próprio povo.

RR - Como é que se compreende, então, que a 7 de Dezembro ainda se faça feriado para comemorar o dia em que a Indonésia invadiu Timor-Leste?

BN - Não sei se é para perpetuar uma memória, se é um pretexto para se ter um feriado. Julgo que nós somos um dos países – não sei se do mundo, mas pelo menos aqui da Ásia – que mais feriados tem. Mas também ainda estamos nesta fase em que se pensa que temos de agradar a gregos e a troianos. Espero que um dia se faça a revisão da Constituição e as coisas sejam um bocado mais orientadas, mas ainda estamos a viver os resquícios de muita coisa. Embora esse contentamento generalizado, em meu entender, está a prejudicar um bocado a vida do país. Mas essas já não são contas do meu rosário…

RR - Nos últimos anos, tem havido vários períodos conturbados em termos políticos. Acha possível que a qualquer momento haja nova explosão?

BN - Não, eu acho que o povo, neste momento, está muito desperto e consciente das coisas e, por estranho que pareça, julgo que os acontecimentos de 2008 [os atentados contra a vida do presidente José Ramos Horta e do primeiro-ministro Xanana Gusmão] criaram uma consciência muito grande, muito profunda no povo, dizendo a toda a gente que podemos brincar, mas nãoteremos uma segunda oportunidade.

RR - Ainda no início do mês, a Fretilin [o maior partido timorense, agora na oposição] organizou uma marcha pelas ruas de Díli, reunindo milhares de militantes em protesto contra as políticas do Governo. Isto é preocupante ou um bom sinal?

BN - A Fretilin sente-se um bocado perdida, porque idealizou um tipo de existência para ela própria, quis considerar-se como a única força da nação e, neste momento, vê que é uma das forças. Neste momento, a Fretilin está a fazer um papel muito importante na vida do país, a assumir a oposição commuita convicção, com muita força também e eu acho que isso é sadio para a democracia de um país que começa. E também para eles era uma aprendizagem – o poder não está somente naqueles que administram o país, mas aqueles que estão na oposição também podem dar um contributo muitíssimo grande para o benefício do país.

Fretilin vs AMP: Pro-Korupsaun no Anti KAK

Rui Costa *

Timor oan sira hotu, mos hatene mos hahalok partidu Maioria husi oposisaun, Fretilin ninia komitmentu ba Korupsaun. Sira hananu tun sae katak kontra korupsaun. Sira halo alegasaun oi-oin kontra Governu ne’ebe lidera husi PM Kay Rala Xanana Gusmao, katak nakonu ho koruptores. Sira hasae singkatan no lia fuan murak oi-oin konaba AMP, nebe nakonu ho lia fuan konaba AMP hanesan koruptus, AMP hanesan fahe projektus ba malu, etc. .

Durante ne’e sira ninia bandeira bot ba propaganda maka kontra Korupsaun iha AMP. Husi Mari Alkatiri to’o ba ninia apostulus sira hotu, hananu ho diskursu katak ”Korupsaun maka sei hatama Kay Rala Xanana Gusmao ba rai kuak”. Mari Alkatiri iha konsilidasaun partidu iha Manatuto dehan katak “Fretilin maka sei hasae Kay Rala Xanana Gusmao husi rai kuak, tamba sira be iha AMP hakarak hatama nia ba rai kuak. Tamba deit sira ne’ebe iha membru Governu AMP mesak koruptus deit".

Bele dehan katak arma ka kilat ba propaganda bot Fretilin nian maka Korupsaun iha AMP laran, Governu ida ne’e nakonu ho koruptor. Emfim, koalia, hananu, hakilar to’o deputadus sira transforma fali Parlamentu Nasional (PN) sai hanesan merkadu bazaar hadau malu modu, baku meja tarutu hodi hatudu liu husi TVTL katak sira maka makas kontra korupsaun, kontra koruptus.

Koalia, hakilar, diskursu ba ema basa liman la to’o Camarada sira, buka iha komitmentu ba kombate korupsaun liu husi kria sistema. Se Fretilin la hatudu ninia komitmentu no vontade diak ba kombate korupsaun, sai hanesan lalenok ida katak Fretilin mak anti-KAK. Hatudu katak Fretilin la iha komitmentu atu kombate ba korupsaun maibe uja deit korupsaun hanesan instrument politiku ida hodi hakilar no ikus hakarak hatun Governu AMP ho issu Korupsaun.

Maibe to’o oras atu harii sistema Camarada sira mai ho razaun oi-oin, walk out, dehan governo AMP la iha konsiderasaun, etc.

Tuir partidarius husi AMP katak ”la precisa konsensu ho oposisaun tamba Lei klaru los, governo maka iha kompetensia hodi fihir kandidatu hodi hato'o ba Parlamento nasional hili…”.

Hare klean liu tan katak problema laos konsensu hanesan argumentu ne’ebe maka Aniceto Guterres hatou ba media, maibe problema maka ne’e se harii KAK no hili komisarius ba KAK, halao nia knar no bok uluk iha Governu AMP laran. La iha tan razaun no argumentu seluk ba Fretilin atu halo kampanye ba kontra Governo AMP ho issus korupsaun. Tamba issu korupsaun maka sai hanesan instrument ka kilat ne’ebe Oposisaun Maioria Parlamentar (OMP) uja hodi halao probaganda husi laran (Timor-Leste) ba to’o liur (mundo internasional). Ho issu korupsaun maka bele mosu plataforma entendimentu husi laran no liur hodi hatun Governo AMP.

Interese grupo iha Fretilin hakarak kaer KAK. Tuir informasaun ne’ebe maka hakerek nain hetan iha Fretilin no loby ne’ebe maka deputadu balun halao dadaun iha Parlamento Nasional (PN) katak ”Aniceto Guterres mos loby oinsa maka Juiza Natercia (Aniceto Guterres nia kaben) maka kaer KAK”. Iha ne’e hatudu katak Aniceto Guterres atu uja fali instituisaun hanesan Parlamento Nasional hodi defende ninia interesse pessoal no grupo. Se Natercia maka kaer KAK, mosu liu konflitu interesse bot, tamba KAK sei simu titipan husi Fretilin no Aniceto Guterres rasik. Problema maka ne’e Aninceto Guterres ho Camarada sira iha Fretilin hatene momos perfil Aderito de Jesus nian, tamba nia laos ema ida ke hakarak servisu ba Osan no power maibe ema ida ke hakarak servisu ba naran diak. Wainhira ema ida hakarak servisu no servi no lakohi nia naran foer, hatudu katak se nia kaer duni KAK, sei servisu diak liu tan, sei kumpri tuir Lei ne’ebe hakerek ona iha KAK.

Se Fretilin maka todan no konsistente atu buka konsensu, diak liu husi parte AMP muda lei deit, tamba ho Lei KAK nian, tenke marka presensa 49 Deputadus hafoin bele hahu Plenariu ba hili Komisariu KAK. Solusaun ba ida ne’e, diak liu maioria simples deit marka presensa no votasaun mos maioria simples. Atu nune AMP labele refen ba manipulasaun husi parte Fretilin, tamba KAK mosu ona interesse ajenda oi-oin ne’ebe hakarak uja fali KAK hanesan instrument politika. Tamba Korupsaun sai hanesan virus ida ne’ebe buka oinsa maka hasai ka kombate atu labele transforma ba kanker!

*Aktivista Pro-KAK!

Thursday, 17 December 2009

Estadu Timor hatudu sira nia kompromissu ho povo Timor

Iha lideransa PR Ramos Horta ho PM Xanana, problema nebe povo Timor hasoru komesa hetan ona solusaun. Iha kazu konaba buka ruin kombatetens libertasaun duranti Indonesia nia ukun iha Timor, PR Horta no PM Xanana hatudu politika ida diak tebes ho Indonesia. Aproxima Indonesia hodi bele hatudu fila fali mate ruin kombatetens sira nian, laos deit saudoso Nicolao Lobato nian, maibe Timor oan hotu nebe mate duranti Indonesia nia ukun iha Timor.

Tuir hau nia hanoin, tuir lolos kria komisaun ida iha ministeriu da defesa nia okos ou iha ministeriu dos negosius estranjeirus nia okos hodi servisu deit buka mate ruin sira ne'e. Tamba, se iha sekretariu de estadu nebe servisu hodi trata veteranu sira nia moris, tenki iha mos komisaun ida hodi servisu ba buka deit mate ruin kombatetens libertasaun nasional sira nian.

Konsidera mos kazu ne'e sensitivu tebes. Hanesan PM Xanana Hateten "Estadu iha kompromisu atu buka nafatin". Ne'e duni presija mos kolaborasaun Timor oan tomak iha assuntu sensitivu ida ne'e.

Finalidadi hosi politika rekonsiliasaun laos hanoin deit futuru hodi haluha tiha pasadu. Maibe, atu Timor bele sai espasu bo'ot ba Timor oan hotu, Estadu tenki hatudu duni nia komitmentu hodi buka tuir mate ruin nebe lakon duranti funu tinan 24 ho Indonesia. Importanti maka Estadu Timor hatudu kompromissu hodi resolve povo Timor ninia problemas loro-loron, atu nune sofrimentu povo Timor duranti funu ho Indonesia la sai saugati deit.

Celso Oliveira


Difisil Ba Indonezia Fo Fali Lalais Nicolau Lobato Nia Ruin





Written by CJITL Editor
Tuesday, 15 December 2009

Dili flash,
Maske governu Indonezia prontu atu kolabora ho governu Timor Leste atu buka mate ruin Saudozu Nicolau Lobato, maibe prosesu refere presiza tempu no mos difisil teb-tebes atu realiza iha tempu badak nia laran, dehan PM Xanana Gusmao.

Iha inkontru nebe halao entre PM Xanana ho Prezidenti Republika Indonezia Susilo Bambang Yudhoyono foin lalais ne’e iha Bali-Indonezia, koalia mos asuntu ruin husi Saudosu sira nebe mak mate durante invazaun Indonezia ba Timor Leste.

“Ne’e laos hanesan livru ida nebe ema naok tiha ba rai iha neba be ita ba buka dehan livru ne’e rai iha nebe” dehan PM Xanana Gusmao ba jornalista sira hafoin inagura Edifisiu foun ba Polisia Militar iha Kaikoli, Segunda feira ne’e (14/12).

Xanana hateten, asuntu ida ne’e sensitivu no estadu komprometidu ona atu buka tuir nafatin, maibe la signifika atu hetan lalais rezultadu iha tempu badak nia laran.

“Estadu iha kompromisiu mak ne’e sei buka nafatin, kestaun sensitivu hanesan ne’e ita lalika ansi” katak nia.

Tan ne’e nia reafirma katak, presiza atu buka nafatin, maibe tenki ho neneik no ho esperansa nafatin katak loron ruma sei hetan rezultadu diak.

Ita buka neneik,buka nafatin to’o loron ruma ita sei hetan problema sira ne’e lalakon katak tenki husu bebeik maibe ita tenki rezolve problema nebe mosu iha realidade” Xefe governu ne’e deklara.

Hatan ba karik husi parte Indonezia pronto atu kolabora, PM ne’e dehan konserteza Indonezia prontu.

Ne’e iha (Rekomendasaun) CVA (Comisaun Verdade no Amizade TL-RI) hateten mos buat ne’e ,”nia deklara. (Edited news Timor Post 15/12)

Wednesday, 16 December 2009

Sorumotuk PM Xanana Ho Eis PM Malaysia Mahathir


Governo assinou acordo com empresas Petrolíferas da Malaysia para trazer Pipeline GSR para Timor-Leste

Dili - O Governo de Timor-Leste, decidiu assinar acordo com as companhias Petrolíferas da Malaysia para cooperação cuja objectivo é o de trazer Pipeline Greater Sun Rise (GSR) para Timor-Leste. A visita do ex-PM nos dias (10-11 Dezembro), trazendo consigo empresários Malayu para investir em Timor-Leste, assinou os MOU´s entre o Governo de Timor-Leste e as companhias Malayu, como: Company Kencana HL SDN (KHL), Company IBEX Cooperation Amalgamated e Janar Resources SDN BHD.

Nos contactos de alto nível entre o Governo Timor-Leste e representantes das Companhias Petronas e Petrokimia da Malaysia, aos quais o Jornal teve acesso, “O Governo está à procura de uma companhia alternativa para trocar com a Woodside, para explorar a possibilidade para trazer o Pipeline GSR para Timor-Leste”.

A Malaysia demonstrou o seu empenho em ajudar Timor-Leste, nos aspectos técnico-científico, para trazer o Pipeline GSR para Timor-Leste. As empresas como Petronas e Petrokimia irão apoiar Timor-Leste em todos os aspectos; alem do vector técnico-científico, estão também prontas para criar infra-estruturas para as plataformas petrolíferas, a capacitação dos recursos humanos nas áreas do petróleo e gás natural. E também para ajudar a criar a companhia de Petróleo e Gás de Timor-Leste.

Timor-Leste aproximou-se também da companhia KOGAS, da Correia do Sul, a maior compradora de gás do mundo, que também está pronta para a apoiar o Governo de Timor-Leste, no aspecto técnico-científico, nas áreas de Petróleo e Gás. A KOGAZ irá ajudar Timor-Leste a criar a LNG de Timor-Leste.

Austrália, através de Woodside, quer levar Pipeline GSR para Austrália

O Governo da Austrália, através da companhia Woodside, desenvolveu o máximo de esforços para levar o Pipeline GSR para o seu país, principalmente para Norte da Austrália. Através da Woodside tem procurado enfraquecer o Estado de Timor-Leste nas negociações. Segundo fontes deste Jornal, a Woodside, é uma companhia que pretende aumentar o seu orçamento extra para desenvolver actividades como suportar os grupos na sociedade civil Timorense para enfraquecer o Estado Timorense, favorecendo os interesses da Austrália e da Woodside. Como último recurso, pode tentar alimentar a crise política e militar para criar instabilidade em Timor-Leste!

Fonte: Suara Timor LoroSae (STL, 14/12,pag.1 e 14)!
Foto: António Ramos

Versaun Tetum: http://forum-haksesuk.blogspot.com/2009/12/goveru-asina-ona-akordo-ho-empresa-mina.html

Sunday, 13 December 2009

Kongresu Nasional UDT



União Democrática Timorense (UDT)
, partidu historiku iha Timor, prepara Kongresu Nasional ba dala hat, nebe sei realiza iha loron 27 no 28 fulan Fevereiru tinan 2010.

Tuir convokatoriu nebe Konselho Superior Politiku distribui iha loron 09 fulan Dezembro, hateten katak to'o loron 30 fulan ida ne'e Sekretariadu Kongresu nian tenki simu ona: Regulamentu konaba Kongresu, Kodigu de Konduta, Agenda dos Trabalhos, fatin ba kongresu no dokumentus hotu-hotu konaba Kongresu Nasional.

Friday, 11 December 2009

“Promoting Synergy between Democracy and Development in Asia: Prospects for Regional Cooperation”

DEMOCRATIC REPUBLIC OF TIMOR-LESTE

BY HIS EXCELLENCY THE PRIME MINISTER OF THE
DEMOCRATIC REPUBLIC OF TIMOR-LESTE
KAY RALA XANANA GUSMÃO

DEMOCRACY FORUM II

“Promoting Synergy between Democracy and Development in Asia: Prospects for Regional Cooperation”

NUSA DUA, BALI,
10-11 DECEMBER 2009

Your Excellency the President of the Republic of Indonesia
Your Excellencies the Heads of State and Heads of Government
Your Excellency the Minister of Foreign Affairs of Indonesia
Distinguished Delegates

Ladies and Gentlemen,
It is with great satisfaction that, after exactly one year, I am here again participating in the Bali Democracy Forum II, with confidence that this meeting will build on the success of last year’s forum in strengthening democracy and cooperation between the many nations represented today. This is the goal that we set ourselves, and that we committed to, at the inaugural Forum.
Promoting regional and international cooperation in Asia, through engaging in a discourse of democracy and development, provides a strategic opportunity for our Nations and for the growth of our economies. It is through this framework of dialogue that we can better progress, and that we can better meet the challenges that we all face as a connected international community.
The Global Economic Crisis, that has marked the year 2009 and which provoked widespread fear of a worldwide depression, has also highlighted the strength of our region and the benefits of our democratic and development processes.
This Crisis brought us troubled times with the People of the developing world suffering greatly. But, the Crisis also brought with it opportunities. It has raised a new consciousness about Asia’s strength and of our region’s emerging place in the World. For it is the economies of Asia that are best weathering the economic storm and that are helping to pull the world out of deep recession.
And so, it should be acknowledged that the measures and reforms implemented by countries in our region – including steps to strengthen economic openness and democratic governance – have had a great impact on our economic resilience. It is in this way, as our region enjoys the world’s fastest rates of economic growth, that we can make contribution at a global level.

Ladies and Gentlemen
We can not emphasise enough the importance of this Forum. Bringing nations together with a commitment to strengthen democracy and development is not an indulgence – it is a necessity. This is because as nations, in our connected world, we can not walk alone in tackling our great challenges.
This point can be no better illustrated by the meeting this week, in another city, on the other side of the globe, where representatives of the world are meeting to agree on a path to tackle climate change. By starting two years ago in Bali, the Copenhagen Conference reminds us all of the importance of regional and international cooperation.
It is, therefore, imperative that the nations of our region meet to engage in dialogue on a central issue that we face – the promotion of democracy and development. It is through democracy and development that we can deliver social and economic improvement for our People and ensure that they have a voice in their future.
It is through promoting regional cooperation, nurturing a common political will to embrace what we have in common and, above all, learning from our successes and best practices in promoting peace, justice, prosperity and freedom, that we can benefit the People of our region.
And so, I must congratulate His Excellency the President of the Republic of Indonesia, Dr. Susilo Bambang Yudhoyono, for his vision, his insight and his spirit of regional solidarity.
His leadership in organising this Forum is but another example of his commitment to the consolidation of a more democratic and more developed region.

Ladies and Gentlemen,
Our countries are, of course, marked by different histories, cultures, governance frameworks and challenges. There is, however, one common aspiration that brings us together on this day: our unfaltering pursuit of development.
We want to provide better living conditions for our People, ensure that everyone lives in a climate of peace and stability, and to achieve balanced and sustainable economic growth.
These are challenges that, if shared in this enabling environment of dialogue and exchange of experiences, can be pursued with greater success. Promoting synergies with our Asian partners is, therefore, a common agenda to which Timor-Leste is fully committed.

Timor-Leste is the youngest country represented here, and also one of the poorest.
However, ten years following our independence, and after a number of missteps, we firmly believe that we can now say: Goodbye conflict, welcome Development!
The confidence that our People have placed in democracy is the noblest expression of their yearning for poverty, hunger, disease and ignorance to be eradicated from Timor-Leste. In other words, to trust in democracy means to trust in development.

Ladies and Gentlemen,
Democracy has truly become a reality in Timor-Leste. I am not speaking only of our periodic and regular elections or of the operation of our democratic institutions - these elements alone do not equal true democracy.
It is the motivation and drive of our People, of our emergent private sector and of our young and strong civil society, who as a whole contribute to peace and to our national development and that illustrate to us all that in our democracy it is indeed possible to do better.
We must recognise, however, that achievement of a successful democracy is not an easy task in a country that is poor. For a family that is hungry, that lives in precarious conditions and that lacks access to quality health care, democracy can be a concept that is abstract and academic. And so, it is through economic growth and poverty reduction that we can achieve democratic consolidation.
We must, therefore, acknowledge and respect the circumstances of each nation in their pursuit of democratic ideals. There are no shortcuts in the road towards democracy and development. It can be a long and difficult road to reach the state where democratic values are understood and embraced by all.

Ladies and Gentlemen,
While every country is unique, Timor-Leste, along with several other countries, has a number of geographic, cultural, historic, ethnic and institutional factors that places it in thecategory of “fragile States”.

And we know that the common characteristics of fragile States are recent or latent situations of conflict and widespread poverty.
In Timor-Leste we are striving, with a true spirit of cooperation between our State institutions, to solve the difficult problems that our young Nation faces: social injustice and insecurity, maladministration and corruption, among others.
We are taking up this challenge with dignity and respect through adopting a common goal.
And, with humility, we are placing our struggle on the international agenda with the hope that our progress, and our lessons, can assist other countries that are in delicate or difficult circumstances.
We are committed to assuming our responsibility as a Member State of the International Community and, through using our collective experience, supporting the development and democratic consolidation of other Peoples in need.
This is why at the Third High Level Forum in Accra, Ghana, Timor-Leste volunteered to be one of a group of 7 fragile States to monitor Principles for Good International Engagement in Fragile States and Situations.
And the group consists of Afghanistan, the Central African Republic, the Democratic Republic of Congo, Sierra Leone, Haiti, Côte d'Ivoire and Timor-Leste.
Together, we will all be working to support each other, and to learn from each, as we all seek to move from a state of fragility to one of sustainable progress and development. In this way
Timor-Leste acknowledges our responsibility, as a country that is now experiencing stability and economic growth, to provide both: hope and an example to this important group of nations.
And as part of this process, fragile States from around the world will be gathering in Díli in April 2010 to participate in a meeting of the group of 7 fragile States – our G7!

Ladies and Gentlemen,
I can say with confidence that the Timorese People believe we are moving in the right direction. As evidence of this, we need only to look at the manner in which our community elections took place last October. Our People actively participated with pride and maturity, providing a lesson in citizenship and democracy.
In the last two years, we have progressed greatly as a nation. We have enjoyed peace and social stability as never before, we have implemented essential reforms, and we have achieved historic levels of economic growth (which reached over 12% last year) and, we believe, more than 8% in 2009.
Timor-Leste still faces many challenges, but we can rely on the willingness of our political leaders, bold and integrated government policy, and our People who are committed to a better future for their children. And we are of course also fortunate to have natural resources that, if used in a responsible and fair way, can enable our economy to become a successful model of development.
Timor-Leste is in the process of fulfil the commitments of the Extractive Industry Transparency Initiative (EITI) and for this goal we are in the process of releasing the independent audit report, in the end of this year, for public consultation. Next year, March 2010, all the processes and criteria requested by EITI, regarding the Petroleum wealth is going to be validate by an independent board – a great step in the openness and good governance of our petroleum resources.

Ladies and Gentlemen,
We have been looking closely at the reforms undertaken by other nations in our region, and especially our closest neighbour Indonesia, to inform our establishment of a framework of good governance for our public sector. Through these reforms - and by instilling a culture of professionalism and service delivery in our civil service - we are seeking to ensure that public funds are spent in an effective way for the benefit of our People.
We have recently established a Civil Service Commission to ensure an apolitical civil service, with promotions made on the basis of merit and competence, to achieve better government service delivery for our society.
And we are in the process of establishing an Anti-Corruption Commission, which will be an independent body reporting to the National Parliament and with strong powers to fight corruption.

Ladies and Gentlemen,
Timor-Leste is working to meet the necessary conditions to become an effective member of ASEAN.
We wish to increase our participation in regional cooperation frameworks, to contribute towards the development of the region as part of its role in addressing global challenges.
This participation will represent another historic landmark for our country, demonstrating to the world that Timor-Leste is ready to contribute to the promotion of tolerance and dialogue, both at national and regional levels.
And as we discuss regional cooperation and democracy, one country is too close for us to remain indifferent or passive to the struggle of its People. I must urge us all to work with focused effort and persistence to respond to the aspirations of the people of Burma.
As part of the Asian community, I stress that if the interest of Burmanese are neglected, then our entire region is affected. And so, we must work to ensure that the fruits of the growth and progress of our region are enjoyed by all the People of our neighbour countries.

Ladies and Gentlemen,
I am confident that this meeting will be remembered as one in which we worked with solidarity to empower our region to develop solutions to overcome our common challenges – it will be an important step to make democracy and development a reality in the countries of Asia.

Thank you very much!

Kay Rala Xanana Gusmão
10 December 2009

Thursday, 10 December 2009

TIMOR-LESTE, UMA SOCIEDADE DE PAZ - Ramos Horta


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Observações Pelo Laureado com o Prémio Nobel da Paz, Presidente J. Ramos-Horta, no Dia Internacional dos Direitos Humanos proferidas no “Parlamento Nacional”

Timor-Leste Uma Sociedade De Paz

Díli, 10 de Dezembro de 2009

Excelências
Senhoras e Senhores


Estando aqui hoje para celebrar uma vez mais o Dia Internacional dos Direitos Humanos, permitam-me que comece por renovar as mais sinceras e calorosas felicitações ao Presidente Barack Obama, dos Estados Unidos da América, por ter sido justamente laureado com o Prémio Nobel da Paz.

A 15 de Outubro de 2009, no seguimento do anúncio feito pelo Comité do Nobel da Paz sobre quem era este ano o vencedor do Prémio Nobel da Paz, fiz esta declaração que vou ler por partes:

Estou satisfeito e percebo por que os ponderados homens e mulheres do Comité do Nobel da Paz decidiram honrar este ano com o galardão o Presidente Barack Obama.

Menos de um ano depois de tomar posse, o Presidente Barack Obama incutiu esperança e deu expectativas de desbloqueamento ao processo de paz do Médio Oriente.

Está completamente empenhado na solução de dois Estados e sente, com justiça, que os Palestinianos têm sido as principais vítimas neste conflito.

Todavia, não deveremos esperar rápidos desenvolvimentos num conflito com seis décadas, enraizado em gerações de desconfiança e ódio acumulados.

Em menos de um ano, com inspiradoras mensagens de humildade, diálogo e paz, o Presidente Obama conseguiu fazer baixar significativamente a intensidade das tensões no mundo, no Médio Oriente (discurso na Universidade do Cairo), nas relações com a Rússia, Irão e Venezuela. A abordagem conciliadora do Presidente Obama, a profundidade intelectual e a sua visão de paz conquistaram muitos milhões de pessoas.

Ao dar esperança a milhões de deserdados, pobres e ressentidos no Médio Oriente, na Ásia e em África, o Presidente Obama secou o pântano em que a Al-Qaida e outros grupos extremistas recrutam e operam.

Não se pode subestimar o poder da oratória do Presidente Obama e a sua maneira conciliatória de estar; tem tido o efeito de, pelo menos, impedir que muitos jovens e ressentidos caiam no extremismo.

Foi corajoso o seu discurso em Praga sobre o desarmamento nuclear e a necessidade de se adoptarem medidas concretas para reatar as conversações sobre a redução de armas nucleares, desejavelmente conducentes à eliminação de todos arsenais.

O apelo do Presidente Obama a um maior apoio no combate à extrema pobreza é outro exemplo da sua genuína determinação a favor da paz e da justiça. Também é apologista de um regime de comércio externo mais equitativo e favorável às Nações em desenvolvimento.

O Presidente Obama está a encetar o diálogo com a decrépita junta militar no poder na Birmânia. Está certo ao tentar um compromisso com os militares pela via diplomática, como eu tenho defendido ao longo de anos.

Creio haver uma possibilidade real de o Presidente Obama ter sucesso na obtenção de garantias para a libertação de Daw Aung San Suu Kyi e no início de um diálogo sério entre ela e os militares no poder, com o objectivo de fazer baixar as tensões e desconfianças, e promover um novo clima político, mesmo que imperfeito, na Birmânia.

Irá o Presidente Obama ter êxito? Será capaz de cumprir as promessas e de fazer justiça aos Palestinianos? As forças contrárias, nos Estados Unidos e em Israel, são formidáveis. Os extremistas no Afeganistão, no Paquistão, no Irão e noutras partes não vão esmorecer. Se a linha dura Israelita persistir na ocupação da terra dos Palestinianos para construir colonatos, estes acabarão – numa reacção perversa – por estender a mão aos extremistas e dar cabo da estratégia do Presidente Obama.

Ao cumprimentar-nos e trocarmos algumas palavras na noite de 24 de Setembro, no Metropolitan Museum of Modern Art (em Nova Iorque), na recepção oferecida conjuntamente pela primeira-dama, Michelle Obama, eu disse ao Presidente, enquanto a sua mulher ouvia atentamente: ‘Senhor Presidente, não pode falhar’.

Ele respondeu: ‘Trabalharemos juntos’. Este é o seu estilo e estas são as convicções do Presidente Obama, trabalhando com todos, procurando saídas, construindo pontes, gerando consensos.

Eu acredito, portanto, que este filho de África, descendente de Africanos escravizados durante séculos, eleito para a mais importante missão no mundo, merece o Prémio Nobel da Paz.

Uma vez mais, saúdo o Presidente Barack Hussein Obama pelo Prémio Nobel da Paz 2009.

Esta manhã, no Palácio Presidencial, para assinalar o Dia Internacional dos Direitos Humanos distingui vários compatriotas Timorenses, nossas irmãs e irmãos, com o importante Prémio dos Direitos Humanos “Sérgio Vieira de Mello”.

Estarão lembrados de que este galardão foi criado em 2008, conjuntamente pela Presidência da República e pela UNMIT. O ano passado, os vencedores foram:

O Padre Elígio Locatelli, na categoria dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais, um grande homem e missionário originário de Itália, que adoptou Timor-Leste como sendo o seu próprio país, desde 1964; ele é o Director da Escola Técnica de Fatumaka, o mais antigo estabelecimento de ensino na sua especialidade em Timor-Leste; e João Piquino, do Forum Tau Matan, na categoria de Direitos Civis e Políticos.

Este ano, o Estado Timorense instituiu o Prémio de Direitos Humanos “Sérgio Vieira de Mello” mediante o decreto 15/2009, de 18 de Março de 2009, e o Decreto Presidencial 26/2009, de 06 de Novembro de 2009.

O comité de selecção apreciou cerca de 60 candidaturas, todas elas muito meritórias. Não foi fácil para o Conselho de Agraciamentos e Ordens Honoríficas sintetizar uma lista e levar as propostas com os nomes ao Presidente da República, para a decisão final.

Tenho o gosto de anunciar hoje que os vencedores deste ano foram:

O Comité 12 de Novembro, na categoria de Direitos Civis e Políticos e

Na categoria de Direitos Sociais, Económicos e Culturais:

1. Madre Guilhermina Marçal
2. A ONG PRADET, Díli
3. Orfanato Beata Laura Vicuna, Laga
4. Mana Maria de Lourdes (Mana Lu), do ISMAIK, Instituto Secular Ma’un Alin Iha Kristo
5. Maria de Fátima Wadhoomall Gomes, Pastora da Igreja Evangélica Assembleia de Deus

Dou os parabéns a cada um e a todos eles deles. E quero apresentá-los aqui hoje.

1. O Comité 12 de Novembro é uma Organização Não-Governamental (ONG) de Timor-Leste, criada por sobreviventes do Massacre de Santa Cruz de 12 de Novembro de 1991, com a missão de cuidar dos sobreviventes e dos seus familiares.

Desde a sua fundação, as grandes prioridades do Comité 12 de Novembro têm sido as seguintes:

(a) O registo e verificação das vítimas e sobreviventes do Massacre;
(b) A localização, exumação, identificação e inumação de vítimas do Massacre de 12 de Novembro, em colaboração com as famílias e a Equipa Forense Internacional;
(c) Providenciar assistência aos sobreviventes através de serviços sociais, em áreas como as da saúde, ensino e emprego.

Também assessora o Governo para a construção de um memorial, para a recolha de informação histórica e no fortalecimento do espírito nacionalista e de auto-sacrifício entre os jovens.

2. Madre Guilhermina Marçal

A Madre Guilhermina Marçal é uma freira Canossiana. Nasceu em Same e desde que tinha 12 anos vem trabalhando na promoção dos direitos sociais, económicos e culturais, assim como cívicos e políticos, sobretudo durante a ocupação e os trágicos eventos de 2006.

Em 2006, desafiou o fogo cruzado e os riscos inerentes à sua condição de mulher para evacuar todo o tipo de pessoas em perigo, independentemente do género e da idade, e dar-lhes abrigo.

Ela conseguiu que uma diversidade de grupos das várias regiões do País convivesse em harmonia no Convento das Canossianas, em Balide, partilhando responsabilidades em nome da segurança colectiva.

Actualmente, trabalha para o incremento dos direitos das mulheres e tem à disposição uma vasta gama de recursos para que os estudantes possam ir modelando a sua própria educação e se preparem para serem futuros líderes.

3.PRADET - Reabilitação Psico-Social e Desenvolvimento em Timor-Leste

A PRADET abriu as portas em 2002 para trabalhar no sector da Psicologia. Com tantas depressões, traumas psicológicos e doenças mentais herdadas de um passado de violência, a PRADET procura dotar os psicologicamente mais vulneráveis com as ferramentas necessárias para enfrentarem os desafios do seu quotidiano.

A PRADET apoia e desenvolve projectos de Assistência à Doença Mental, a vítimas da Violência de Género e de Conflitos, dando aconselhamento no foro judicial em matéria de Paz e Democracia para a Juventude, e abrigo a vítimas do Tráfico Humano.

4. Orfanato Beata Laura Vicuna, Laga

O Orfanato Beata Laura Vicuna desenvolve actividades de formação orientadas para as tarefas domésticas, dando apoio espiritual ao desenvolvimento dos mais novos face ao futuro.

Entre as suas actividades, o orfanato investe nas capacidades de relacionamento interpessoal, trabalhando nas boas práticas de convivência entre todos e, especialmente, na capacitação dos educandos e na promoção do desporto, artes, música e drama.

5. ISMAIK - Instituto Secular Ma’un Alin Iha Kristo - Mana Lourdes

A Irmã Lourdes, popularmente conhecida como Mana Lu, desenvolve desde a adolescência uma rede de solidariedade através de Timor-Leste inteiramente dedicada e centrada nos mais vulneráveis.

Com mais de uma dezena de casas por esse País fora, a Mana Lu aglutina as comunidades em busca de solidariedade, fé e maximização de recursos.

Desde 1989 que o ISMAIK e a Mana Lu desenvolvem actividades:

(a) desde cuidados de saúde com a Clínica do Bairro de Pité e o Dr. Daniel Murphy, até dar albergue a estudantes universitários em Díli,

(b) desde orfanatos, até ao desenvolvimento comunitário para a sustentabilidade das técnicas agrícolas e, ainda

(c) desde o apoio aos tuberculosos e leprosos, até `a execução de programas para a educação cívica dos jovens e desenvolvimento da Fé Cristã, entre outras actividades.

6. Maria de Fátima Wadhoomall Gomes

Maria de Fátima é Pastora da Igreja Evangélica Assembleia de Deus e tem trabalhado na promoção dos Direitos Humanos desde os anos 60.

Começou em Ataúro, ao lado do marido, dedicada às comunidades locais.

Mesmo sem ter formação especializada exerceu o ofício de enfermeira prestando cuidados de saúde primários à população de Ataúro.

Foi muito activa na chamada de atenção da comunidade para o imperativo de mandarem os filhos para a escola e darem-lhes uma educação formal. Ensinou às mulheres algumas noções básicas de planeamento familiar, higiene e culinária, dando-lhes formação e alertando-as contra a violência doméstica.

Estes são alguns dos heróis de hoje no nosso País. Devo honrá-los, agradecer-lhes em nome da Nação, pela sua coragem, abnegação, generosidade e espírito empreendedor.

Senhoras e Senhores

Ao assinalarmos o Dia Internacional dos Direitos Humanos quero partilhar alguns pensamentos e reflexões sobre a situação no nosso País e em que ponto estamos no que respeita a dar ao nosso Povo o mais preciso dos Direitos Humanos, o direito à paz, o direito a cada um viver na sua própria cidade, aldeia, casa, a andar nas ruas, sem medo, em completa tranquilidade e liberdade.

Sem condições de paz genuínas ninguém pode desfrutar dos mais básicos direitos políticos e cívicos, ou económicos, sociais e culturais. Sem paz verdadeira não poderemos implementar o direito consagrado na nossa Constituição e nas Convenções Internacionais sobre os Direitos das Mulheres e das Crianças. Sem uma paz verdadeira não poderemos avançar em matéria de direitos económicos, do direito ao emprego e à habitação, do direito a uma educação adequada e à saúde, do direito à alimentação.Poderemos estar muito orgulhosos por termos uma das melhores Constituições do mundo. Em consonância com os princípios nela consagrados ratificámos as sete mais importantes Convenções Internacionais para os Direitos Humanos.

Não temos prisioneiros de consciência, ou presos políticos, nem um só jornalista foi molestado, ou detido desde a restauração da independência, nenhum órgão de comunicação social foi multado, suspenso ou mandado encerrar por falta de licença para o exercício da actividade.

A nossa sociedade civil está bem organizada contando com numerosas Organizações Não-Governamentais (ONG), grupos académicos e cívicos. E sendo a vasta maioria da nossa população Católica, nenhum grupo religioso minoritário se poderá queixar de discriminação, ou exclusão, apesar de algumas seitas que agora proliferarem no País desenvolverem actividades dúbias e uma dúbia autoridade em questões de fé.

Todavia, devemos fazer mais para progredirmos nos Direitos das Mulheres e das Crianças.

A 18 de Dezembro, a Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres (CEDAW) comemorará o 30º aniversário da sua adopção.

A nossa sociedade, como muitas outras por esse mundo fora, ricas e pobres, está impregnada de discriminação baseada no género e é profundamente afectada pela violência doméstica.

Registámos melhorias ao darmos voz às mulheres. No Parlamento Nacional, no Executivo e no aparelho Judicial há um significativo número de mulheres e de decisoras políticas em posições de mando. É muito gratificante para mim e para todos nós que 30% dos assentos do nosso Parlamento Nacional sejam ocupados por mulheres. A média na União Europeia é de apenas 18 %.

O número de mulheres eleitas nas eleições para os suku passou de uns modestos 7% em 2004 para 13% em 2009 e o número de mulheres eleitas para chefe de aldeia passou de 22% em 2004 para 37% em 2009.

No entanto, ainda estamos perante resultados modestos se pensarmos que, na nossa sociedade, as mulheres contribuem com pelo menos metade do PIB, da nossa agricultura e comércio, sendo ainda elas que carregam o fardo de zelar por todos nas suas casas.

Durante centenas de anos foram os homens que mandaram nas comunidades, nações e impérios, foram os homens que arrastaram a humanidade para incontáveis guerras em que perderam a vida milhões de inocentes. E ainda assim, os homens parecem pensar que têm o direito Divino de continuar a governar sozinhos, deixando de lado as nossas avós, mães e irmãs.

Portanto, façamos mais em nossas casas, no Governo e no nosso Parlamento Nacional para combater a violência doméstica e a discriminação contra as mulheres.

GESTÃO DO FUNDO PETROLÍFERO DE TIMOR COTADA NO “TOP” DA TRANSPARÊNCIA


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Macauhub – 10 Dezembro 2009

Roseville, Estados Unidos da América, 10 Dez - O Fundo Petrolífero de Timor-Leste foi considerado um dos "fundos soberanos" de maior transparência pelo índice Linaburg-Maduell, de acordo com o mais recente boletim do norte-americano Instituto dos Fundos Soberanos.

No boletim referente ao terceiro trimestre de 2009, o fundo de Timor-Leste ficou colocado entre os melhores 20, na 18º posição, com seis valores de uma pontuação máxima de 10 atribuída pelo índice Linaburg-Maduell de transparência.

A análise à transparência com que são geridos os fundos soberanos tem em conta apertados critérios quanto ao nível e tipo de informação sobre as suas actividades e respectiva divulgação regular.

Já em 2008, o Fundo Petrolífero de Timor-Leste havia figurando em 5º lugar num outro índice de transparência, o do Peterson Institute, logo a seguir a três fundos norte-americanos e ao fundo de pensões da Noruega.

Os fundos soberanos são fundos estatais, compostos por activos como acções, obrigações, ou outros instrumentos financeiros, financiados em divisas estrangeiras.

O Fundo Petrolífero de Timor-Leste foi constituído em 2005 e a sua gestão operacional está a cargo da Autoridade Bancária de Pagamentos (banco central).

De acordo com o mais recente relatório (1 de Julho a 30 de Setembro de 2009), o capital do fundo aumentou de 4.901,52 milhões de dólares para 5.301,57 milhões de dólares e as entradas brutas de dinheiro sob a forma de "royalties" e de impostos foram de 332,3 milhões de dólares e as saídas de dinheiro foram de 351.750 dólares.

Wednesday, 9 December 2009

Buku Harian Seorang Negarawan 8

Saya senang membaca surat kabar karena didalam surat kabar saya bisa menemukan beberapa berita menarik. Tetapi karena kehidupanku yang miskin membuat saya tidak mampu membeli surat kabar.

Suatu hari, saya melihat berita di sebuah surat kabar. Dihalaman pertama tentang orang-orang kaya menhitung dan membagi-bagi kekayaan mereka sedangkan dihalaman terakhir seorang anak kecil menangis karena orangtuanya tidak mampu membeli sebuah hadiah di hari Natal.

Dalam hati saya bilang "orang yang kaya tetap kaya, orang yang miskin semakin miskin. orang yang kaya berpesta pora, orang yang miskin mengigit jari".

Tuesday, 8 December 2009

"Mama Mak Haruka Hau Fa’an Has Iha Dalan, Tamba Mama Hein Bebe"


Written by Emilia Ana and Georginha da Silva

Tuesday, 08 December 2009

CJITL Flash, Virna de Jesus ho tinan 7 loron-loron tenki la’o iha dalan ninin hodi fa’an nia has atu bele ajuda nia inan ho aman tamba nia Mama tenki iha uma hein alin ne’ebe sei bebe hela. Wainhira dada lia ho cjitl online sexta feira semana kotuk (04/12) iha Comoro, Aimutin, hateten katak “hau nia Mama mak haruka hau atu ajuda nia fa’an has, tamba hau nia Mama lor-loron tenki iha uma deit atu bele hare hau nia alin ne’ebe sei ki’ik, no hau nia Papa servisu hein loja, tamba ne’e hau tenki ajuda hau nia sira” hateten Virna.
Nia mos hateten tan katak has ne’ebe nia lori ba fa’an ne’e hola husi maluk aileba sira depois nia ama budu fali hafoin mak nia lori ba fa’an, loron-loron nia tenki sai husi uma dadersan tuku walu ba leten, ho toples ne’ebe nakonu ho has atu ba fa’an.
“Loron ida hau lori has $ 4 nian no wainhira to’o meiudia nia hetan $e 2 dolas resin” Virna konfesa.
Tamba ho laran metin husi nia inan ho aman, Virna mos kontenti ba fa’an, maske la’o iha loron manas, Virna oan husi Bendita de Jesus ho Julio Diaz da Costa, oan primeiru ne’ebe dadaun ne’e eskola iha Manleu, kelas 3 hela iha Fatumeta ne’e forca no optimism nafatin atu la’o.
“Biar hau la’o do’ok maibe naran katak hau bele ajuda hau nia mama ho papa”.tenik Virna.
Ho laran metin ne’ebe fo husi inan, aman Virna fo an (rela) la hatene atu han meiudia nian iha ne’ebe, “meiu dia hau han deit dosi sona”. (Reporter Emy & Jinha/cjitl)

Monday, 7 December 2009

Gatot Purwanto: IT WAS A DIFFICULT SITUATION


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Tempo - Mon, 7 Dec 2009

The Timor Leste (formerly East Timor) story and that of Col. (ret.) Gatot Purwanto, 62, are intertwined. This former Special Forces (Kopassus) officer can be said to have witnessed all of the bloody incidents that happened in Indonesia’s former 27th province. In fact, Gatot has been involved in East Timor since the beginning of his military career. Tragically, it was also there that his vocation ended.

Just before Indonesia’s invasion of East Timor in 1975, Gatot would go in and out of this former Portuguese colony, disguised as a trader. His good looks, neat appearance and sociable manner made it easy for him to move around. “I was known as Aseng over there,” he said laughingly, recalling how people often mistook him for an ethnic Chinese.

Inside Timor, his job was to contact local opposition politicians and gather intelligence. He was the only Indonesian officer who was able to penetrate the Fretilin hideout in the jungle, and speak directly to their rebel chief, Xanana Gusmao.

However, the November 12, 1991 Santa Cruz incident ended his bright career. As the assistant commander for intelligence in East Timor, he was responsible for failing to anticipate the demonstration that became violent. The Indonesian military (TNI) was accused of shooting at the people, killing more than 100. Gatot was discharged from the military.

One bloody incident he remembers well is the attack at Balibo. Gatot, who was then a first lieutenant, witnessed how five Australian journalists from Channel 7 and Channel 9 – Greg Shackleton, Tony Stewart, Gary Cunningham, Brian Peters and Malcolm Rennie, was captured and shot.

The five journalists were in the midst of covering the joint attack by the UDT and Apodeti groups – two rival groups of the Fretilin at the time – into Balibo on October 1975, supported by the Indonesian army. “It seems to have been my fate to be involved in bloody incidents in East Timor,” lamented Gatot.

Last week, following the screening of the film Balibo, produced by Robert Connolly, at the Utan Kayu Theater in East Jakarta, Gatot described his version of the incident depicted in the controversial film to Tempo reporters Arif Zulkifli, Wahyu Dyatmika, Sunudyantoro, Yophiandi and Agus Supriyanto.

Excerpts:

You were in Balibo when the five Australian journalists were shot. What happened?

The battle was not over at the time. The fighting had eased, but shots could still be heard. At the edge of Balibo town, near the church on the hill, there were buildings. We shot in that direction because we heard shots coming from there. When we approached the building gs, we saw the five people journalists inside. They were captured and they were still alive.

So what did the troops do?

I was still on lower ground, near Pak Yunus (ret. Maj.Gen Yunus Yosfiah, who at the time was the team commander with the rank of captain). We received a report that foreigners had been being caught. Pak Yunus ordered me to report them to Pak Dading (ret. Lt.Gen Dading Kalbuadi, at the time the commander), who was at the border area. If I am not mistaken, Pak Dading then contacted Jakarta, and asked what they should do with those people.

So, it is not true that the five journalists were killed in the crossfire between the TNI and the Fretilin?

When they were first captured, they were still alive. We surrounded them with our weapons. I saw this at a distance of 30 meters from the lower ground of the hill. They were inside and they seemed to be filming from the top. There were shots coming from that direction from time to time, which is why we aimed there and surrounded the building.

What happened then?

It was a difficult situation. If we captured them, the Indonesian troops would be implicated. We didn’t know what to do with them, execute them or what. At that very moment, when our troops were sitting around, suddenly shots came from the direction of where the journalists were. Maybe someone was trying to rescue them, we thought. Our troops ran over there, to find all five of them dead.

Exactly when did the attack happen?

We entered Balibo just before dawn. But when the incident took place, it was already daylight, maybe about 10 or 11 in the morning.

When the shooting took place, what were the orders from Yunus Yosfiah or Dading Kalbuadi?

Nothing yet. From the team leader, Pak Yunus, there were no orders to kill them or whatever. Pak Dading was still waiting for instructions from Jakarta. Communications took a long time. So, the shots happened when we were provoked into shooting at the place where they were hiding, because shots came from there.

Was there an effort to identify the five journalists? Were they asked who they were?

No, because none of them spoke Indonesian and none of the troops spoke English.

But did the troops know they were journalists?

We should have known, because they were carrying cameras and other equipment. That should have been obvious from those close to them. The shooting happened from a distance of about 15 meters.

Before the troops entered Balibo, did they know there were five foreign journalists inside the town?

We didn’t know. That’s why we were shocked and confused when they were captured. We didn’t know what to do with them.

So, what happened after the shooting?

Pak Dading went to the site. A TVRI reporter, Hendro Subroto came along. Then Pak Dading spoke with my commander, Pak Yunus.

How were the condition of the troops at the time? Were any of the troops blamed for acting without orders?

It was a difficult situation for us. If we kept the journalists, not execute them, when they got out, they would say, “Yes, that’s right, the Indonesians captured us.” It could be used as evidence that we were there. So it was a difficult decision to make. Perhaps, at that time, people at the top thought the shooting was the best way out. I am not sure. If they were not executed, they could be witnesses to the fact that the Indonesian army had invaded Timor.

So, the shooting was a rational decision?

Yes… but it was provoked by the shooting coming from where they were. Later, they found a Thompson gun inside the building, next to them (the five journalists).

What happened after that?

The bodies of the five journalists were taken to the house of a Chinese in Balibo, about 300 meters from the location of the shooting, just inside the town. There, the bodies were covered with rice husks and then burnt.

Why use the rice husk?

Because they take longer time. They (the bodies) needed to be totally disintegrated That took two days. Some wood was also used.

Why were the bodies torched? Wouldn’t that have shown that the troops tried to cover the shooting?

Because we were in a bind at the time. We had to make sure that the involvement of Indonesian troops was not known. That’s why we didn’t wear uniforms when we attacked, we wore civilian clothes. You may have heard of the blue jeans brigade. That was us with long hair.

Who ordered the bodies to be burnt?

Well, there were orders from…(unclear response). I don’t know exactly, I was just a young officer then. But we were in a difficult position. If we let them live, they would tell everyone it was an Indonesian invasion. If they died and we abandoned them, there would be evidence that they were shot in territory controlled by Indonesian guerrillas. So, the simple way was to eliminate everything. We just claimed not to know anything. It was the instant reaction at the time.

Besides the TNI, who else was in Balibo at the time?

Besides the Susi Team (advance team), the pro-Indonesian forces of Apodeti and UDT jointly took part in Balibo. There were Apodeti leader Thomas Gonzalves and UDT leader Joan Tabarez. There was one unit of our troops against two of theirs. We were 50, they were about 100.

During the invasion, was there support from Indonesian battleships?

I think there was. When we entered Balibo, there were shots from our ships offshore.

Why was Balibo the first target of attack?

Balibo was not the first one. We had advanced quite deeply at that point, but we were forced to withdraw, running back to Haikesak (a small village at the Indonesian border), and to Atambua. After reinforcements came from UDT and Apodeti, we entered again. The troops had been mobilized and trained since the end of 1974. At the point, we should have reached Dili, preparing a dropping zone and other facilities to support the big invasion, like setting up ammunition dumps in specific areas.

What was the situation in Balibo when you entered it?

Balibo is a small town, with non-descript buildings. There were five concrete buildings, the biggest owned by a Chinese and another served as a health center. In areas bordering with Indonesia, like in Balibo and nearby villages, the population tended to be supporters of the Apodeti, and more pro-Indonesian. This was quite different from people on the eastern side, which could not be accessed by our troops and which were controlled by Fretilin.

When you were assigned in East Timor, you reportedly had close relations with Xanana Gusmao?

I befriended Xanana after the operation carried out during the time of Pak Sahala (ret. Lt.Gen Adolf Sahala Rajagukguk, former Army Deputy Chief of Staff) in 1981. After that operation, the TNI was sure that Fretelin was in disarray, falling apart. Finally, all Kopassus troops were withdrawn from Timor, with only two companies – Nanggala 51 and 52, remaining.

After the troops were withdrawn, they consolidated and attacked us again. I started thinking, if we keep ourselves low all the time, how can we advance? I finally opened communications with Xanana. He welcomed it. Maybe Xanana thought some good could come from it because at that time he was already thinking that post-war, he could be in politics. That was sometime between 1982 and 1983.

What did Xanana say?

He was very formal at first. We spoke in Tetum. He always stressed on me: Indonesia will not be able to continue funding the war in Timor.

Did your good relations continue?

Yes, we have kept in close touch until today. Since the jungle days, I have been the only Kopassus officer who is able to meet with him. So today, if Timor needs intelligence equipment, I help out. Once, Xanana even asked my help to ‘sterilize’ his office (from wiretaps).

Going back to the Balibo film. What is you impression of it?

From the start until the middle (of the film), it’s quite balanced. The film also blamed the governments of Australia, the United States and Britain, which gave their blessings to the Timor war. But the main incidents, surrounding the shooting of the five journalists, were over-dramatized. No one was tortured. The scene depicting the TNI’s entry into Dili was not that spectacular.

What do you think of demands to expose and try the Balibo perpetrators in court?

A lot of time has passed, right? The perpetrators are now old men. We no longer have a problem with Timor Leste.

Were you against the referendum in Timor Leste?

I thought it was a hurried decision.

Do you think the integration of East Timor between 19175-1999 was a wasted effort?

Look. At the time, the communists had gained control in Portugal. All areas under their control, including colonies they thought of letting go, were also influenced by communism. So it was not wrong for Australia and the US to push Indonesia into taking over. It was the Cold War at that time.

But Indonesia failed to win the people’s hearts over there.

At that time, East Timor was seen as a dumping place for errant bureaucrats. In Timor, without supervision, those petty bureau chiefs became small kings. They were nepotistic about recruitment, refusing to hire local people, opting instead to give jobs to relatives from Java.

Tamba Hakarak Ba Irlandia, Inan Fa’an Oan Ho Folin $150





Written by CJITL Editor
Monday, 07 December 2009
Image
Mehi Loron Manas, ilust.
Dili flash,
“Bainhira Nia lori labarik ne’e ba uma, hau tunu hela paun, maibe nia ba bebeik ne’e intensaun atu fa’an labarik ne’e, ikus mai hau hola duni ho folin $150, Hau mos sosa deit ona labarik ne’e tamba hau seidauk iha oan” Luiza Koa fo testamunha kaju ida ne’e.

Iha Indonezia no nasaun seluk ita rona trafiku humanu barak, maibe trafiku humano ida ne’ebe akontece husi inan ida ne’ebe hakarak deit ba irlandia tenki fa’an nia oan ho baratu, ne’e akontece duni iha Timor, foin lalais.

Leonilda Goncalves mak inan ne’ebe tamba deit hakarak hadia vida moris liu husi ba servisu iha rai liur, nia tengki fa’an nia oan ho osan valor U$ 150, tanba la augenta ona ho kiak no mukit iha nia rain rasik.

Image
Ilustrasaun labarik
Timor Leste nebe foin hetan nia ukun aan no ratifika ona konvensaun internasional kona ba direitu labarik nian, maibe Inan-Aman sira seidauk iha konesementu klean konaba konvensaun ne’e.

Tanba ne’e iha fulan tolu liu ba Leonilda, hela iha Bebonuk, fa’an nia oan ho osan valor U$ 150, ikus mai nia tenki responsabiliza hahalok ne’e iha tribunal.

“Wainhira hau tunu hela paun, Leonilda sempre ba bebeik iha uma ,nia ba iha uma dala barak ona maibe foin lalais nia ba tan hau iha uma, ternyata nia ba ho intensaun fa’an nia oan nebe nia dehan laiha kbiit atu hakiak, nune’e hau fo osan hamutuk U$ 150 hodi sosa labarik ne’e,”Luiza Coa Kasu lia hirak ne’e ba tribunal sesta (04/12).

Luiza konfesa katak nia sosa labarik ne’e tanba nia ladauk kous oan, tan ne’e bainhira Leonilda ba ho intensaun fa’an oan laiha opsaun seluk atu rejeita .

Leonilda fa’an oan ne’e ho objetivu buka halo mudansa ba nia vida moris ho trata pasaporte ba buka servisu iha estranjeiru nebe promete hela moris diak no riku.

Tamba Leonilda atu hadia nia moris no hakarak sai riku lalais, ho nune’e nia fa’an nia oan nudar dalan korta, atu moris diak lalais ba buka servisu iha Irlandia, maibe asaun ne’e hetan impedementu husi Bendito Soares, (labarik nia aman) ne’ebe nudar funsionariu publiku.

Bazeia ba karta nebe rejistu iha Ministeriu justisa katak Rudy Soares (labarik ne’ebe inan fa’an) moris iha Hatulia 22 Agustus 2009 ho todan 79 kilograma no naruk 5cm sai problema tamba Leonilda ho nia la’en hakarak husu fila fali labarik ne’e husi ema ne’ebe sira fa’an ba, maibe ema ne’e lakohi entrega fila fali.

Iha loron 3 Dezembru 2009 Inan ho Aman bebe ne’e tenta husu hikas nia oan husi Luiza Coa nudar ema ne’ebe sosa, maibe la hetan konkordansia konaba kompensaun ka ganti rugi nebe Coa husu.

Responsevel sesaun krime, Agapito da silva husu parte rua buka resolve kazu ne’e liu husi Sekretariu Estadu Promosaun Igualidade (SEPI), FOKUPERS ou resolve sai husi tribunal.
Nune’e parte rua simu desizaun tribunal nian hodi buka esforsu atu hakotu kazu ne’e tuir pedidu tribunal nian. Edited news STL 05/12)

Horta Apoiu Aderito de Jesus Ba Komisariu KAK

Written by CJITL Editor
Monday, 07 December 2009
Image
Jose Ramos Horta, PR


Dili flash,
Prezidenti Republika, Jose Ramos Horta, apoiu Aderito de Jesus nudar figura nebe kredibel no integridade lidera komisaun Anti Koropsaun (KAK).




“Hau apoiu maibe ne’e desizaun soberanu parlamentu nasional nian, hau espera katak parlamentu aprova lalais para nia bele hahu nian servisu” Horta kasu lia hirak ne’e ba jornalista iha palacio prezidente Nicolao Lobato, Aitarak –laran,Sexta (4/12).

Xefi Estado mos husu parlamentu nasional atu fo oportunidade ba Aderito hatudu nia kompetensia, integridade no espiritu independensia.

“Lalika hare’e nia nudar elementu ke partensia ba grupu ruma, maibe hare nia nudar Timor oan, nudar ema ida nebe estudus boot no hare nia nudar ema nebe fo kontribusaun makaas iha tinan hirak nia laran ba dezenvolvementu nasaun nian” hateten PR Horta.

Nia hateten, nu’udar Timor oan tenki orgullu tanba Timor oan balun nebe foti estudus boot hanesan Aderito de Jesus nebe hetan baixarlatu iha Indonesia depois halo mestradu iha Nova Yorke e oras ne’e dadaun besik remata ona Doutoramentu iha Australia.

Porta voz Governu ka Sekretariu Estadu Konsellu Ministru ,Agio Pereira hateten katak disizaun governu hodi nomeia Aderito de jesus nudar kandidatu ba komisariu KAK tanba hare figura ne’e nudar ema ida nebe respeitavel no mos iha aktus balun hatudu nia kualidade no merito tantu iha areas akademiku no servisu profisional. (Edited news STL 5/12)

Friday, 4 December 2009

A e B

A
Em entrevista à Agência Lusa, divulgada sábado, o embaixador Peter Heyward lamentou a má utilização de "muito dinheiro" doado por Camberra devido à corrupção e à inexperiência no jovem país.

"Devido à corrupção e inexperiência governamental, muito dinheiro (doado pela Austrália) é gasto desnecessariamente", disse o embaixador, explicando que a corrupção não se aplica apenas aos fundos dos doadores, mas também ao próprio orçamento do Estado.

B
Tal como muitos em Timor Leste, Barreto sente-se decepcionado com os lideres da Nação do seu país, pela falta de responsabilidade para com o Massacre de Santa Cruz e outros crimes contra a humanidade.

"Em vez de me stressar e pensar naquelas coisas que talvez nunca irão acontecer, eu prefiro concentrar-me no trabalho em vez de pensar muito sobre trazer as pessoas à justiça, porque têm de ser os líderes a fazê-lo e não as pessoas comuns como nós."

Poema nebe koalia hodi hau naran

PRIMAVERA

Kuandu primavera, ai tahan sei monu.
Ai tahan sei la hetan iha ai hun.
Ai nia sanak maka hare’e hetan.

Udan turu halo janela bokon.
Udan suli tun iha janela nia vidru.

Fulan nia naroman baku tama hosi janela nia vidru.
Halo uma laran sai naroman.
Udan ben suli tun hosi janela,
Tun liu ba uma nia tátis, tun liu halo rai bokon.

Rai bokon, dut matak,
Ema moris hakmatek,
Rai malirin iha tempu primavera.

Estrada la mamuk, nakonu ho kareta.
Anin hu maka’as halo ai tahan monu.
Udan nia is halo ema senti duni moris iha primavera laran.

Poema nebe koalia hodi hau nia naran

KUDA

Kuda ida lao iha rai maran, hamrok no hamlaha.
Ema kesi hela kuda ida iha ai nia hun.
Ema ida mehi hela atu sai hanesan mos kuda.
Kuda ida nebe lahatene han, lahatene hemu.

Kuda ida bulak nebe halai arbiru deit.
Kuda ida nebe laiha hanoin.
Kuda ida nebe lao deit ho ain rua.
Kuda ida nebe iha ulun ema.

Kuda ida nebe baku sasan arbiru deit ona.
Kuda ida nebe hakarak tesi nia-an rasik.
Kuda ida nebe tesi sasan arbiru deit ona.
Kuda ida nebe hakarak han buat hotu.

Kuda ida nebe laiha moe.
Kuda ida nebe han nia-an rasik.
Kuda ida nebe naok hodi moris.
Kuda bulak lao iha Dili laran.


Celso Oliveira

Thursday, 3 December 2009

Timor Leste - Indonésia: Os laços entre os dois países são um obstáculo à justiça


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Por MATT CROOK - Tradução de ZIZI TIMOR OAN

DÍLI, 2 Dezembro (IPS) - Os líderes de Timor Leste dizem que trazer à justiça os autores das atrocidades cometidas durante a ocupação do exército indonésio iria azedar as relações entre os países vizinhos, mas nem todos estão tão entusiasmados para perdoar e seguir em frente.

Apesar da teimosia a alto nível, a justiça ainda pode ser alcançada enquanto as pessoas continuarem a fazer suas vozes ouvidas, disseram observadores.

“Falar sobre a justiça é parte da realização da justiça, assim como falar sobre a independência era parte de conseguir a independência" disse à IPS o Dr. Clinton Fernandes, um especialista em Timor-Leste da Australian Defence Force Academy.

"Os cidadãos, como as Nações Unidas, não têm suas próprias forças armadas ou forças policiais, mas podem criar a vontade política para alcançar a justiça simplesmente falando sempre sobre isso", acrescentou.

Durante anos, o povo de Timor Leste e apoiantes internacionais empurraram para o encerramento dos crimes contra a humanidade cometidos durante a ocupação militar indonésia entre 1975 e 1999.

Timor Leste tornou-se independente em 2002, mas por um custo de 180.000 vidas, mortos durante a violência ou então deixados para morrer de fome ou de doença.

A liderança da nação é que aderiu à linha de que se se reclamarem justiça a Indonésia pode fechar a fronteira com Timor Ocidental, bloquear os laços comerciais ou reconsiderar o futuro dos 6.000 ou mais estudantes timorenses a estudar na Indonésia.

Em Agosto, a Amnistia Internacional publicou o relatório "We Cry for Justice', em que uma das recomendações foi para que o Conselho de Segurança da ONU criasse um plano global para acabar com a impunidade.

O relatório já foi traduzido para tétum (uma das línguas oficiais do Timor Leste) e Bahasa Indonésia na esperança de que as pessoas em Timor Leste e Indonésia possam ver que suas vozes são ouvidas.

"Cada voz conta para ver a mudança no terreno, incluindo a cobertura da média sobre questões de justiça", disse Isabelle Arradon, pesquisador sobre a Indonésia e Timor-Leste para a Amnistia Internacional.

"A cobertura contínua antes das discussões sobre Timor Leste no Conselho de Segurança das Nações Unidas em Fevereiro de 2010 é bem-vinda para mostrar que a comunidade internacional apoia os apelos das vítimas no terreno, e para lembrar aos membros do Conselho de Segurança da ONU que o ponto de vista do governo de Timor Leste não é compartilhada por muitos no país ", acrescentou ela.

A posição firme dos líderes da nação tem sido criticada pela ONU, que mantém que os fortes laços com a Indonésia não devem impedir a necessidade de justiça.

"Para pedir a responsabilização das pessoas que fizeram coisas realmente horríveis não invalida o relacionamento, mas só reforça ", disse Louis Gentile, representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Com o recente passar de mais um aniversário do massacre de Timor Leste, há desilusão nas ruas de Díli.

Júlio Barreto, 36 anos, estava lá em Santa Cruz, em Díli, em 12 de Novembro de 1991, quando as tropas indonésias dispararam contra uma multidão de manifestantes pacíficos, matando 270 deles. "Não nos apercebemos que as tropas se estavam a preparar para disparar contra nós", disse ele. "Eu não gosto deles, as pessoas que fizeram isso são bem conhecidos como violadores dos direitos humanos e todos sabem que eles estiveram envolvidos".

Tal como muitos em Timor Leste, Barreto sente-se decepcionado com os lideres da Nação do seu país, pela falta de responsabilidade para com o Massacre de Santa Cruz e outros crimes contra a humanidade.

"Em vez de me stressar e pensar naquelas coisas que talvez nunca irão acontecer, eu prefiro concentrar-me no trabalho em vez de pensar muito sobre trazer as pessoas à justiça, porque têm de ser os líderes a fazê-lo e não as pessoas comuns como nós."

A questão da justiça foi uma questão sensível para os governos anteriores, mas talvez não tenha sido analisada tanto como na coligação governamental actual de Xanana Gusmão, principalmente nas últimas semanas, quando a libertação de um ex-líder da milícia indonésia provocou um frenesim na média internacional.

Maternus Bere, ex-comandante da milícia pró-Indonésia, Laksaur, foi indiciado pela Unidade de Crimes Graves das Nações Unidas por crimes contra a humanidade, incluindo a sua parte na Igreja de Suai Massacre em 1999, em que cerca de 200 pessoas inocentes foram assassinadas.

Bere atravessou a fronteira do vizinho Timor Ocidental, e regressou a Suai, uma cidade em Timor Leste, em Agosto, para visitar sua família. Ele foi preso e ordenado pelo tribunal de Suai a ser detido, mas directivas vieram de Gusmão para liberá-lo para a custódia da embaixada indonésia em Díli a 30 de Agosto, durante as comemorações do 10º aniversário do voto pela independência.

Bere passou em segredo dois meses na embaixada, antes de ser levado de volta à Indonésia, em 30 de Outubro, fazendo dele um homem livre.

Em 2003, a Unidade de Crimes Graves indiciou 391 pessoas, incluindo Bere, por crimes contra a humanidade cometidos em Timor Leste, no entanto, a maioria deles têm vivido como homens livres, na Indonésia.

A decisão inicial de libertar Bere poderia ter derrubado o governo, o partido de oposição Fretilin e aliados apresentaram uma moção de censura que foi debatida em 12 de Outubro.

Xanana Gusmão defendeu-se, chamando de uma "decisão política" a libertação de Bere.

"O Ministro dos Negócios Estrangeiros indonésio, Hassan, disse que se não houvesse nenhuma solução para o caso de Martenus Bere, este caso poderia afectar o relacionamento entre os dois países", disse Gusmão, ao Parlamento. "Ele acrescentou que a nossa recusa em cooperar em matéria tão sensível para a Indonésia poderia obrigar o Estado indonésio a rever a sua política diplomática para Timor Leste."

O governo de Gusmão sobreviveu ao voto de desconfiança em que os observadores disseram ser um sinal de estabilidade política no país, mas a questão de justiça é aquela que se recusa a acalmar-se.

"A luta pela justiça não é uma competição entre indonésios e não-indonésios. Pelo contrário, é uma disputa entre aqueles ao redor do mundo que querem que a justiça prevaleça e aqueles que querem ver a impunidade prevalecer", disse Fernandes no memorial em Outubro de Sander Thoenes, o "correspondente" do Financial Times assassinado em Timor Leste há 10 anos. (FIM/2009)

Wednesday, 2 December 2009

Padre Paulo Ricardo opina sobre a relação familiar

Opinião Quinta-feira, 24 de setembro de 2009



Arquivo pessoal
"Os pais modernos se vangloriam de serem cúmplices de seus filhos. Mas tal cumplicidade nem sempre é verdadeiro amor"
Quer um filho bom? Gaste tempo com ele!
Que a sociedade está em crise, ninguém duvida. Difícil mesmo é descobrirmos o caminho de saída da crise. Parece que estamos mais preparados para lidar com as guerras do que com as crises. Guerra é quando não queremos ouvir o inimigo. A saída é negociar, sentar para ouvir. Mas e a crise? Crise é quando não queremos falar ao amigo. O amigo bate à minha porta e esbarra num silêncio ensurdecedor. A sociedade procura os seus dirigentes e recebe em troca o silêncio dos discursos vazios.

É triste perceber que as famílias também estão em crise. É sinal de que alguém precisa dizer algo, romper o silêncio, combater a crise. É a figura do pai que, na maioria das vezes, deve chamar para si essa responsabilidade. O problema é que poucos homens estão dispostos a assumir esse papel.

Se existe guerra entre pai e filho, a mãe está sempre disposta a intermediar a relação. Ela tem grande disponibilidade afetiva e está quase sempre com os braços abertos, pronta para um gesto de compreensão e acolhimento.

Mas quando se trata de crise são o silêncio e a ausência de um pai que geram o problema. Mesmo nos lares em que não há um pai biológico alguém precisa assumir o papel paterno, preferentemente alguém do sexo masculino. Faz parte do desígnio de Deus que alguém assuma a realidade de pai.

O papel de pai é exigente porque a sua orientação, por mais afetuosa e pedagógica que seja, significa sempre um limite. Muitos se perguntam como impor limites que estimulem o respeito e o amor em família. Mas não basta começar a ditar regras. É importante compreender esse limite, que exige da figura paterna uma virtude fundamental: a magnanimidade. Sim, o pai tem de ter uma “alma grande”.

Um grande amigo meu e excelente educador uma vez me disse: “Não dê mais de uma ordem por mês nem explique muito”. O pai não deve se preocupar com pequenos defeitos, mas com os grandes. Você não deve encher a vida do seu filho de regrinhas, que desgastam sua autoridade e transformam a relação em mera cobrança.

Lembre-se: resolver uma crise é, antes de tudo, falar a um amigo. Mas como ter uma amizade com seu filho se não houver convívio? Quer um filho bom? Gaste tempo com ele. Quem não tem tempo para os filhos é porque tem priorizado outros assuntos em detrimento da família. A tendência dos filhos é seguir o mesmo caminho. Se o pai não se fizer presente e não impuser regras, a sociedade se incumbirá dessa tarefa - muitas vezes da pior forma possível.

Os pais modernos se vangloriam de serem cúmplices de seus filhos. Mas tal cumplicidade nem sempre é verdadeiro amor. A esse respeito o Papa Bento XVI nos dá um testemunho luminoso: “Recordo sempre com grande afeto a profunda bondade de meu pai e de minha mãe. É claro que para mim bondade significa também a capacidade de dizer ‘não’, porque uma bondade que deixa tudo correr às soltas não quer fazer o bem ao outro”.
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior é autor de “Um olhar que cura” (Editora Canção Nova) e consultor do Vaticano para assuntos de Catequese.

Fonte: http://www.itu.com.br/noticias/detalhe.asp?cod_conteudo=19358

Tuesday, 1 December 2009

"Halo Netik Buat Ne’e Para Ajuda Papa Ho Mama"





Written by Calisto da Costa
Tuesday, 01 December 2009
ImageCJITL flah, Adelio Pinto, hela iha Balibar, tenki moris hanesan ai-leba tamba familia nia nesesidade la fo fatin atu deskanca. loron - loron hamutuk ho nia kolega ida seluk tenki hader sedu iha rai malirin dadersan nian atu hakat tun mai Dili ho Aileba iha nia kabas.

Adelio Pinto wainhira dadalia ho CJITL online foin lalais haktuir katak “Hau kuandu dadersaan tun husi balibar dala ruma malirin iha dadersan maibe tenki hader atu mai tamba servicu mak ida ne e’ ona”.

Iha parte seluk, Jose da silva tinan13 estudante eskola pre-secundaria Balibar wainhira hasoru malu ho CJITL online iha jardim halihun hateten katak, “agora hau fa’an bani ben ho ho ai-fuan hanesan has ho jambua tamba agora ami feriadu hela seidauk eskola maibe wainhira kuandu aban bainrua eskola tama fali ne’e hau mai fa’an iha loron sabadu ho dominggo deit”.

“Halo netik moris hanesan ne’e par abele halo Kaman Papa ho Mama nia todan” nia haktuir (Reporter Calisto)