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Saturday, 29 August 2009

Referendum/Tinan 10: Hau Halibur Belun Bo'ot Timor Oan Nain Rua: Francisco Lopes da Cruz no Bispo Carlos Filipe Ximenes Belo.

Kalan nia malirin,
Anin nia is,
Ai han nia morin,
Labarik kiik nia haksolok,
Inan sira nia harohan,

Bandeira Nasional nia nabilan,
Knananuk furak do'ok hosi hau fatin,
Ema nia hadomi malun hakbesik hau-an ba rai TIMOR,
Ohin, loron Liberdadi no Ukun Rasik-an.

Celso Oliveira, loron 30 fulan Agosto tinan 2009




Caro Poeta Celso Oliveira:


Hau nia cumprimentos.


1. Timor oan tomak, namkari iha mundo rai-klaran, sei hanoin hikas loron 30 fulan Agosto tinan 1999. Iha loron nebá, Timor oan sira, ho aten berani habesik-an ba fatin votasaun, atu hili opsaun Indpendência ka Integração. Ema wain (87,5%) hili ona Indpendendicia, eh Ukun Rasik-an. Momento ida nebá, momento ida importante tebes, tan ba ho sira nia voto, sira muda tiha História rai Timor Loro Sa'e nian. Loron hirak tuir 30 de Agosto de 1999, ema barak terus: hare sira nia uma naksobu, em sunu...balu kanek, balu mate, balu halai ba foho, balu halai ba rai seluk. Maibé ikus mai, Rai Timor Loro Sa'e sai duni LIVRE no INDEPENDENTE. Buat nee hotu akontese tan ba Timor oan sira fiar ba sira kbiit rasik, fiar ba Naseosn Unidas, fiar Na'i Maromak, no ba Nai Feto Virgm Maria.

2. Buat nebé Timor oan sira hein, mak "benefícios" de Desenvolvimento tem que to'o ba Timor oan tomak: "sa'ude", "educação", "justiça", transportes" e buat sira hanesan: uma, ha-han, hatais, bee, ai-moruk. Habadak lia deit bele dehan, Timor oan sira precisa liu "justiça social". Tinan sanulu ona hanesan Rai ida que independente, Timor Leste labele iha ema nebé riku liu, no ema nebe kiak liu. Ita hotu-hotu iha Dignidade. Iha Tmor Loro Sa'e, labele iha Minoria nebé sai "Liurai Boot" no Maioria nebe sai ATAN ka DEPEDENTE iha nivel social, político, cultural e económico, tan ba, ho Referendo, Povo Tomak Independente ona!!!


3. Ita comemora Tinan 10 Referendo iha Timor Leste, hodi agradece ba Nai Maromak tan ba grasa Indpendencia no Liberdade. Maibé ita tomak sei serbisu nafatin atu harii Dame, Jutisa no Progressu ba Povo Tomak.

Viva Timor-Leste!


Amo Bispo Carlos Filipe Ximenes Belo



Belun Celso Oliveira,
Hau la iha biban atu hakerek kona ba tinan sanulu halo liu tiha consulta popular Timor Leste nian, maibe hau hakarak tatoli netik lia fuan oan ruma ba maun alin Timoroan sira, BAINHIRA COMEMORA 10º ANIVERSÁRIO CONSULTA POPULAR TIMOR LESTE NIAN:

MAUNALIN TIMOROAN SIRA, IHA RAI TIMOR LESTE LARAN, EH NAMKARI LEMO-LEMO IHA MUNDO RAI KLARAN!

MAI ITA HO MALU, BAKU MATAN BA KOTUK, HARÉ TO’OK BA, BUAT SIRA NEBE MAI TERIK ITA MORIS HORI-ULUK, HALO ITA HARÉ MALU MATAN LA MÓS, HALO ITA NIA RAIN LA’O LA LOS!

MAI ITA HAMUTUK ONA KAIR KNAR BADINAS, BA LORON OHIN, WAIN OHIN, BIAR SEI SUSAR, SEI MATAK, SEI KBAR, ATU HADIA DAUDAUN BA, HATOK DAUDAUN BA, LORON OHIN TIMOR LESTE NIAN, LORON ABANBAINRUA DIAK LIU TAN!

TIMOR LESTE NIA KBIT HO BERAN TO'O RESIN ATU BO'AS HANESSAN NASSAUN BOOT IDA, TUBA RAI METIN IHA RAI SELUSELUK SIRA KLARAN, HOLIAN NAKLIKI BA MUNDO TOMAK:

AMI TIMOROAN! AMI MAK NEE!
AMI NIA POVO! AMI NIA RAIN!
AMI UKUN ONA, UKUN RASIK AN
IHA TIMOR LESTE NIA LARAN!

Obrigado.
Um abraço.
Francisco Cruz





Timor Leste: Celebrando a Solidariedade Global pela Liberdade


2009-08-28 @ 19:07 EDT · Publicado originalmente por Janet Gunter

Traduzido por Paula Góes · Veja o post original


Países:
East Timor, Indonesia, Portugal, Spain, Australia
Tópicos:
Liberdade de Expressão, História, Direitos Humanos, Humanitário, Protesto, Guerra & Conflito, Relações Internacionais
Línguas:
Portuguese, English

Dez anos após o referendo, vozes no mundo todo estão mais uma vez falando por aí [en] sobre Timor Leste, mas dessa vez para celebrar o grande apoio internacional que naquela época culminou no reconhecimento da autodeterminação do país:

On 30 August, 1999, hundreds of thousands of Timorese voters braved an Indonesian-directed terror campaign to cast ballots for independence in a U.N.-organized referendum. This event, which ended Indonesia’s 24-year illegal, brutal military occupation, led to the creation of the Democratic Republic of Timor-Leste as the first new nation of the millennium. The vote was the culmination of decades of struggle by Timorese people, supported by solidarity activists around the world.

Em 30 de agosto de 1999, centenas de milhares de eleitores timorenses enfrentaram uma campanha terrorista dirigida pela Indonésia para votar pela independência em um referendo organizado pela Organização das Nações Unidas. Este evento, que encerrou 24 anos de uma ocupação militar ilegal e violenta por parte da Indonésia, levou à criação da República Democrática de Timor-Leste, a primeira nova nação do milênio. A votação foi a culminação de décadas de luta do povo timorense, apoiadas por ativistas em solidariedade em todo o mundo.

O lançamento do vídeo do jornalista Max Stahl relatando o ultrajante Massacre de Santa Cruz [en] em 1991 aumentou a conscientização global sobre os crimes ocorridos em Timor Leste durante a época da ocupação pela indonésia.

Em 1996, José Ramos-Horta e o Bispo Ximenes Belo foram agraciados com o Prêmio Nobel da Paz, e somente três anos depois o presidente indonésio Habibie permitiu que o povo de Timor Leste escolhesse entre autonomia dentro da Indonésia e independência. E o mundo se juntou a Timor Leste.

"Die-in" protest in the US. Credit: www.etan.orgProtesto nos EUA. Crédito: www.etan.org

Movimentos de solidariedade capazes de pressionar os seus governos e protestar contra os abusos da Indonésia surgiram na Austrália, Nova Zelândia, Japão, Portugal, França, Holanda, Irlanda, Alemanha, Reino Unido, Canadá e nos Estados Unidos durante a década de 90. Mesmo dentro da Indonésia, Timor Leste contava com amigos trabalhando para por um fim aos abusos e promover a autodeterminação [en].

No verão de 1999, às vésperas do Referendo, a IEFT - International Federation for East Timor [Federação Internacional pelo Timor Leste, en] montou o Projeto Observatório, com uma equipe internacional de membros de pelo menos 22 países indo ao Timor Leste para acompanhar a votação. As medidas de segurança nos meses que precederam o referendo eram instáveis, uma vez que o acordo mediado pela ONU para a votação deixava segurança a cargo da polícia da Indonésia.

Pôster da ONU diz: Pôster da ONU diz: “Não iremos embora”. Crédito: Australia Timor-Leste Friendship Network

Os monitores da IFET bravamente se deslocaram por todo o território, segundo explica um relatório do projeto de 22 de agosto de 1999 [en]:

We have rented houses and deployed teams in every area of East Timor. Upon arriving in a town, an IFET-OP team first makes contact with the police and local authorities, and then with various community leaders and advocates on both sides of the campaign. They settle into a house which an IFET-OP advance team has arranged, and begin observing and inquiring about events and perceptions related to the campaign and other aspects of the consultation. Each team reports in nightly by phone and files a written weekly report. Although nobody on any of our teams has been injured, several have witnessed violent or intimidating incidents, and have reported such events to the appropriate authorities, UNAMET, and IFET-OP headquarters in Dili.

Alugamos casas e posicionamos equipes em todos os cantos do Timor Leste. Ao chegar em uma cidade, uma equipe da IFET-OP faz o primeiro contato com a polícia e autoridades locais, e depois com vários líderes comunitários e defensores de ambos os lados da campanha. Eles assentam-se em uma casa arranjada por uma equipe preparatória da IFET-OP, e começam a observar e a indagar sobre eventos e percepções relacionados com a campanha e outros aspectos do processo de consulta. Cada equipe provê relatórios todas as noites por telefone e envia um relatório escrito semanalmente. Embora ninguém em nenhuma de nossas equipes tenha se ferido, vários testemunharam casos de violência ou intimidação, e relataram tais eventos para as autoridades competentes, UNAMET, e a sede em Díli da IFET-OP.

Os observadores do IFET relataram a violência que tomou conta do Timor Leste após a votação, o que resultou no apoio esmagador à independência da Indonésia. O Projeto Observatório do IFET informou em 3 de setembro [en]:

The observers, members of the International Federation for East Timor Observer Project (IFET-OP), traveled to the Becora neighborhood of Dili to investigate reports of militia burning houses in the area yesterday. When they arrived, they found a house newly ablaze, and with both firefighters and journalists at the scene, the IFET-OP team went to investigate. Ten minutes after the observers arrived, the Indonesian military-backed militia showed up at the house.

The Aitarak (Thorn) militia struck one U.S. IFET-OP member in the face. Another team member, a woman from Finland, was hit in the back by a militia holding a gun. Yet another Finnish team member was threatened at gunpoint. The militia members also punched the IFET-OP driver and smashed a window on his car.

Os observadores, membros do Projeto Observatório da International Federation for East Timor (IFET-OP), viajaram para o bairro de Becora, Díli, para investigar os relatos de incêndios de casas promovidos ontem pela milícia da área. Quando chegaram, eles encontraram uma casa recém-incendiada, e com ambos bombeiros e jornalistas no local, a equipe do IFET-OP passou a investigar. Dez minutos após a chegada dos observadores, a milícia apoiada pelos militares indonésios apareceu na casa.

A milícia Aitarak (Espinho) agrediu um americano membro da IFET-OP do rosto. Uma filandesa, também parte da equipe, foi atingida na traseira por um membro armado da milícia. Outro membro da equipe finlandesa foi ameaçado com uma arma também. Os milicianos ainda esmurraram o motorista da IFET-OP e quebraram uma janela do seu carro.

Com a violência da milícia começando de novo quase que imediatamente após a votação, grupos de solidariedade em todo o mundo começaram a exigir dos seus governos uma atenção para o agravamento da situação no Timor Leste. O video a seguir, de Jose Budha, retrata a forma como Portugal se levantou e parou no mesmo período:

Após os resultados no dia 4 de setembro, numerosas atrocidades, mortes e devastações aconteceram, como TAPOL relatou [en] em 1999:

After the referendum results were announced on 4 September, the militias and their Kopassus bosses unleashed a scorched-earth policy of gigantic proportions. Para-military forces joined the fray, along with six TNI battalions, including two notorious local battalions, 744 and 745. Altogether about 15,000 men were involved. Without such a large contingent of men, it could never have taken hold so rapidly.

Although [Operation] Sapu Jagad-II sought to create the impression that this was a spontaneous outpouring of anger by pro-Indonesia forces, there is overwhelming evidence that the destruction was a well-prepared military operation. In many places, villagers were forced to destroy and burn their own neighbourhoods, even their own houses. The aim was to destroy as much as possible and punish the pillars of the pro-independence movement. The Catholic Church, which had given sanctuary to fleeing East Timorese throughout the occupation, was one of the main targets.

Após o anúncio dos resultados do referendo no dia 4 de setembro, as milícias e os seus chefes Kopassus [palavra indonésia que significa comando da força especial] desencadeou uma política de queimadas de proporções gigantescas. Paramilitares entraram na briga, junto com seis batalhões da TNI, incluindo dois batalhões locais notórios, o 744 e o 745. Ao todo, cerca de 15.000 homens foram envolvidos. Sem esse contingente grande de homens, jamais poderia ter tomado conta tão rapidamente.

Embora a [operação] Sapu Jagad-II tenha procurado dar a impressão de que essa foi uma manifestação espontânea de raiva das forças pró-Indonésia, há provas contundentes de que a destruição foi uma operação militar bem-preparada. Em muitos lugares, os moradores foram obrigados a destruir e a queimar seus próprios bairros, até mesmo suas próprias casas. O objetivo era destruir o máximo possível e punir os pilares do movimento pró-independência. A Igreja Católica, que havia dado refúgio a fugitivos de Timor Leste durante a ocupação, foi um dos principais alvos.

Photo from "Genocide Watch: East Timor 1975-1999", researched and written by Adam Jones. Shared under a license for non-profit use.Foto do “Observatório do Genocídio: Timor Leste1975-1999″, pesquisado e escrito por Adam Jones. Compartilhado sob uma licença para uso não comercial.

Todos os voluntários do IFET-OP foram forçados a deixar Díli antes de 7 de setembro de 1999 sob condições extremamente angustiantes:

Today, September 7, the last of our observers was forced to leave East Timor. Over the past two days, the Royal Australian Air Force evacuated 60 of our nonpartisan volunteers to Darwin from Dili and Baucau.

We left East Timor for safety, but with tremendous sadness. The East Timorese people have no Australia to run to, no place to hide from militia terror. Last night, Australia and Indonesian military officers prevented one of our East Timorese staff members from boarding the plane with us — and he faces an unspeakable horror shared by hundreds of thousands of his fellow East Timorese.

Most international observers and media fled East Timor before IFET-OP had to leave, and we were the last international NGO to leave. UNAMET has withdrawn from the entire country except Dili, where their communications and electricity has been cut off, and they are surrounded by militias who shoot into their compound virtually without interruption.

Hoje, 7 de setembro, o último dos nossos observadores foi forçado a deixar Timor Leste. Nos últimos dois dias, a Força Aérea Australiana evacuou 60 dos nossos voluntários apartidários para Darwin a partir de Díli e Baucau.

Saímos de Timor Leste por causa da segurança, mas com uma tristeza enorme. O povo timorense não têm Austrália nenhuma para correr, nenhum lugar para se esconder do terror da milícia. Ontem à noite, militares da Austrália e da Indonésia impediram um dos membros timorenses da nossa equipe de embarcar no avião com a gente - e ele enfrenta um horror indescritível compartilhado por centenas de milhares de conterrâneos.

A maioria dos observadores internacionais e meios de comunicação fugiram do Timor Leste antes da IFET-OP ter que sair, e fomos a última ONG internacional a deixar o país. A UNAMET havia se retirado de todo o país, com excepção de Díli, onde a comunicação e eletricidade foram cortadas, e eles estão cercados por milícias que atiram em seus recintos praticamente sem parar.

A já mencionada “pressão internacional” se tornou ainda maior e mais real a medida que os cidadãos não desistiam. Algumas fotos dos laços de solidariedade em Portugal podem ser vistas no site Tane Timor. Maremargo publica imagens da Espanha. Antonio José, do blog Uma Lulik, ilustrou e descreveu emocionado o que estava acontecendo em Lisboa, em solidariedade nunca antes vista nos dias 7 e 8 [pt] de setembro de 1999:

As sirenes dos bombeiros ouviram-se ininterruptas nesses 3 minutos… parámos por Timor-Leste como nunca parámos por mais nada… TODOS (…)
Durante toda a tarde do cimo daquele prédio foram lançados constantemente papeis e papelinhos, rolos de papel higiénico, tudo o que vinha à mão era material para protesto. No final da tarde percebe-se que esse stock acabou pois eram as páginas amarelas que fluíam nessa altura… aquele ventinho sempre a ajudar e a depositar os protestos em plena embaixada dos EUA, nas árvores, no seu jardim e envolventes. No topo do prédio viam-se gente de gravata e camisa, a causa era a mesma…

"Civil non-obedience for Timor Loro Sa'e" in front of UN Headquarters in Lisbon, Portugal, September 1999. Photo by Flickr user nopasaran, used with permission.“Não-obediência civil para Timor Loro Sa'e” na frente da sede da ONU em Lisboa, Portugal, Setembro de 1999. Foto do usuário do Flickr nopasaran, usada com permissão.

Enquanto o East Timor Action Network (ETAN) colocava as pessoas nas ruas em setembro de 1999, a rede foi também capaz de contar com os telefonemas e cartas de mais de dez mil americanos

ETAN grew during 1999, enlarging our membership from 8,500 to 11,700. […] Using our experience and national activist network developed through eight years of dedication to a cause many called hopeless, ETAN mobilized public and official pressure. […] In September, ETAN’s web site was visited by more than 40,000 people a week. […] During September, our most active staff and volunteers were featured or quoted in countless mainstream media articles and programs, reaching tens of millions. ETAN activists authored op-eds in major U.S. newspaper, wrote letters to the editor, and appeared on local and national radio and TV shows.

A ETAN cresceu em 1999, ampliando de 8.500 para 11.700 participantes. […] Usando a nossa experiência e a rede nacional de ativistas desenvolvida durante oito anos de dedicação a uma causa que muitos chamavam de infrutífera, a ETAN mobilizou a pressão da opinião pública e oficial. […] Em setembro, o site da ETAN foi visitado por mais de 40.000 pessoas por semana. […] Em setembro, os nossos funcionários mais ativos e voluntários foram destacados ou citados em inúmeros artigos e programas na grande imprensa, atingindo dezenas de milhões. Os ativistas da ETAN assinaram editoriais nos maiores jornais americanos, escreveram cartas ao editor e apareceram nas rádios locais e nacionais e em programas de TV.
Do outro lado do mundo, o momento decisivo para a intervenção internacional aconteceu na véspera da Cúpula da APEC na Nova Zelândia, quando Bill Clinton se reuniu com líderes do Pacífico em privado. Apenas alguns dias antes, ele havia anunciado a suspensão de treinamento militar entre os Estados Unidos e a Indonésia. Segundo o blogueiro Nigel Morley, Writing for the Future (Escrevendo para o Futuro, en):

To some readers this may seem fanciful but when Timorese Nobel Peace Prize winner José Ramos-Horta met United States (U.S.) President Bill Clinton at the APEC meeting in New Zealand in 1999, Clinton remarked that Ramos-Horta had more influence with Congress than he did (Zubrycki: 2002).

Para alguns leitores isso pode parecer fantasioso, mas quando o Prêmio Nobel da Paz timorense José Ramos-Horta encontrou o presidente dos Estados Unidos (EUA) Bill Clinton na reunião da APEC na Nova Zelândia em 1999, Clinton afirmou que Ramos-Horta tinha mais influência no Congresso do que ele próprio (Zubrycki: 2002).

A Nova Zelândia foi em massa dar as boas-vindas a Clinton, Ramos Horta e ao Primeiro Ministro australiano Howard. Os australianos também “Foram as Ruas por Timor Leste” [en].

From Sidney, Australia, "Mother & Child" photo by Flickr user Potsy, used with permissionDe Sidney, Austrália, “Mãe e Filho” foto do usuário do Flickr Potsy, usada com permissão

Banners saying “Stop The Slaughter” and “Wiranto - Murder.” Chants of “Free East Timor” and “Viva Timor Leste” (long live East Timor) came from the crowd after it heard from East Timorese resistance leader Mr Jose “Xanana” Gusmão during a live telephone hook-up from Jakarta.

“We need you, brothers and sisters of Australia, we need your voice,” Xanana Gusmao in Jakarta said by telephone, “I think it is important to send a message to the Indonesian Government that the Australian community and Australian workers will do everything they can to stop the killings. Viva East Timor,” he said. “Viva,” the crowd yelled back.

Cartazes dizendo “Chega de Massacre” e “Wiranto [general das forças Armadas da Indonésia] - Assassino”. Cantos de “Liberdade para Timor Leste” e “Viva Timor-Leste” vieram da multidão depois que se ouviu o líder da resistência timorense Sr. José “Xanana” Gusmão, durante uma ligação de telefone ao vivo de Jacarta.

“Nós precisamos de vocês, irmãos e irmãs da Austrália, precisamos da sua voz”, Xanana Gusmão, em Jacarta, disse por telefone: “Eu acho que é importante enviar uma mensagem ao governo indonésio de que a comunidade da Austrália e os trabalhadores australianos vão fazer tudo o que podem para parar a matança. Viva Timor Leste”, disse ele. “Viva”, a multidão gritou de volta.

Students from Kingsgrove High School pledge their support for a free Timor in 1999. Photo by Flickr user sHzaam!, used with permission
Alunos da Escola Secundária Kingsgrove prometem seu apoio a um Timor Leste livre, em 1999. Foto do usuário do Flickr sHzaam!, usada com permissão

Durante os tortuosos dias de setembro de 1999, os líderes do mundo se moveram lentamente para intervir em Timor Leste, quando ficou claro que o exército indonésio e os seus comparsas estavam destruindo completamente o território, e desencadeando uma crise humanitária de enormes proporções. Mas os protestos decisivos e grupos de defesa formados por cidadãos preocupados em todo o mundo envergonharam os Estados Unidos, a Austrália e a Indonésia até que essa página fosse virada na história de Timor Leste.

Uma década depois, é hora de celebrar essa união internacional. Vários eventos estão marcados para acontecer em Díli, como uma exibição fotográfica na Fundação Oriente (que foi por sua vez o lugar onde ocorreu um massacre em 1999) descrevendo os movimentos de solidariedade no decorrer dos anos.

Publicado originalmente por Janet Gunter

Fonte: http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/28/timor-leste-celebrando-a-solidariedade-global-pela-liberdade/

Referendum-10 Anos: SE EU SOUBESSE QUE "ERA" ASSIM O NOSSO DESTINO, EU NÃO LUTAVA

Encontrei este poema no site: http://www.geocities.com/joseramelau/diasporatimorense.
Acrescentei mais algumas palavras.

O TEMPO PARA REPENSAR

SE EU SOUBESSE QUE "ERA" ASSIM O NOSSO DESTINO, EU NÃO LUTAVA

Eu que andei na luta, que perdi a minha infância, a juventude, a minha formação e o futuro.
Eu que assisti à guerra, aos sofrimentos, às dores, às tristezas e às lágrimas.
Eu que vi a morte dos meus pais e a violações das minhas irmãs.
Eu que chorei pelo meu pai morrendo, pela minha mãe violada, pelo meu filho perseguido, pelo meu irmão desaparecido, pelo meu íntimo amigo esfaqueado,
pelo meu tio que chorou por causa da minha tia que foi violada e pelos meus
bens que foram saqueados.
Eu que percorri montanhas de Timor Lorosa'e, "sae foho, tun foho", com arma M-16 na mão, sem bebida nem comida e deixei a mulher e os filhos nas perseguições e ameaças, deixei o meu estudo e trabalho, deixei todo o meu ser: jovem, filho (a) e pai e mãe.
E, eu que andei por todo o lado do mundo, deixei o meu emprego e o meu futuro, abandonei os meus filhos e a minha mulher.

Se eu soubesse que tu ias chamar-me mestiço, árabe e indiano, eu não lutava.
Se eu soubesse que tu ias praticar a corrupção e o nepotismo, eu não lutava.
Se eu soubesse que tu ias chamar-me "sarjana super mi", eu não lutava.
Se eu soubesse que tu ias chamar-me "fuk foer, fuk naruk, fuk la fase", eu não lutava. Se eu soubesse que tu ias chamar-me "caixote em vez de caixa", eu não lutava. Se eu soubesse que tu ias chamar-me comunista, cobarde, oportunista e traidor, eu não lutava.
Se eu soubesse que tu ias esconder a verdade, eu não lutava.
Se eu soubesse que "era" assim o nosso destino, eu não lutava.

Se tu estivesses no meu lugar, já tinhas morrido.
Se tu estivesses no meu lugar, já te tinhas rendido.
Se tu estivesses no meu lugar, preferias viver sossegado em vez de seres vítima, em nome da liberdade e da independência.

"Era", ninguém me questionou acerca da minha raça, convicção, religião, estudo, trabalho, ideologia, partido, relação e família.

Eu lutei para que gente desta terra possa dizer «sou…sou…independente», e
ter harmonia, tranquilidade, liberdade, paz e justiça.
Eu não lutei para a injustiça e a incerteza do meu futuro.

Afinal, quem é que ganha com tudo isso?
Afinal, para que lutámos ? Para que sofremos ?

Se continuarmos assim, não seremos livres e independentes.
Se continuarmos assim, a Indonésia rir-se-á.
Se continuarmos assim, seremos todos "hipócritas".

Agora, é tempo de repensar…
BASTA !!!
A guerra civil entre nós.
As confrontações entre nós.
As manipulações e explorações entre nós.

Agora, a liberdade já é nossa, e
As cinzas também são nossas.

Celso Oliveira,
poeta timorense

(nota: Poema publicado no Diário de Notícias em Fevereiro de 2003)

Referendo/10 anos: Xanana Gusmão apela ao fim dos ciclos de violência

por: Henrique Botequilha e Miguel Souto, da Agência Lusa

Os sacrifícios de 24 anos de luta dos timorenses foram em vão se continuarem os ciclos de violência no país, avisou, em entrevista à Agência Lusa, em Díli, o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão.

A poucos dias da celebração dos dez anos da consulta popular de 30 de Agosto de 1999, que conduziu Timor-Leste à independência, o chefe de Governo e ex-líder histórico da resistência, lembrou que, desde então, o país tem sofrido "ciclos viciosos de violência", que, "por destino ou coincidência", aconteceram de dois em dois anos.

O lado mais positivo dos últimos dez anos, segundo Xanana Gusmão, foi "a construção do próprio Estado", depois da violência de 1999, quando, em resultado da escolha da população pela independência, milícias integracionistas, enquadradas pelo exército indonésio, destruíram o país e deportaram 250 mil pessoas, deixando mais de 1200 mortos.

Xanana Gusmão afirma que, quando regressou a Díli, após sete anos na cadeia, "estava tudo parado, não havia nada a funcionar".

Depois desse "parto difícil", as instituições do Estado começaram a ter lugar jurídico para se desenvolver", recordou Xanana Gusmão,

Por outro lado, a parte negativa da evolução do país "foram os ciclos de violência que deixaram o povo a sofrer mais".

A população, assinalou o primeiro-ministro, estava feliz por ter terminado a guerra e ganho a independência, "mas não tinha o mínimo de sossego por falta de harmonia e de tolerância política", num clima que "que não podia trazer outra coisa que não fosse a frustração".

O último desses ciclos teve o seu auge no dia 11 de Fevereiro de 2008, quando o Presidente da República, Ramos-Horta, foi gravemente ferido na sua residência em Díli, num ataque atribuído ao major rebelde Alfredo Reinado, que morreu no local.

O carro do primeiro-ministro foi atacado na mesma manhã e, um ano e meio depois, Xanana Gusmão, prefere não dizer quem pensa que atentou contra ele.

"Não sou juiz de ninguém, nem pretendo, cabe ao tribunal indicar as provas e os dados que têm", respondeu,

O chefe de Governo, tal como Ramos-Horta, situa os ataques de 11 de Fevereiro como o início de uma reflexão global para acabar de uma vez por todas com os conflitos em Timor-Leste.

"Nós timorenses (ou os que pensam como eu), temos de reconhecer que somos ainda uma sociedade que necessita de mais maturidade política", sustentou.

"Como vimos de um conflito muito prolongado", prosseguiu, "precisamos de mais tempo do que os outros povos".

Por isso, desde o dia 11 de Fevereiro, a liderança timorense "tem vindo a imprimir uma política de forma a que todas as pessoas compreendam que os sacrifícios de 24 anos foram em vão se continuarmos este ciclo de violência, de desarmonia, de desunião, de desentendimento".

Friday, 28 August 2009

Historia Joana Alves no Deklarasaun hosi Bispo Belo, Mario Carasacalao, Lopes da Cruz, Ruak, Ramos Horta no Xanana iha selebrasaun Referendum 2009

Tinan sanulu liu ba, iha loron 30 fulan Agosto tinan 1999, Timor oan hotu-hotu ho aten brani ba iha fatin votu nian hodi hili Timor nia destinu.
Mos, tinan sanulu liu ba, laiha ema ida maka hanoin katak iha loron ida (besik atu selebra tinan 10 Referendum) sei mosu iha Renetil nia blog, historia real konaba labarik feto oan ida naran Joana Alves.
Joana Alves nia historia hanesan rihun ba rihun historia triste no real nebe ema Timor (liu-liu ema kiak sira) hetan no sei hetan nafatin iha sira nia moris loron-loron.
Historia oan ne'e bele fanun ita hotu hosi ita nia vaidade, arogansia, teimosia no dukur?

Bispo Carlos Filipe Ximenes Belo, iha selebrasaun tinan 10 Referendum hateten iha blog ida ne'e katak: "Iha Timor Loro Sa'e, labele iha Minoria nebé sai "Liurai Boot" no Maioria nebe sai ATAN ka DEPEDENTE iha nivel social, político, cultural e económico, tan ba, ho Referendo, Povo Tomak Independente ona!!!"

Bispo Belo hateten liu tan katak:
"Buat nebé Timor oan sira hein, mak "benefícios" de Desevovimento tem que to'o ba Timor oan tomak: "sa'ude", "educação", "justiça", transportes" e buat sira hanesan: uma, ha-han, hatais, bee, ai-moruk. habadak lia deit bele dehan, Timor oan sira precisa liu "justiça social". Tinan sanulu ona hanesan Rai ida que independente, Timor Leste labele iha ema nebé riku liu, no ema nebe kiak liu. Ita hotu-hotu iha Dignidade".

Iha fatin seluk, vise PM Mario Viegas Carascalao hateten ba Lusa katak: "Tinan rua liu ba governu AMP tenki gasta osan barak hodi bele sosa paz tamba governu tenki resolve problema deslokadus no petisionariu nian, maibe tinan 2009 hanesan tinan transisaun hodi kria filafali estabilidadi nebe bele atrai investidores internasionais".

"Segundo o vice-primeiro-ministro, os dois últimos anos foram gastos na resolução dos problemas da crise e 2009 é o ano "da transição", adiantando que as novas condições de estabilidade estão a atrair grandes investidores, interessados em projectos turísticos, com intenções já manifestadas para Taci Tolo, nos arredores de Díli, e Baucau". (Lusa)

Iha fali fatin seluk, Francisco Lopes da Cruz, Timor oan hanesan embaixador Indonesia hela iha Jakarta, defende Unidadi Nasional hanesan baze forti hodi defende Soberania Timor Leste.

"duranti funu ema Timor hatudu Unidadi Nasional hodi hetan Independensia, agora kontinua Unidadi Nasional ba Soberania".

"Os timore
nses certamente querem ver um Timor-Leste no gozo da sua plena soberania política, como louros da sua luta para a independência. Como se pode conseguir isto? A resposta é a mesma. Durante a luta: Unidade Nacional para a Independência! Agora, frente aos desafios depois da independência adquirida: Unidade Nacional para a Soberania", (Lusa)

Taur Matan Ruak, Komandanti F-FDTL hateten ba Lusa katak "la presija ona forsas estranjeiras iha Timor Leste. Se sira hakarak sai bele sai".

"Em qualquer altura que queiram sair, que saiam. Já deviam ter saído, mas pode ser mais tarde, não há problema". (Lusa)




Iha altura seluk PR Ramos Horta hateten ba Lusa katak "Hau hakarak fo amnestia ba ema hotu nebe komete krimi kontra umanidadi desde tinan 1975 to'o 1999".

"Em seu tempo, fará Justiça e acabará com a impunidade". "A maior dádiva de Deus ao meu país são a liberdade e a independência. Por essa dádiva, estou disposto a perdoar."
(Lusa)

Iha fatin seluk PM Xanana Gusmao defende iha Lusa "Perdaun ba autores krimi kontra umanidadi iha 1999. Ita hotu mesak santo no pecador".

“Abraçamos os valores universais da Justiça mas há uma certa dificuldade de se perceber que cada terra, cada povo, tem as suas próprias formas ou modelos de resolver os seus problemas e conflitos”. “Somos santos e somos pecadores.” (Lusa)



Konkluzaun:
Lisaun saida maka ita bele foti hosi historia Joana Alves ho deklarasaun hosi relijiozu, politiku no militar Timor oan iha selebrasaun tinan 10 Referendum 2009? Infelizmente hau laiha resposta.

Simplesmente hau kontinua hakerek deit nune: tinan sanulu liu ba, ita hotu-hotu sei moris iha funu nia laran. Tinan sanulu liu ba, ita hotu-hotu sei moris iha fantasia, iluzaun no imajinasaun. Tinan sanulu liu ba, ita dehan "se Timor la ukun rasik-an diak liu ita mate hotu tiha".

Ohin loron ita moris iha liberdadi nia laran. Hau lahatene se historia oan ne'e akontese iha tempu aktual ka akontese iha tempu Indonesia nia ukun iha Timor Leste.
Se historia oan ne'e akontese duranti Indonesia nia ukun iha Timor Leste, entaun presija ita nia komitmentu atu hadia buat nebe la diak. Maibe, se historia ne'e akontese iha tempu atual, entaun presija kritika no refleksaun hosi Timor oan hotu. Tamba, historia Joana Alves labele tan atu mosu iha momentu kuandu ema hotu-hotu koalia no goja "petroliu no gas" iha Timor Leste.

Ohin loron ita moris iha mundu real. Laiha tan ona fantazia, iluzaun no imajinasaun. Ohin loron,
atu hadia ema Timor nia moris, presija Unidadi Nasional no Justisa Sosial.

Ba ema Timor oan hotu iha mundu tomak nebe komemora tinan 10 loron Referendum hau hakarak hato'o hau nia "laran ksolok".

Atu le'e Joana Alves nia historia ho lian Tetum bele hare'e iha: http://renetil.blogspot.com
ou ho lian Portuguez bele hare'e iha: http://umalulik.blogspot.com

Celso Oliveira, poeta Timor oan.

Thursday, 27 August 2009

AMNESTY INTERNATIONAL: Timor-Leste: No justice ten years after independence vote

PRESS RELEASE

Embargoed 2300 GMT 26 August 2009


The UN Security Council should establish an International Criminal tribunal with jurisdiction over all grave human rights violations surrounding Timor-Leste’s 1999 independence referendum and in the previous 24 years of Indonesian occupation, said Amnesty International in a report published today to mark the 10th anniversary of the independence vote.

A decade after Timor-Leste voted for independence, a culture of impunity continues to haunt the country’s people.

Based on a mission to Timor-Leste in June, Amnesty International’s report ‘We Cry for Justice, Impunity persists 10 years on in Timor–Leste’, outlines how most perpetrators of crimes committed between 1975 and 1999, including those in command at the time, have yet to be prosecuted before a credible, independent and impartial tribunal, either in Indonesia or Timor-Leste.

“Despite national and internationally sponsored justice initiatives, the people of Timor-Leste continue to be denied justice and reparations. In 1999 the Indonesian military and their anti-independence militias killed more than a thousand Timorese in front of the world but there has not been proper accountability for these atrocities,” said Donna Guest, Amnesty International’s Asia-Pacific deputy director.

“Disappointed Timorese victims provided testimonies time and time again to various mechanisms, but they have still not seen significant signs of accountability.” said Donna Guest.

While a number of low-level perpetrators have been convicted, most of those suspected of crimes against humanity are still at large in Indonesia.

The Timorese and Indonesian governments have chosen to avoid justice for the victims of the grave human rights violations in Timor-Leste by pursuing initiatives such as the joint Indonesia – Timor-Leste Truth and Friendship Commission in 2005, which does not provide for prosecutions of perpetrators.

“The path pursued by these two governments has weakened the rule of law in both countries,” said Donna Guest. “The victims need a clear commitment by the Indonesian and Timor-Leste governments and the United Nations to investigate all allegations and bring to justice those responsible for the grave human rights violations committed between 1975 and 1999.”

The UN Security Council, which had previously been a vocal proponent of justice for victims of the 1999 violence, has failed in recent years to follow up on its commitments to the Timorese people. Amnesty International urges the UN Security Council to put in place a long-term comprehensive plan to end impunity for these crimes, including establishing an international criminal tribunal with jurisdiction over all crimes committed in Timor-Leste under Indonesian occupation, between 1975 and 1999.


Background

On 30 August 1999, the Timorese people voted overwhelmingly in favour of independence. At least 1,200 people died in the lead-up to the polls and its aftermath, which were marred by crimes against humanity, and other serious human rights violations at the hands of pro-Indonesian militias backed by the Indonesian military. They included unlawful killings, enforced disappearances, sexual violence, arbitrary arrests, threats and intimidation of Timorese people. These abuses have been well documented by human rights organizations and expert bodies, in particular the 2,800 page ‘Chega!’ report by the Commission for Reception, Truth and Reconciliation (CAVR).

Among the justice initiatives put in place since 1999 are the ad hoc Human Rights Court established by Indonesia and the UN Special Panels in Timor- Leste. All 18 defendants originally tried for crimes committed in Timor-Leste during 1999 by the ad hoc Human Rights Court have been acquitted in proceedings criticized as being fundamentally flawed. In Timor-Leste only one person convicted by the UN Special Panels is still serving a prison sentence.

Ends

Wednesday, 26 August 2009

Karta Hosi Bispo Carlos F. X. Belo ba SG ONU Javier Perez de Cueller Hodi Husu REFERENDUM ba Timor

Loron hat tan ita Timor oan sei selebra tinan 10 loron Referendum iha ita nia rai doben Timor.

Amo Bispo Belo haruka mai hau i hau aproveita publika karta nebe Amo Bispo Carlos Filipe Ximenes Belo hakerek ba Sekretariu Jeral ONU, DR. Javier Perez de Cuellar, iha loron 6 fulan Fevereiru tinan 1986 hodi husu Nasoens Unidas atu organiza REFERENDUM ida iha Timor.


Dili, 6 de Fevereiro de 1989

Ex.mo Senhor DR. Javier Perez de Cuellar
Dig. mo Secretário-Geral das Nações Unidas
New York

Excelência:

Antes de tudo apresento-lhe os meus sinceros e respeitosos cumprimentos.

Tomo a liberdade de escrever a Sua Excelência o Senhor Secretário-Geral para levar ao seu conhecimento que o processo de descolonização de Timor Português ainda não está resolvido pelas Nações Unidas e convém não deixá-lo no esquecimento.

Para nós o Povo de Timor, pensamos que temos de ser consultados sobre o destino da nossa Terra. Por isso, como responsável da Igreja Católica e como cidadão de Timor, venho pedir ao Senhor Secretário-Geral para iniciar em Timor o processo de descolonização mais normal e democrática que é a realização de um REFERENDUM.

O Povo de TIMOR tem de ser ouvido através de um plebiscito quanto ao seu futuro. Até agora, o povo ainda não foi consultado. São os outros que falam em nome do Povo. É a Indonésia que diz que o povo de Timor já escolheu a Integração. Portugal quer deixar ao tempo a resolução do problema. E nós vamos morrendo como povo e como nação.

Sua Excelência é um defensor dos direitos humanos. Peço-lhe que demonstre por actos o respeito pelo espírito e pela letra da Carta das Nações unidas, que concede a todos os povos deste planeta o direito a decidir o seu próprio destino, livre, consciente e responsavelmente.

Excelência, não há maneira mais democrática de conhecer o supremo desejo do Povo de Timor Oriental do que realizar um Referendum para Timor, Referendum esse organizado pelas Nações Unidas.

Senhor Dr. Perez de Cuellar, agradecendo toda a simpatia e atenção para com o Povo de Timor, termino renovando os meus cumprimentos e formulando votos de alta consideração.

Mto. dedicado no Senhor,
Carlos Filipe Ximenes Belo
Administrador Apostólico de Dili

Plastiku mutin mamuk anin hu.

Plastiku mutin mamuk anin hu.
Iha dader san kuandu hau loke hau nia neon.
Iha dader san kuandu rai manas maibe udan turu.

Buat hotu nanok.
Laiha labarik ida maka halimar.
Laiha manu fuik ida maka lian.
La rona kareta lian.
La senti anin nia forsa.
Maibe, plastiku mutin loke hau neon hosi hau nia nanok.

Plastiku mutin mamuk iha rai maran nia leten,
Fanun duni hau hosi hau nia nanok.
Hodi hau kontinua hakerek hau nia poezia.
Hodi hau expressa nafatin hau nia hanoin.

Udan turu iha rai manas,
Anin hu hamutuk ho udan,
Halo plastiku mamuk la semo dok hosi hau nia fatin.

Hau, tu'ur nafatin iha hau nia fatin hodi hakerek konaba:
Tempu, udan, anin, plastiku mutin.
Udan mos turu nafatin iha tempu rai manas.

Celso Oliveira

Tuesday, 25 August 2009

Expressaun Poetika III

Uluk, kuandu mundu ne'e hahu'u, ami labele koalia maski ami iha lian.
Agora, mundu lao nafatin ba oin, ami mos hakarak koalia tamba ami iha ona lian.

Ami Timor hakarak moris HAKMATEK tamba Timor ida hosi ita hotu nia hakarak maka: MORIS HAKMATEK.

Dok hosi funu labarik sira hamanasa.
Moris ho funu labarik sira tanis.

Celso Oliveira

Hare'e ba pasadu hodi hadia futuru. Iha mundu ne'e labele iha sofrimentu gratuitu.













Imajens sira ne'e maka koalia ba mundu molok no duranti loron bo'ot ba REFERENDUM iha Timor Leste, loron 30 fulan Agostu tinan 1999. Referendum organizadu hosi ONU nebe lori Ukun rasik-an ba Timor Leste. Tinan ida ne'e selebra tinan 10 loron REFERENDUM, loron 30 fulan Agosto tinan 2009.

Fonte imajens hosi: Google Images

Monday, 24 August 2009

“TOUR” DE TIMOR ARRANCA HOJE PARA MAIS DE 300 TREPADORES


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MSO – HB – Lusa – Expresso - 23 Agosto 2009

Díli, 23 Ago (Lusa) - O Presidente Ramos-Horta dá segunda-feira em Díli a largada do "Tour" de Timor-Leste a um pelotão de mais de 300 ciclistas, que terá de enfrentar 450 quilómetros de estradas estreitas e desníveis até dois mil metros de altitude.

Marcada para a manhã de segunda-feira, junto ao novo edifício da Presidência da República, na capital timorense, a primeira etapa do "Tour" ligará Díli a Baucau, numa distância de cerca de 120 quilómetros.

O pelotão de mais de 300 ciclistas profissionais e amadores de ambos os sexos, provenientes de 15 países, terá de cumprir uma prova de 450 quilómetros em cinco etapas, cruzando o maciço central do país em direcção à costa Sul (Betano), e regressará a Díli pelas montanhas de Maubisse, a cerca de dois mil metros de altitude, até ao fim da volta, em Díli no próximo dia 28.
"É um grande pelotão", assinala David Butt, porta-voz da organização do primeiro "Tour" de Timor-Leste, recordando que na mais famosa das voltas, a francesa, correm 180 ciclistas.

Cumprindo uma ideia antiga do Presidente Ramos-Horta, o "Tour" pretende promover as potencialidades turísticas de Timor-Leste e mostrar um povo pacífico e hospitaleiro, num momento em que se assinala o décimo aniversário da consulta popular de 30 de Agosto de 1999, cujo resultado conduziu à independência do país.

A organização da prova depende de 50 voluntários, que terão de zelar por uma corrida inédita em Timor-Leste, um país onde as estradas são estreitas, sinuosas e com desníveis vertiginosos.
Há 75 mil dólares (52,3 mil euros) em prémios nas diversas categorias, 15 mil (10,4 mil euros) dos quais para o camisola amarela na chegada a Díli.

A prova tem como principal patrocinador a Digicel, a maior empresa de telecomunicações da América Central e sem presença em Timor, cujo sector é assegurado exclusivamente pela Timor Telecom, detida pela PT.

Segundo David Butts, Timor-Leste e Malásia apresentam-se no "Tour" com as suas equipas nacionais.


http://www.tourdetimor.com/

Saturday, 22 August 2009

Expressaun poetika II


Iha mundu ne'e labele iha sofrimentu ida maka gratuito (tiada penderitaan cuma-cuma). Kazu Timor Leste, duranti luta ba ukun rasik-an, Timor oan barak maka fo'o an ba mate hodi liberta rai Timor hosi dominiu Indonesia. Objetivu hosi funu ba ukun rasik-an laos deit atu hetan rekonhesimentu internasional, maibe liu-liu iha Timor Leste ema ida-idak bele senti livre, do'ok hosi intimidasaun politika-ekonomika, labele senti tan sofrimentu, labele senti injustisa, moris iha hakmatek nia laran, moris iha igualdadi nia leten, respeitu ema ida-ida nia direitu (akompanya ida-ida nia dever), etc....dan lain-lain. Maibe, se karik iha faze "mengisi kemerdekaan" sei iha nafatin intimidasaun politika-ekonomika, sei iha desigualdadi, la moris iha hakmatek nia laran, kontinua ejisti sofrimentu (liu-liu ema kiik sira), kontinua ejisti injustisa, la respeitu ema seluk nia direitu (liu-liu ema kiik nia direitu), etc...dan lai-lain, entaun hanesan ema Timor ita presija halo refleksaun beibeik hodi nune bele hadia ema Timor nia moris.

Se funu duranti tinan 24 pertense ema Timor nian, entaun ema Timor iha direitu "atu goja sira nia liberdadi no independensia".

Ida ne'e hanesan hau nia refleksaun hodi selebra tinan 10 referendum, 30/08/1999 - 30/08/2009.

Thursday, 20 August 2009

A Reforma do Sector da Segurança

Enfrentando desafios, alcançando o progresso de Timor-Leste

Júlio Tomás Pinto*

A ideia de escrever este artigo surgiu quando li o relatório da equipa de investigação que o Governo constituiu para investigação do “Caso Maliana”, bem como quando li a carta do Representante do Secretário-Geral da ONU em Timor-Leste, Dr. Atul Khare dirigida ao Primeiro-Ministro sobre as violações de direitos humanos pela PNTL e F-FDTL, e ainda quando li o relatório da investigação unilateral realizada pela UNPOL sobre o mesmo. Escrevo este artigo com o propósito de suscitar uma reflexão sobre a abordagem que personalidades, instituições ou países estrangeiros fazem sobre Timor-Leste, no que concerne à reforma do sector da segurança. E faço-o, porque perplexo com a ligeireza de muitas das análises feitas por quem não é timorense, ao trabalho por nós realizado.
Peço às instituições citadas neste artigo que façam a sua própria reflexão, motivo pelo qual o escrevo, ao invés de o verem sob o aspecto negativo. Espero que este artigo tenha como vantagem o aprofundamento da cooperação entre Timor-leste e outros países bem como com a ONU.

O Estado de Timor-Leste, através do Presidente da República, do Presidente do Parlamento Nacional e do Primeiro-Ministro, criou no ano passado uma equipa estritamente timorense denominada Grupo para a Reforma e Desenvolvimento do Sector da Segurança. Pretende-se, com a Reforma do Sector da Segurança, o desenvolvimento e consolidação das instituições existentes, no sentido de as mesmas poderem vir a desenvolver efectivamente o seu trabalho, com legitimidade e responsabilidade, constitutivas da garantia da segurança de todos os cidadãos. Ora, convém salientar que esta reforma, do Sector da Segurança, está directamente ligada à política do Governo para o desenvolvimento do seu Programa. Para se fazer uma transformação através da política é que o GRDSS foi constituído. Consequentemente, a equipa tem a coordenação de dois Secretários de Estado, a saber, o Secretário de Estado da Segurança e o Secretário de Estado da Defesa.
A referida equipa tem vindo a desenvolver um excelente trabalho com o assessor do Presidente da República, Dr. Roques Rodrigues. Os encontros denominados Encontros de Alto Nível para a Reforma do Sector da Segurança onde se discutem questões relativas à Reforma do Sector da Segurança envolvem o Presidente da República, o Presidente do Parlamento Nacional e o Primeiro-Ministro e incluem ainda os dois Secretários de Estado e alguns assessores. A ONU constituiu também uma equipa de apoio a Timor-Leste no âmbito da Reforma do Sector da Segurança, nos termos do acordo de cooperação com o Governo de Timor-Leste, assinado em Junho de 2008. Pese embora a análise positiva de alguns amigos, que entendem que há já um ano que o programa se tem vindo a desenvolver, eu, convictamente, penso que they do not have a Security Sector Reform implementation program. Creio que isso se deve ao facto de que a ONU só toma parte no contexto da “ajuda” em conformidade com o seu mandato, o qual conviria perceber, na análise dualista peacekeeping vs peacebuilding. Com efeito, a equipa da ONU, durante este tempo, realizou um seminário, colocam, unilateralmente, assessores no Ministério da Defesa e da Segurança e tem vindo a sustentar acções de mentoring e retraining na PNTL. Afigura-se que o mandato da ONU seja apenas para trabalhar em conjunto com o Secretário de Estado da Segurança, especialmente com a PNTL. Efectivamente, no sector da Defesa, afigura-se que eles só trabalham connosco para falar sobre a formação em Direitos Humanos, separação entre implementação do papel da Polícia e dos Militares, assessores, Military Liaision officer trainning. E eu próprio já lhes solicitei que fizessem formação das F-FDTL para as Forças de Manutenção da Paz mas, até agora, nenhum plano nos foi apresentado.
Quando o representante da ONU ou de qualquer país se reúne comigo, na qualidade de Secretário de Estado da Defesa, digo-lhes sempre duas coisas: em primeiro lugar, os assessores devem apresentar-me (enquanto Secretário de Estado e Timorense) diversas opções, bem como as implicações negativas e positivas das mesmas e, só depois disso, tomo uma decisão. Portanto, nenhum assessor pode apresentar-me apenas uma opção para me induzir a a segui-la, em virtude de ser a única.
Se é certo que na era da globalização o conceito da soberania dos Estados, nos seus contornos clássicos, se esbateu, pela necessidade de transparência, de cooperação e até do direito de ingerência, onde a soberania timorense se limita à Bandeira e ao Hino Nacional para além de alguns gestos de coragem para tomar decisões próprias sem a pressão de outros Estados, não é menos certo que Timor-Leste é um país pequeno mas é um Estado soberano. Consequentemente, no quadro das nações, a sua posição relativamente a qualquer questão é igual à de outros Estados. Assim devem os outros Estados respeitar Timor-Leste enquanto Nação soberana que é.
Em segundo lugar, refiro sempre que o desenvolvimento do Sector da Defesa deve basear-se na cooperação bilateral. Isso é importante para que Timor-Leste possa definir qual o formato de sistema militar que quer instituir. O qual não passa, certamente, pela dispersão de distintas formações ministradas por muitos países. Se isso acontecer, não sei em que se transformará o sistema militar timorense. É essa a razão pela qual o comando das F-FDTL decidiu que a formação militar básica entretanto ministrada se baseie no sistema português, o qual se rege pelos padrões da NATO, podendo a formação especializada basear-se no sistema de outros países. O objectivo é conferir uma formação uniforme de modo a constituir um sistema militar em Timor-Leste que seja eficaz no futuro. Isso é preferível a que cada país venha implementar o seu sistema nas F-FDTL causando confusão.
Até 2007, em Timor-Leste, não havia Lei de Defesa Nacional, não havia um diploma legal a aprovar a Orgânica da Polícia Militar para referir apenas dois exemplos no âmbito da produção legislativa. Neste domínio, no que se refere ao Sector da Defesa, o Governo não precisa de fazer alarde do que faz nem lhe cabe qualquer dever de informação à ONU. Todavia, não deixe de se apresentar para já um balanço das reformas feitas:
Num primeiro plano, ao nível legislativo, salienta-se, o Decreto-Lei que aprova a Orgânica do Ministério da Defesa e da Segurança, a Proposta de Lei de Segurança Nacional que regula a cooperação entre a PNTL, as F-FDTL e a Protecção Civil, a revisão da Lei do Serviço Militar, e o Decreto-Lei da sua regulamentação, a Proposta de Lei de Defesa Nacional e o Regime Remuneratório das F-FDTL; encontram-se em preparação, o Regime Jurídico de Aposentação dos Militares, a Lei da Programação Militar, o Código de Justiça Militar, assim como o Decreto-Lei para a Promoção a General nas F-FDTL. Este Decreto-Lei é importante dado que desde há nove (9) anos não há promoções de tenentes-coronéis até Generais. Finalmente, a Secretaria de Estado da Defesa, de acordo com o Programa do Governo, está a preparar as alterações necessárias à Política de Defesa, a fim de se poder implementar a Lei de Defesa Nacional proposta ao Parlamento.
Num segundo plano, ao nível da Estrutura, salienta-se que a lei orgânica do MDS permite distinguir claramente o nível político da defesa e segurança, enquanto estrutura constituída pelo Ministro da Defesa e da Segurança, do nível militar das F-FDTL, assim como da estrutura dotada de autonomia que é o Instituto de Defesa Nacional (IDN).
Salienta-se, num terceiro nível, o da Formação, a definição dum Conceito e Sistema de Formação e a elaboração do novo Conceito de Emprego para as F-FDTL.
Num quarto domínio, o da Administração, a SED cumpriu já alguns objectivos, consubstanciando o processo de produção legislativa, em particular, na mudança do conceito de recrutamento, do sistema obrigatório para o voluntário, no aperfeiçoamento das condições de subsídios às F-FDTL, no aperfeiçoamento do regime de promoção dos militares, na implementação do Sistema Remuneratório dos Militares, para além da análise sobre a dimensão e capacitação necessárias dos recursos humanos da Secretaria de Estado da Defesa.
Num quinto plano, deve realçar-se a importância que foi dada pelo Governo às Infra-estruturas e ao Equipamento das F-FDTL. Este é um registo relevante pois, antes, em Aileu, as FALINTIL trabalhavam debaixo de lonas. Mesmo quando mudaram para Díli trabalharam em contentores e depois da crise de 2006 foram transferidos para Taci Tolu onde continuam a trabalhar em contentores. Nestes termos, revelou-se importante reparar o Centro de Treino Militar em Metinaro. Ainda no que concerne às infra-estruturas, o Governo solicitou à China a ajuda financeira necessária à edificação do Quartel-General e do Edifício do Ministério da Defesa. Em conformidade, o Governo chinês apresentou há seis meses o projecto do Quartel-General e do Ministério da Defesa ao Secretário de Estado da Defesa sobre os quais se manifestou a nossa concordância. Deve, assim, o Quartel-General para as F-FDTL ser construído em 2010. Saliente-se ainda, no âmbito desta cooperação bilateral com a China, que em Setembro próximo terá início a construção de 100 casas para os militares das F-FDTL.
Neste quadro das infra-estruturas, o Governo de Timor-Leste destinou, já no orçamento do ano passado, uma verba para a construção de Armazéns, do Edifício da Polícia Militar e do Paiol de Metinaro.
Para além do referido, e no âmbito da análise efectuada por Timor-Leste às informações sobre o problema que representa a entrada de uma enorme quantidade de pescadores ilegais no Mar de Timor, o Governo decidiu adquirir dois navios de patrulha à empresa chinesa Poly Technology. Aliás, o Governo anterior já tinha planos para a compra de navios de patrulha. Em 2006, o Governo determinara 10 milhões de dólares para a compra dos navios, um milhão para formação e trezentos mil para combustível mas, repentinamente, no orçamento rectificativo de 2006 essas verbas foram retiradas. Em 2007, em resposta a uma carta das F-FDTL, o então Primeiro-ministro Dr. José Ramos Horta dizia num seu despacho que os navios poderiam ser adquiridos em 2008. O objectivo da compra dos dois navios é, em primeiro lugar, fornecer meios à instituição F-FDTL, Componente Naval e outros organismos. Em segundo lugar, controlar o Mar de Timor em conjunto com os países vizinhos, especialmente na Costa Sul. Politicamente, afigura-se positivo para Timor-Leste a opção da compra dos dois navios.
Relativamente à cooperação bilateral, foram assinados acordos de com Portugal e Canadá, encontrando-se em fase de discussão e análise para assinatura, acordos com a Austrália, a Indonésia e outros Estados que queiram cooperar com Timor-Leste.
Portugal e a Austrália são dois Estados de assinalável relevância para Timor-Leste porque, conforme os relatórios existentes, são aqueles que no nosso país mais investem na área da Defesa. De Portugal, temos sempre apoio a exemplo do apoio que Portugal sempre deu à Resistência.
O apoio de Portugal a Timor-Leste tem por base um Acordo de Cooperação Técnico-Militar que inclui, entre outros, o apoio com o provimento de assessores ao Quartel-General, ao Centro de Instrução de Metinaro e à Componente Naval em Hera. Assentimos agora no estabelecimento dum Centro de Língua Portuguesa em Metinaro. Registe-se ainda o apoio de Portugal no levantamento e avaliação da Sinalização e Sistema Autoridade Marítima de Timor-Leste; e ajudaram-nos financeiramente para a manutenção dos dois navios que ofereceram há algum tempo a Timor-Leste. E, com certeza, eles também nos dão a oportunidade de que sargentos e oficiais das F-FDTL possam formar-se em Portugal. Certamente, registamos ainda a oportunidade dada para a formação de oficiais e sargentos das F-FDTL em Portugal.
A cooperação militar com a Austrália é também muito boa. Realça-se a ajuda deste país a Timor-Leste através do PCD (Programa de Cooperação de Defesa). Exemplo concreto é o Centro de Instrução Militar de Metinaro onde a quase totalidade do investimento é da Austrália. A 17 de Abril de 2008 Timor-Leste e a Austrália organizaram um fórum denominado Diálogo para a Cooperação de Defesa no âmbito do qual chegámos a acordo para a ajuda na construção de um paiol para as F-FDTL e para a construção de um Centro de Formação Especializada no Centro de Instrução de Metinaro, do qual, contudo, ainda só se conseguiu realizar este último.
No passado dia 26 de Junho, Timor-Leste e a Austrália encontraram-se, uma vez mais, no âmbito do Diálogo para a Cooperação de Defesa para fazerem a avaliação do Projecto de 2008 e dos novos projectos para 2010. Pessoalmente, senti-me satisfeito por verificar que a Austrália tem vontade de continuar a ajudar Timor-Leste.
A cooperação com Estados Unidos da América é também francamente positiva. No dia 22 de Agosto realizar-se-á, em Díli, uma Conferência Militar entre Timor-Leste e os Estados Unidos da América, também designada Conferência Militar Bilateral EUA-TIMOR-LESTE. Com o Comando Norte-Americano do Pacífico a cooperação é igualmente favorável e encontramos alguns pontos de concordância para trabalharmos juntos.
A experiência com os Estados Unidos da América tem sido positiva, na medida em que quase toda a sua actividade em Timor-Leste tem tido a concordância do Governo, corroborando a ideia de que, como Estado soberano, qualquer actividade vinda de um Estado estrangeiro, incluindo os Estados Unidos da América tem de obter a autorização do Estado, especialmente do Governo do nosso país. Neste sentido, o envio da Marinha norte-americana, para a realização de exercícios de treino no nosso território, no termos do Status of Forces Agreement (SOFA), que existe entre os dois países desde 2003, carece da autorização de Timor-Leste. Assim, dado que em breve se prevê, de acordo com o plano norte-americano, que haja em 2009 uma deslocação a Timor-Leste de 3000 marines, é desejável que os referidos treinos se realizem em coordenação com as F-FDTL para que possa haver transferência de saber para as mesmas, através da Multilateral Training US Marine, ISF e F-FDTL.
Uma vez mais, ainda que seja uma Estado pequeno, Timor-Leste é uma Nação soberana no Mundo, como o vinculam os laços de cooperação demonstrados, assim como com a vizinha Indonésia. De facto, para além dos países acima mencionados, Timor-Leste também incrementou as suas relações com a Indonésia. Depois da visita do Primeiro-Ministro Xanana Gusmão e da sua comitiva à Indonésia em 2008, pela primeira vez este país deu aos oficiais das F-FDTL a oportunidade de frequentarem a SESKO Angkatan Laut TNI em Surabaia. Em 2010, a F-FDTL enviará um oficial superior a Jacarta com o objectivo de frequentar o LEMHANNAS (Instituto de Defesa Nacional Indonésio) em Jacarta. Num outro plano, é de salientar o convite já endereçado pelo Brigadeiro-General Taur Matan Ruak ao Chefe do Estado-Maior-General das TNI, as Forças Armadas da Indonésia, para visitar Timor-Leste este ano.
Face à questão, recorrente, porque temos cooperação com tantos países, importa perceber-se que não pretendemos criar dependência militar de outros Estados. Razão pela qual achamos conveniente deter ligações de cooperação com vários países do Mundo. Assim, é francamente positivo o nosso relacionamento com a Austrália, a Nova Zelândia e as ilhas do Pacífico tal como com os países da ASEAN. São igualmente saudáveis as relações entre Timor-Leste e a China tal como o são com os EUA, a Indonésia, Portugal e outros tantos países.
Das várias actividades já referidas, gostaria de salientar a importância para Timor-Leste da Lei de Segurança Nacional e da Lei de Defesa Nacional. Quanto a esta, a sua relevância resulta do facto de regular o papel do Presidente da República enquanto Comandante Supremo das Forças Armadas, assim como a ligação entre as F-FDTL e o Secretário de Estado da Defesa, o Primeiro-Ministro, o Parlamento Nacional e outros detentores de altos cargos públicos. Este é um assunto particularmente importante na medida em que permite assegurar melhor a missão do Governo, no sentido de “não autorizar quem quer que seja a politizar a instituição F-FDTL e a prevenir a intervenção das F-FDTL na prática política”. Com efeito, reforça melhor a ideia constitucional do apartidarismo das Forças Armadas, segundo o princípio de que “as F-FDTL sabem de política mas não devem participar em reuniões políticas e não podem manifestar as suas convicções políticas”. Devo salientar que adquiri muito conhecimento durante o meu trabalho com as F-FDTL porque os comandantes me disseram “não nos atribuam nada que não seja da nossa obrigação fazer”. Esta expressão alicerça claramente o fundamento para separar a política da prática militar.
A Lei de Segurança Nacional é igualmente indispensável porque regula a cooperação entre as F-FDTL, a PNTL e a Protecção Civil em situações de emergência. Aliás, na já aprovada Lei Orgânica do Ministério da Defesa e da Segurança está previsto um Centro Integrado de Gestão da Crise. Assim, em situações de emergência, por exemplo, originadas por qualquer desastre natural, temos de estar organizados para prestar assistência à população. E mesmo que ainda não tenha tido da ONU nenhuma notícia em concreto, já ouvi dizer que a Lei de Segurança Nacional não é vista com bons olhos porque ficaram com a ideia de que militariza a polícia. Espero que essa informação não seja verdadeira.
Depois de me terem chegado essas informações de alguns timorenses, disse-lhes que para os estrangeiros tudo o que Timor-Leste faz está sempre mal feito. Só o que os outros fazem é que está bem feito. Há acontecimentos dos quais se retira a evidência de que Timor está sempre errado, a ONU está sempre certa! Pensemos na crise do atentado ao Presidente da República e ao Primeiro-ministro. Alguns dos grandes senhores da ONU veicularam à comunicação social que os timorenses eram os responsáveis pela segurança. Talvez se tenham esquecido de que até agora há dois Comandantes da Polícia, um da PNTL, outro da UNPOL. Só que é a UNPOL que lidera. E só agora se procedeu à transferência de poder para a PNTL em três distritos, a saber, em Lospalos, Manatuto e Oecussi.
Atentemos noutra situação. Quando o Comando Conjunto se deslocou ao aeroporto para receber os peticionários que tinham chegado de Oecússi e as F-FDTL apareceram com as armas que haviam trazido do Quartel KKO, a UNPOL fez um relatório dizendo que as F-FDTL os tinham ameaçado com armas de grande calibre. A falta de rigor desse relatório resulta do facto de parecer esquecer que numa situação de estado de sítio os militares têm de estar sempre em guarda no que se pode apelidar de “estado de prontidão”.
Observemos agora a análise que foi feita aos acontecimentos recentes de Maliana. A UNPOL apresentou um relatório no qual se dizia que as F-FDTL violaram os direitos humanos e ameaçaram elementos filipinos da UNPOL apontando-lhes a arma ao peito. Depois da reunião de Alto Nível com o Presidente da República, o Governo constituiu uma equipa de investigação ao caso de Maliana. Dois directores do Ministério Estatal, o Tenente-Coronel Koliati, pelas F-FDTL e o Tenente Niki da Polícia Militar, o assessor internacional Chandrabaland pela Secretaria de Estado da Defesa, o Inspector Domingos da PNTL e o Dr. Anacleto Ribeiro, da Secretaria de Estado da Segurança, constituíram a equipa referida. De acordo com o resultado da investigação não houve indicação de que “ apontaram armas ao peito da UNPOL”. Parece assim que no caso de Maliana, a UNPOL apresentou um relatório inexacto, que só pode ter como sentido desacreditar as F-FDTL. E parece que continua a campanha negativa para a imagem das F-FDTL. Mesmo que o relatório da equipa de investigação já seja conhecido, surge agora um artigo sob o tema “ East Timor: Security Sector Relapse?”, no Worldpoliticsreview.com que continua a dizer que “The domestic security situation improved in the months thereafter, but the police remained subordinate to the army, which still involves itself in internal security. According to eyewitnesses, U.N. police attempts to intervene in a public order incident in Maliana in June 2009, near the Indonesian border, resulted in F-FDTL guns being pointed at the multinational forces.”, o que, traduzido para português, significa que "A situação em termos de segurança interna melhorou nos meses subsequentes, mas a polícia manteve-se subordinada ao exército, que ainda se envolve na segurança interna. Segundo testemunhas oculares, a polícia da ONU tentou intervir num incidente de ordem pública, em Maliana, em Junho de 2009, perto da fronteira indonésia, daí tendo resultado que as F-FDTL apontaram armas às forças multinacionais”.

Mais recentemente, registou-se outro caso no bar designado “Casa Minha”. Façamos uma análise mais detalhada dos acontecimentos. O Relatório da UNPOL diz que o agente da PNTL levou uma pistola para o bar. Todavia, não faz referência às informações, nem do agente da polícia vítima e de jovens que testemunharam a ocorrência, os quais afirmaram que um elemento da GNR estava embriagado e espancou três agentes da polícia até estes caírem, porque o elemento da PNTL atirou contra a roda da viatura da GNR. Questiona-se porque o Relatório da UNPOL diz que o agente da PNTL levou uma pistola para o bar, mas não faz referência ao estado de embriaguês dum GNR. Tal facto mereceu já a intervenção do Comandante-Geral da PNTL, Longuinhos Monteiro, o qual protestou veementemente junto do Comandante da UNPOL, Luís Miguel Carrilho que veio de Portugal. Longuinhos Monteiro afirmou que “pedi que os dois elementos da GNR que espancaram o meu agente tivessem uma investigação boa” (STL, 13 de Julho de 2009). Ao que se sabe, até agora os dois elementos da GNR passaram à categoria de desconhecidos. Mais recentemente, deram mesmo início a uma investigação ao caso, e a UNPOL decidiu unilateralmente aplicar uma suspensão ao agente da Polícia, Francisco Magno Hau, que foi vítima dos elementos da UNPOL e da GNR, deixando em liberdade os autores do espancamento do elemento da PNTL.

Sobre este assunto, aproveito para referir que o papel da comunicação social, informativo, não existiu quando sobre o sucedido na “Casa Minha”, o jornal português Correio da Manhã (a 16 de Julho de 2009), publicou uma informação infundada sob o tópico “Segurança de Xanana lidera ataque a GNR” e o jornal “Notícias Lusófonas” (16 de Julho de 2009) que a divulgou sob o título “Segurança de Xanana Acusado de Atacar Militares Portugueses”.
Timor-Leste diz apenas “Desditosos da GNR e da ONU!”. É que não é a primeira vez que a GNR e a UNPOL violam os direitos humanos. Temos o caso do agente da PNTL, Constantino de Carvalho que a GNR espancou até cair. Temos o caso do Comandante da PNTL de Baucau, Adérito Ximenes, que a UNPOL acusou de violação de direitos humanos contra um dos seus elementos e, no fim, de acordo com decisão do Tribunal de Recurso, a actuação do Comandante Adérito estava certa e a do elemento da UNPOL é que estava errada. Temos ainda o caso do Comandante da UIR, Agostinho Gomes, cuja intervenção tinha como fim resolver uma ocorrência em Díli e a UNPOL acusou de violação de direitos humanos.
Certamente que a ONU quer defender o seu prestígio como UNPOL ou ONU mas esquece-se que não constitui uma instituição “perfeita”. Pois se fosse alguém da PNTL ou das F-FDTL que, embriagado, desse uma tareia a outrem, talvez a ONU volvesse céus e terra de forma para elaborar um relatório no qual se escreveriam muitas coisas sobre Direitos Humanos. Sempre os ouvimos dizer que o álcool, o envolvimento com mulheres e brincar com armas não ligam bem, porque representam uma ameaça contra a segurança. Sobre isso estamos plenamente de acordo, desde que não seja apenas aplicável aos timorenses. Na Austrália, os militares também aplicam este princípio. Mas parece que talvez na UNPOL não o apliquem! É preciso perceber-se a influência negativa que tem na nossa polícia o facto de que a intervenção de cada um dos países da UNPOL tem sido descoordenada, agindo cada uma como quer. A nossa Polícia é pobre porque está sujeita a esta realidade.
O Comandante-Geral da PNTL, Longuinhos Monteiro, está agora a trabalhar para reparar tudo isso. Certo é que se compararmos o carácter, a autoconfiança, a performance de alguns elementos da PNTL e da UNPOL, a nossa PNTL é bem melhor; desventurados, às vezes, os de alguns países na UNPOL, pois caminham ao Deus dará e podem cair de qualquer maneira. Os da UNPOL, no seu país, são politizados pelos políticos aos quais apenas obedecem, mas pretendem ensinar a nossa PNTL que eles são melhores profissionais que nós.

CONCLUSÃO

Todos nós caminhamos, de acordo com o princípio de que “queremos fazer o que queremos fazer e não aquilo que os outros querem”. Mesmo que Timor-Leste seja um país pequeno, tem a sua própria história tal como os mais velhos nos ensinaram. Por isso mesmo, os timorenses de Leste serão determinados na selecção de opiniões estrangeiras, pois só se poderá avançar se se seleccionar os seus pensamentos e não se se procurar seguir o daqueles que apenas reflectem os interesses dos seus próprios países.
Pese embora os já referidos aspectos negativos ao nível da cooperação internacional, não é menos certa a importância dessa cooperação, devendo reflectir-se para que haja uma melhor coordenação entre as autoridades de Timor-Leste, da ONU e doutros estrangeiros para que o projecto do SSR possa avançar. Mas para isso, terá de haver honestidade de todos. A ONU deve reflectir sobre si própria tal como nós também devemos fazer uma reflexão a fim de podermos melhorar as coisas.
Todos nós, que trabalhamos na Reforma do Sector da Segurança, temos forte o apoio do Presidente da República, do Presidente do Parlamento Nacional e do Primeiro-Ministro, tendo em vista a realização de um trabalho profícuo no âmbito da Reforma do Sistema de Segurança para Timor-Leste. Realça-se, em particular, o Presidente da República e Primeiro-Ministro que, algumas vezes, nos encontros, sempre nos apoiam, a nós, desta nova geração, para fazermos sempre melhor e apara plicarmos aquilo que está consagrado na Constituição da República.
Finalmente, sob a égide do princípio de que “fazemos porque temos vontade de seguir os valores universais, não fazemos apenas porque outros nos mandam fazer, o que significa que “nós fazemos aquilo que queremos fazer, não seguimos o que outros querem”, importa perceber-se que a experiência de outros Estados deve constituir apenas uma referência para nós, não tem de ser assimilada para ser aqui replicada. Se queremos todos implementar o conceito ideal de reforma do sector de segurança, importa perceber que isso levará o seu tempo, pois só assim se poderá encontrar o que é bom para Timor-Leste.

Obrigado.

*Secretário de Estado da Defesa
República Democrática de Timor-Leste e em exclusvo para Forum Haksesuk!

Wednesday, 19 August 2009

Kritika Fotografika



Momentu hanesan ne'e (atu komemora tinan 10 REFERENDUM), tuir lolos tau imajem nebe fo'o esperansa ba povo Timor. Fotografias iha kuadrus rua iha leten hatudu PR Ramos Horta ho MT Gil Alves hamnasa maibe PM Xanana Gusmao hirus ou iha termu fotografia bolu imajen maten.

Hau, pessoalmente la konkorda ho imajem hanesan ne'e nebe sai iha publiku tamba fotografia ida diak vale liu lia fuan rihun ida. Ema kuandu hare'e ba imajem iha leten, imediatu ema hare'e ba PR Ramos Horta, MT Gil Alves no PM Xanana Gusmao hanesan figura central. Kuandu hau loke imajen ne'e iha hau nia komputador, imediatamente hau hare'e hetan kedas PM Xanana nia oin hirus enkuantu PR Ramos Horta ho MT Gil hamnasa ou kontenti.

Ne'e duni, hau sugere atu iha momentu seluk tuir mai tenki seleksiona halo didiak fotografias nebe diak (melhor) molok tau iha publisidadi.

Ohin, 19 fulan Agosto loron mundial fotografia.

Celso Oliveira

Expressaun poetika I

Se ema politiku no militar kontinua uza "esquadrão de morte" hodi bosok povo, entaun ami sei uza "hakerek" hodi hadia diak liu tan Timor Leste.

Se buat nebe hau hakerek la pertense hau nian, entaun buat nebe hau hakerek mos sei la pertense liu imi nian.

Se iha Timor, Indonesia no Portugal hau hakerek konaba "hau ho funu ou Funu iha Timor", entaun iha Inglaterra hau sei hakerek konaba "Timor Leste hafoin tiha Funu".

Tuir lo-los jerasaun hafoin tiha 1999 ita konsidera hanesan jerasaun dame, maibe ema politiku no militar kontinua halo jerasaun hafoin tiha 1999 hanesan jerasaun funu (Labarik sira kontinua moris ho mentalidadi "rama ambon"). Entaun jerasaun ohin loron tenki ser jerasaun dame.

Celso Oliveira

Monday, 17 August 2009

Loron 17 fulan Agosto, historia ida atu konta....

Loron 17 fulan Agostu hanesan loron independensia Indonesia nian. Uluk, Timor Leste sei halo parti iha Indonesia, kuandu to'o ona loron 17 fulan Agosto, ema hotu-hotu tenki ba tuir upacara bendera iha lapangan pramuka (ohin loron bolu lapangan demokrasia).

Uluk kuandu temi SGI nia naran , ema hotu-hotu (grupo independentista) tauk tamba iha SGI nia fatin (Kolmera), Timor oan barak maka hetan kastigu, hetan interogatoriu, hetan intimidadasaun, hetan tortura, hetan keimadura, hetan violasaun seksual, barak maka mate, mate, mate,... etc...dan lain-lain.

Se maka tama iha SGI nia fatin, sempre sai ho trauma bo'ot iha sira nia moris.

Iha loron ida, besik ona loron 17 fulan Agosto tinan 1992, prisioneiru politiku ida konsege halai sai hosi SGI nia fatin. Iha momentu neba, grupo integrasionista prepara upacara bendera bo'ot, konsertu musikal, no feira (pameran), iha Timor Leste, liu-liu iha Dili hanesan kapital Timor Timur.

Eis-prisioneirus politikus sira seluk (ema klandestiunu) buka atu salva prisioneiru nebe foin halai sai hosi SGI. Atu haruka ba ai-laran labele tamba Falintil laos fatin ida atu rekolha eis-prisioneirus sira. Falintil atu halo funu armada. Kontinua moris deit iha Dili mos labele tamba Dili hanesan fatin estratejia ba funu klandestina. Hanoin tun hanoin sae, ikus mai mosu duni ideia ida atu lori sai prisioneiru oan ne'e hosi Dili, Timor Leste.

Hafoin tiha prepara dokumentu falsu (KTP falsu) ba prisioneiru politiku oan ne'e, ikus mai buka dalan atu lori sai prisioneiru politiku hosi Dili. Iha momentu neba, Dili kontroladu maka'as hosi polisia no militar sira. Tamba hafoin tiha masakre Santa Cruz, 12 Novembru 1991, Indonesia hakarak hatudu ba mundu katak situasaun politika-militar iha Timor Leste diak hela (kontrolada). Ne'e duni, polisia-militar kontola maka'as Dili hodi nune labele akontese manifestasaun hosi grupo independentista duranti preparasaun ba loron 17 fulan Agosto 1992.

Enkuantu polisia-militar kontrola maka'as Dili, ema klandestina sira prepara lori sai prisioneiru politiku hosi Dili. Iha loron 16 fulan Agosto, militar Indonesio obriga populasaun Dili hamo'os lapangan pramuka. Ema klandestinu aproveita hatama prisioneiru politiku ba kareta tanki (laran mamuk).

Tuku sanulu dader kareta tanki mamuk lori prisioneiru sai hosi Dili. To'o iha tasi tolu, militar haruka kondutor para. Militar husu ba kondutor: mau kemana? (ba nebe?). Kondutor hatan: mau ambil air untuk siram lapangan pramuka. Besok peringati hari kemerdekaan indonesia. (atu kuru be hodi rega lapangan pramuka. Aban loron independensia Indonesia nian). Kondutor foti sigaru Gudang Garam fo'o ba militar Indonesia, militar mos husik kareta tanki liu.

Iha kareta laran, prisioneiru politiku uza mangeira ida aponta ba liur para bele dada is. Hodi KTP falsu, prisioneiru politiku konsege halai sai hosi Dili ba to'o Indonesia. Iha Indonesia, klandestinu (gerakan bawah tanah) Timor oan konsege salva prisioneiru politiku to'o ohin loron kontinua moris.

Celso Oliveira....