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Saturday, 28 February 2009

Khare: “A CRISE ESTARÁ LÁ, A QUESTÃO É SABER COMO VAI SER RESOLVIDA"

Por FRANCISCA GORJÃO HENRIQUES – Público - 27.02.2009 - 20h13
Entrevista ao representante do secretário-geral da ONU em Timor-Leste

O representante do secretário-geral da ONU em Timor-Leste, Atul Khare, de visita a Lisboa, diz em entrevista ao PÚBLICO que a segurança melhorou, mas é preciso investir numa reforma do sector.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou no seu último relatório sobre Timor-Leste que o país sofreu “progressos notáveis” no último ano. Que tipo de progressos foram feitos?
O golpe de 2008, quando [o Presidente] José Ramos Horta e [o primeiro-ministro] Xanana Gusmão foram atacados, juntou as pessoas. É muito diferente da resposta dada em 2006, quando um grupo de peticionários levou a uma implosão social [morreram 37 pessoas], porque as instituições lutavam umas com as outras, os líderes não falavam uns com os outros. Nos acontecimentos de 2008, Mari Alkatiri [líder da Fretilin, na oposição] ligou a Xanana Gusmão no própria dia para manifestar a sua solidariedade e o parlamento trabalhou em conjunto para criar um estado de excepção.
Os deslocados [dos combates de 2006] começaram a regressar a casa, 58 campos já foram fechados, faltam cinco, que serão encerrados em Abril ou Maio. Houve também bons progressos nas áreas socio-económicas: mais construção, mais estradas arranjadas, programas para criação de emprego, mais investimento na educação e na saúde... Há um sentimento geral de que as coisas estão a progredir.
Isso tudo só num ano?
O processo começou em 2007, depois da crise de 2006 e da ONU ter aumentado os seus efectivos. Houve eleições bem sucedidas, a segurança estabilizou. Nos últimos meses foi feito um progresso considerável, o que nos dá optimismo. Mas há muitos desafios, nem tudo foi conseguido.
Quais são os desafios?
Primeiro: Revisão e reforma do sector de segurança, não só da polícia, como do exército, da segurança civil. Será um processo liderado por timorenses – nós somos estrangeiros e não podemos impor nada. Mas as linhas directivas terão de ser a profissionalização dos serviços, torná-los mais eficazes e mais competentes. É necessário um desenvolvimento institucional: o parlamento tem de promulgar as leis, se não, como pode a polícia saber o que fazer? É preciso uma lei de segurança nacional, uma lei de defesa, uma política de segurança nacional. Tudo tem de ocorrer de forma consensual entre todos os partidos políticos. Estabeleci um grupo de trabalho entre a ONU e a Fretilin sobre a reforma de segurança, porque a Fretilin tem de estar envolvida neste processo.
Tem o apoio do Governo?
O Governo está empenhado nisto. O Presidente Ramos-Horta criou um mecanismo tripartido, que envolve Governo, oposição e parlamento.
O segundo desafio: Fortalecer o estado de direito. O objectivo é criar um sistema timorense capaz de administrar a justiça. A nova resolução da ONU que foi adoptada há uma hora [na quinta-feira] faz uma avaliação do que é preciso ser feito. Não é apenas uma questão de haver delegados do Ministério Público ou advogados, mas também de quantos intérpretes, quantos tribunais, que casos vão ser ouvidos hoje, ou amanhã. É preciso avaliar as necessidades e os timorenses decidirem como preencher as lacunas que existem. Não é uma coisa imediata, levará três a cinco anos.
Terceiro: Melhoria das condições socio-económicas. Acho que o Governo já identificou algumas áreas críticas: melhorar as infra-estruturas, estradas, pontes e electricidade; melhorar a educação, melhorar a agricultura (Timor tem de importar quase 100 mil toneladas de arroz todos os anos), e para isso é preciso melhor a irrigação, adquirir tractores, fertilizantes, novas técnicas, novas sementes. [É importante o] Desenvolvimento rural: há muita migração interna para Díli e Bacau, mas as cidades não conseguem lidar com ela. E, finalmente, é preciso gerar emprego. O quarto desafio é a promoção de uma cultura de governação democrática, que não é só realizar eleições, é depois das eleições assegurar a participação alargada no processo de decisão, consultas frequentes, líderes a falar uns com os outros, tentar encontrar soluções consensuais, compromissos. São coisas que parecem simples, mas que levam tempo a construir.
Isto é muito importante, porque o país terá muitas crises no futuro..., todos os países enfrentam algum tipo de crise. A crise estará lá, a questão é saber como vai ser resolvida. Será como em 2006, com os líderes e instituições à luta uns com os outros, ameaçando um colapso da sociedade? Ou de forma racional, como em 2008, com todos a reunirem-se para tentar ultrapassar este desafio? Se isso acontecer, então o país estará no rumo certo.
Falou em estado de direito, mas há quem afirme que existe um sentimento de impunidade no país (devido a alguns perdões presidenciais e aos crimes que não chegam a tribunal). Concorda?
Não acho que haja um sentimento de impunidade, mas acho que todas as acções têm de ser tomadas de forma a que não possa prevalecer uma cultura de impunidade. Não podemos ter uma democracia multipartidária sem um estado de direito forte. Acho que alguns perdões são possíveis e estão no direito constitucional do Presidente e devem ser feitos, mas como disse, de uma forma que promova a responsabilização, a promoção da verdade, e não a impunidade.
Mas não é isso que tem acontecido.
Não totalmente. É uma situação que nem é tão negra, nem tão clara, algures no meio. O Presidente Ramos-Horta concorda comigo que a justiça e a responsabilização são muito importantes e temos de trabalhar mais nisso.
Timor-Leste tem sido apresentado como um modelo de “nation-building” da ONU. Continua a ser?
É errado dizer que a ONU está envolvida em “nation-building”. As nações não são construídas por estrangeiros, são construídas pelo seu próprio povo. Isto é um bom exemplo de como a ONU teve a oportunidade de ser parceiro do povo timorense e de o ajudar nos seus esforços de construir uma nação. No momento em que acharmos que a ONU está a tentar construir nações, então acho que iremos falhar.
A ONU pode ajudar, e quanto a isso, sim, acho que tem sido um bom exemplo. Em 2005, declarámos o sucesso cedo demais, e foi por isso que tivemos o problema de 2006 [dos “peticionários”] e por isso, desta vez, digo às pessoas que há muitas histórias positivas, não há motins, não há manifestações, a situação acalmou, houve eleições pacíficas... Mas ainda assim, temos de continuar com a presença da ONU porque não podemos repetir o mau exemplo de 2004-2005, só podemos declarar sucesso quando tivermos a certeza de que há uma estabilidade sustentável. Agora há estabilidade, mas é frágil, pode ser quebrada.
O que precisamos de fazer desta vez, quanto à segurança, por exemplo, é permitir gradualmente que a polícia vá tomando cada vez mais responsabilidades e estarmos lá não para supervisionar, mas para monitorizar e dar assistência se for preciso. Em 2006 mal havia polícias da ONU e por isso eles não podiam fazer nada. É isso que temos de evitar desta vez.
Quando é que a ONU saberá que chegou a hora de sair de Timor?
Acho que em 2010, em Fevereiro, teremos de fazer uma avaliação, ver o que aconteceu entre agora e lá, e depois fazer um plano para todo o tipo de retirada, cuidadosamente. Isto pode levar um ou dois anos, não sei. Mas acho que se as próximas eleições democráticas, em 2012, forem igualmente pacíficas e bem sucedidas, então pode ser altura de a ONU dizer: ‘Sim, este é um país em desenvolvimento que precisa de ajuda, mas não precisa de uma operação de manutenção da paz, apenas ajuda ao seu desenvolvimento normal’.
Quais serão os parâmetros que vão determinar que chegou a hora?
Um deles é a forma como a polícia local consegue lidar com a segurança, o sucesso do processo de reformas do sector da segurança, o sucesso do sistema judicial e finalmente, quão implantada estará a cultura de governação para que a próxima crise possa ser respondida de forma razoável.
Em Março será feita a transição do comando policial para a Polícia Nacional de Timor Leste (PNTL). A PNTL está preparada?
Será feita distrito a distrito, unidade a unidade, depende dos critérios. Da última vez, em 2004-2005, cometemos um erro: estabelecemos um calendário. Desta vez, não quero um calendário. Eu disse ao Conselho de Segurança em Setembro que não quero calendário, que temos que estar atentos aos critérios.
Quais são?
O primeiro é desenvolvimento institucional: têm os procedimentos operacionais padrão? Sabem como usar a força? Não disparar... Ver se há número suficiente de oficiais. Se houver 80 por cento já é satisfatório. Têm a logística para fazer o seu trabalho? Podem lá estar pessoas, mas se não houver papel, canetas, livro para registar os casos, se não houver uma cadeira, uma farda, uma arma, como podem trabalhar? Às vezes podem precisar simplesmente de uma bicicleta ou de um cavalo. [Tem de haver] Confiança da comunidade na polícia local: um estudo concluiu que 80 por cento confia na PNTL, o que é muito bom.Estão a decorrer estudos para ver quais os distritos mais preparados e que respondem totalmente a estes critérios. Há uma equipa conjunta da polícia da ONU e da polícia local para fazer essa avaliação... depois entregarão o seu relatório.
Há anos que polícia recebe apoio do estrangeiro. Porque é tão difícil criar uma força policial?
Não é difícil, já foi criada. O que é difícil não é ensinar um polícia a dar um tiro certeiro, para isso são preciso dois anos. Mas são precisos 30 anos para ensinar um polícia a não disparar. É esse o problema, e é o que leva mais tempo. É um trabalho diário.
O então correspondente da Lusa em Díli, Pedro Rosa Mendes, escreveu em Novembro, citando um funcionário da UNMIT, que entrar na ONU em Timor é ser politicamente intocável. Como comenta?
Não tenho comentários. Sou um democrata, as pessoas podem escrever o que quiserem. Respeito todas as opiniões. Mas acho que os dois últimos anos e meio falam por si.
Lança-se a suspeita de que a missão da ONU é uma extensão do Governo.
A resolução diz muito claramente: tudo o que temos de fazer é respeitar a soberania, independência e integridade territorial e a unidade nacional de Timor-Leste. Não estamos lá para substituir as autoridades, estamos lá para lhes dar assistência.
Todas as semanas me encontro com Ramos-Horta, Xanana Gusmão, o ex-primeiro-ministro Alkatiri, líderes da oposição. Todas as semanas! Para mim, autoridade nacional significa todos os partidos políticos, mesmo os que não estão no parlamento, oposição, sociedade civil...
Qual foi o maior erro da missão ao longo destes últimos dez anos?
É muito difícil quantificar. Durante o processo de ajudar um país a tornar-se numa nova nação há muitos erros que podem ser chamados assim à posteriori. Quando olhamos para trás vemos que foi um erro, mas na altura em que tomamos as decisões, as opções são limitadas.
Mas há lições a aprender. E uma delas é que não devemos ser demasiado rápidos a declarar sucesso. Eu disse ao Conselho de Segurança que serei o primeiro a mandar as pessoas embora se elas não forem necessárias. A minha missão até já fez um down-sizing. Mas acho que agora não é altura para diminuir os recursos. E por isso estou muito contente porque a resolução decidiu prolongar o mandato mantendo o mesmo nível [de pessoal e financeiro]. Expliquei que era preciso manter [o mandato] por um ano e com a mesma força.

Friday, 27 February 2009

Somotxo, ex-guerrilheiro no Matebian, volta à "montanha dos mortos"


Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009
O Matebian, santuário da resistência timorense, guarda as memórias dos que morreram e dos que lutaram durante a ocupação indonésia de Timor-Leste.
Matebian, em língua macassai, designa a “casa dos mortos”, e o maciço montanhoso é o lugar onde a mitologia de Timor-Leste se encontra com a mitologia da guerrilha das Falintil.
“O Matebian cruza duas histórias simbólicas”, resumiu o veterano Somotxo, ex-segurança do ex-comandante e actual primeiro-ministro Xanana Gusmão, durante uma peregrinação recente ao maciço montanhoso.

“Os nossos avós diziam que é o lugar dos mortos. E (depois da invasão indonésia) foi a última Base de Resistência, o último reduto”, cuja queda, em 22 de Novembro de 1978, marcou o fim de três anos de guerra convencional e o início da campanha de guerrilha.

Somotxo, num regresso acompanhado pela Agência Lusa, voltou este mês aos picos do Matebian, pela primeira vez em quase vinte anos. O ex-guerrilheiro combateu pelo Matebian em 1978, em confrontos directos de infantaria. Entre 1984 e 1990 nunca saiu da montanha: “Conheço o Matebian como nem conheço a minha terra”.
Dos combates em 1978, Somotxo recorda o ataque a uma reunião do comando timorense, com uma gruta bombardeada e “um homem das forças de autodefesa, com catana e lanças, a correr para nós com os pulmões pendurados”. O homem corria “a gritar, a falar e a chorar. Um estilhaço cortou-lhe o peito e as costelas partiram. Não sei se sobreviveu ou morreu. Na altura já era a confusão”.

Na subida de Baguia para Haiconi, num trilho virado a leste, vem também à memória “uma velha que estava sentada à entrada de uma gruta aqui perto”.“Pensei que a mulher estava doente. Falei-lhe e ela não respondia. ‘Então, então, então, o que aconteceu?’”, insistia o guerrilheiro. “Ela tinha uma panela e um bocadinho de comida ao lado. Não sei se ficou ali por doença ou falta de água. Não vi mais nada. Fui tocar-lhe mesmo. E olhar-lhe para os olhos. Já estava morta”, recorda Somotxo. Nevoeiros e chuvas criam, na paisagem agreste, uma atmosfera difusa e densa, quase religiosa e habitada por silêncios.

O Matebian é, também, um universo irreal de formações geológicas que lembram lápides gigantescas, pontuadas por verdadeiros cemitérios perdidos a cerca de dois mil metros de altitude. Há prados escondidos nas nuvens, onde correm cavalos selvagens apenas identificados pelo ferro do clã.

Somotxo palmilhou o maciço a partir de 1984, “procurando abrigos para Xanana Gusmão e outros comandantes”.
Já nessa altura Somotxo era também o responsável pelo rádio das Falintil, que um dia Xanana Gusmão estreou com a frase “East Timor calling”, anunciando ao mundo que a resistência afinal não tinha morrido.

Hoje, o Matebian é território de uma recolonização discreta de famílias que fazem casas e hortas nos ninhos-de-águia de onde os bombardeamentos indonésios expulsaram, em 1978, os seus antepassados. “Cá em cima não havia nada. Tínhamos que ir roubar milho e mandioca. E vestuário. Tínhamos que despir a população para se poder sobreviver”, diz Somotxo. “Uma vez, quando tirei uma catana de um jovem, chorou. Chorou a dizer-me que foi desterrado para Ataúro. ‘Só há dois meses voltei e comprei esta catana. Agora com o que vou fazer horta?’”. “E eu disse-lhe que nós precisamos mais. ‘Com a tua catana, vou continuar a luta. E tu vais comprar outra’”, recorda o ex-guerrilheiro.
“Sente-se tristeza pelos que morreram aqui e alegria porque no final Timor-Leste conseguiu a independência”, comenta o guerrilheiro, que foi vice-ministro do Interior de dois governos da Fretilin entre a crise de 2006 e as eleições de 2007.

O Matebian, montanha dos mortos, não ficou incólume à vida nova da nação.
“Lembro-me de um tronco cravado de estilhaços aqui”, diz Somotxo, parando junto a uma árvore no sopé do Matebian Feto (“Mulher"; há também o pico Mane, “Homem”). “Os estilhaços desapareceram porque a árvore cresceu. Está grande agora. Na altura era pequena. Engoliu os estilhaços. Ou começaram a cair. A pele da árvore começou a fechar. Não sei”. Somotxo sabe que a árvore é a mesma de 1978 porque está junto de duas crateras feitas por aviões Bronco, agora alagadas pela chuva. “Eram maiores, fundas. Com o tempo, parece que a terra começou a enchê-las. Para quem não tem ideia do que foi isto, parecem lagos. Mas eram bombas”, afirma o veterano.

Fonte:Lusa
Imgem: Google
Nota hosi blog nain:

Thursday, 26 February 2009

Why East Timor chose Portuguese

by Dr Geoffrey Hull*

Dr Geoffrey Hull examines the apparently anachronistic decision by the East Timorese to select Portuguese as their national language. From an historical perspective, he explains, it is quite logical. When the Conselho Nacional da Resistência Timorense (CNRT) announced recently that the official language of independent East Timor will be Portuguese, there was a range of negative reactions in Australia, from puzzlement and incomprehension to irritation and scorn.
East Timor has its own lingua franca, Tetum: why was this language not declared the official one? What was wrong with keeping official Indonesian, the language of the region and the one in which a whole generation of East Timorese had been educated?
Why not indeed adopt English as the official language, given the proximity of Australia and the Australian role in the liberation and reconstruction of the nation; not to mention the enormous usefulness of English as the international language?
And of all the languages to declare official, why Portuguese?
East Timor was a Portuguese territory before 1975, but wasn't Portuguese merely an imposed European language spoken by white administrators, missionaries and a minority of the indigenous population?
Genetically wasn't Portuguese completely unrelated to Tetum and the other vernaculars, and therefore difficult for Timorese to learn?
And after 24 years of Indonesian domination, hadn't Portuguese been largely forgotten? Wasn't its sudden revival not only anachronistic but dangerously impractical?
The anti-Portuguese arguments go on and on. Portugal and the Lusophone countries of Africa are very far from East Timor, and Portuguese influence is now declining in Macao as it has declined in Goa.
The younger generation are dissatisfied by this irresponsible act of the CNRT gerontocracy; they want nothing to do with Portuguese, and would prefer English as an official language alongside the native Tetum. So why on earth have Portuguese as the official language of East Timor?
Why indeed. The fact is that those in Australia or elsewhere who question the propriety and wisdom of the CNRT's decision display a profound ignorance of East Timorese ethnology and culture. It is also a cause for national shame that this ignorance of the role of the Portuguese in the formation of the East Timorese national identity is yet another manifestation of a Lusophobe (or anti-Portuguese) tradition in this country. The Lusophobe tradition has not only soured relations between Australia and Portugal, but has exacerbated the problems of East Timor.
If we are to be good and respectful neighbours to East Timor, it's time for a bit of national re-education, from the Canberra ministries and the universities down. From a position of ignorance it's hardly wise for Anglocentric Australians to pontificate about what the Timor leadership should or should not be doing as it plans the nation's culture. Let's look at a few facts. The first of them concerns Portugal's contribution to the East Timorese national identity.
Between 1976 and 1999 the reluctance of the East Timorese to be integrated into the Indonesian Republic was a major thorn in the side of the Suharto regime. Jakarta found it difficult to understand this spirit of resistance when it considered the Indonesian patriotism of West Timor and nearby Catholic and formerly-Portuguese Flores.
Of course this strong anti-Indonesian feeling in East Timor was due in large part to memories of the genocidal invasion and conquest, harsh military rule and the continuing human rights abuses.
But if the East Timorese stood out in their region because of their will to nationhood, it was because one particular component of their ethnicity set them apart as much from their immediate neighbours as from their Javanese overlords. This all-important component was the Portuguese connection.
Without the Portuguese connection there would have been no aspirations to nationhood in East Timor. It was the Portuguese imprint that made the East Timorese a unique people, distinct from all those around them.
It is quite wrong to consider the East Timorese an indigenous people colonised for a time by a foreign, European power but suffering no significant change to their way and life and identity. The Portuguese presence in Timor, beginning in the 16th Century, can in no way be likened to waves washing over rocks during high tide and then ebbing away, leaving the rocks uneroded and free to dry in the sun.
Decolonisation in East Timor was not a simple matter of expelling from the land foreign elements and influences that had never been more than superficial. Not only was the impact of Portuguese colonialism on East Timorese society deep, but it had transformed a indigenous culture into a hybrid one, one so complex that is is now impossible to separate native and European elements without destroying the fabric of the culture itself and shattering the common ethnic consciousness.
As well as giving the East Timorese their modern ethnic identity, Portugal's rule gave them social unity. Before the coming of the Portuguese, Timor had neither political nor cultural unity. As for language, Timor is one of those parts of the world that may be described as a linguist's paradise or hell, depending on his appetite for hard work.
In the first phase of Portuguese rule, the European and Mestiço administrators had used Tetum, the most widely spoken language, as their medium of communication with the various tribes of the island. Since Tetum was for them an acquired language, the Portuguese-speakers naturally tended to simplify it for use as a rough contact language or lingua franca. They also injected into it many Portuguese words that became an indispensable part of the Tetum vocabulary.
This simplified, Europeanised form of Tetum became known as Tétum-Praça or "town Tetum", to distinguish it from the more authentic form of the language spoken in the countryside around Atambua, Balibó, Suai, Soibada and Viqueque. After the urbaniation of Díli in the mid-18th Century, the lingua franca quickly established itself as the vernacular of the new capital, completely ousting the original local language, Mambai.
It was this form of Tetum, then, that the Catholic missionaries later spread throughout the colony, and so closely was Tetum-Praça linked with Christianity that it was dubbed a língua dos baptizados "the language of the baptised".
Tetum-Praça was also used by the colonial officials who were now being sent out directly from Portugal, but since few of these stayed long enough in Timor to master the language, it was the Catholic clergy, priests and nuns, as well as the native catechists they trained, who really ensured the spread of Tetum.
Having carefully studied Timorese linguistics and culture over the past twenty years, I see the decision to revive official Portuguese in East Timor as both justified and feasible.
Those tempted to believe that official Portuguese will be an anachronism and a handicap for the new nation should remember first of all that Portuguese is hardly an insignificant language in the global context. It is the world's sixth biggest language in terms of numbers of speakers, being more widely used than French, German and Russian. Second, official Portuguese is hardly going to be an economic liability for East Timor when the country is planning to live largely off tourism.
East Timor's Latinate architecture and way of life will enable it to be promoted as a little piece of the Latin world off the north-west coast of Australia. A population speaking Portuguese can easily be taught Spanish, Italian and French, all important languages in international tourism. In tourist economies, knowledge of languages means employability and earning capacity.
Third, the Portuguese language is far from moribund in East Timor. That a quarter of the population can still speak it with some degree of fluency is something of a miracle, given the savage persecution of the language for 24 years. And only more baseless than the charge that Portuguese is hard for Timorese to learn is the totally ridiculous suggestion that English is an easier language for them.
Since Tetum and the other vernaculars are full of Portuguese words, sounds and structures, much of the Portuguese language is immediately comprehensible even to Timorese who can't speak it. Portuguese is implicit in the vernaculars of East Timor. Given the right social circumstances, it doesn't take much to activate a language one already understands in part or full.
And what of Indonesian and English in the new East Timor? Formerly official Indonesian, because of its negative associations, is being gradually phased out of local education. However, for obvious geographical reasons, Indonesian (or Malay, as the CNRT has not incorrectly rechristened it) will always retain a presence in East Timor as a second language.
There can similarly be no question that English will have a large presence in East Timor as a regional and international language. However, it will not have any official status, since it has no authentic role in the national culture.
Indonesian and English will be taught as foreign languages in the secondary schools of the future, and the main languages of the new National University of Timor will be Portuguese and English.
In a small nation like East Timor any form of linguistic exclusivism will be discouraged by an enlightened and responsible government. Wishing to exclude from Timorese life potentially useful languages like Portuguese, Indonesian and English, is a recipe for isolation and economic suicide.
What the new East Timor needs above all is an inclusive language policy, one which makes the most of all the languages - indigenous and foreign - currently available to the people.
Language is certain to be a controversial issue in East Timor over the coming years. Because of a turbulent recent history and the general neglect of Timorese studies to date, restoring Portuguese, developing Tetum, providing the people with linguistic and educational resources in all their languages, and controlling the presence of the two ancillary/utilitarian languages (Malay-Indonesian and English) will be among the nation's many challenges of the 21st Century.

*Dr Geoffrey Hull is head of the Academy of East Timor Studies at the University of Western Sydney. He is also the author of several books on the indigenous languages of Timor, and lectures at the National University of Timor.

Solidariedade ho Povo Sahara Ocidental

IV Governu Konstitusional
Gabinete Primeiro- Ministru

Governu no estadu Timor-Leste, iha ninia kompromisu hodi fó honra ba Povo Sahara Ocidental nebe ninia historia ba funu ba Libertasaun nasional mos hanesan povu Timor-Leste. Sahara Ocidental sai hanesan referencia historika ba funu ba Libertasaun nasional Timor-Leste. Tamba historia ba referendum hahu iha Sahara ocidental iha tinan 1992, ONU atu organiza maibe adia ka la konsegue halo Referendum. Tamba ne´e maka waihira ONU liu husi UNAMET simu mandatu atu organizada Referendum iha tinan 1999, tamba deit Milícia Pró-Indonesia halo violensain, ONU husu atu adia fali Referendum nebe tuir ninia kalendariu halao iha loron 30 fulan Agosto tinan 1999.
Tamba experiencia Sahara Ocidental nian nebe ONU adia referendum, sai hanesan lisan diak ida ba Timor-Leste, tamba ne´e maka CNRT no Presidente Kay Rala Xanana Gusmão hodi hatan ba ONU katak "Ne´e biban ida ba povo Timor-Leste hodi hili ninia direitu ba Auto-Determinasaun".

Ho principiu solidariedade ho Povu Sahara Ocidental, Governu Timor-Leste simu konvite husi Autoridade Saharawi ba tuir loron proklamasaun Republika Árabe Saharawi (RAS), nebe sei halo cerimoniu ba loron bot ida ne´e iha Dahla, Sahara Ocidental, zona libertada, iha loron 27 to´o ba 28 Fulan Fevereiru, iha Dahla, zona Libertada, Sahara ocidental.
Representa husi IV Governu Konstitucional ba tuir cerimonio Frente Polisario nian maka Vice Primeiru-Ministru, José Luís Guterres no akompanya husi Assessor ba Komunikasaun PM no VPM nian, António Ramos da Silva.

Iha surumutuk ho Embaixador RAS ba Argélia, Ibrahim Ghali, iha Hotel…, iha Argel, kapital Republique Algerienne Democratique et Populaire, VPM José Luís Guterres, "reafirma kompromisu moral, historika i politika ho kausa no povu Saharawi. Hatutan José Luís Guterres, apoiu inkondicional husi Governu no Estadu Timor-Leste ba povu Saharawi. Tenik tan José Luís Guterres, solidariedade no fraternidade povu Timor-Leste nian ba povu Saharawi, hatudu liu husi resolusoes sira nebe maka ONU ka PBB hasai konaba kausa Povu Saharawi".

Iha loron Restaurasaun Independência Timor-Leste, iha loron 20 Fulan Maio tinan 2002, Presidente RAS, Mohamed Abdelaziz mos ba asiti nudar konvidadu husi Estadu no Povu Timor-Leste. Iha biban neba mos Parlamentu Nasional mos iha ninia sessão especial ida hodi simu Presidente RAS.
Iha visita ba Sahara Ocidental, VPM José Luís Guterres iha ninia agenda ba surumutuk mos ho Presidente RASW, Mohamed Abdelaziz, Primeiru-Ministru, Ministrus rai liur nian ka relasoes Exteriores no Estrutura Klosan Saharawi nian liu husi UJSARI. Hotu!

Fonte: Gabinete Media PM

Monday, 23 February 2009

Dalan naruk ba refleksaun....



Ita ema lao rai.....
Ita iha knua,
Ita iha lisan,
Ita iha hanoin,
Ita iha futuro,
Ita iha moris.

Ita rona ema lian, ita rona ema knananuk...
Ita hanoin ita rain, ita hanoin ita maluk sira.

Dadersan rai malirin, anin nia is loke ita neon, loke ita hanoin,
Fanun ita hosi dukur, loke ita matan hosi nakukun.

Ai-han nia morin....lalika koalia tan ona.

Ita ema lao rai.
Iha ne'e ...., La iha luhu, la iha buah, la iha malus, la iha ahu.
La iha biti, la iha koe oan, la iha lafatik.
La bidu, la iha tebe-tebe, la iha dahur.
La iha kaibauk, laiha bibidikur, la iha tais.

Maibe, ... Ita ema lao rai, Ita iha knua, Ita iha Lisan...

Dadolin no imajen: Celso Oliveira

Saturday, 21 February 2009

FRETILIN: Krisi Lideransa

Atualmente kuandu ita koalia konaba Fretilin (partidu historiku povo Timor nian), automatikamente ita sei koalia konaba figura Mari Alkatiri hanesan Sekretariu Jeral no Francisco Lu Olo hanesan Presidenti. Mos, ita sei koalia konaba Fretilin Mudansa, lideradu hosi Vicente Mau bocy cs.

Maibe, Fretilin laos pretense Mari Alkatiri, Francisco Lu Olo no Vicente Mau bocy nian deit. Fretilin hanesan partidu historiku pertense ema barak nian. Ne'e duni, ohin loron kuandu hare'e ba problema nebe maka partidu historiku ida ne'e enfrenta, provoka interogasaun bo'ot ida iha ema Timor nia moris. Tamba sa maka partidu historiku ida ne'e hetan krisi maka'as? Tamba saida maka partidu historiku ida ne'e la hetan konfiansa hosi Presidenti da Republika Ramos Horta, hodi kaer ukun iha IV Governo Konstituisional?

Ohin loron, Fretilin laos hanesan Fretilin iha tempu luta ba ukun rasik-an. Tamba Fretilin nebe ohin loron existe laos ida deit ona maibe iha Fretilin lideradu hosi Mari Alkatiri, no ida seluk ema bolu Fretilin mudansa lideradu hosi Vicenti Mau Bocy. Hau rasik la hatene tamba saida maka Fretilin fahe tiha ona ba rua. Hau rasik la hatene Fretilin ida nebe los maka hanesan partidu historiku iha povo timor nia moris. Fretilin lideradu hosi MA-Lu Olo ou Fretilin mudansa lideradu hosi VMB-Lugu-Vitor da Costa?

Ema balun hateten katak Fretilin ida uluk iha tempu luta ba libertasaun nasional laos hanesan partidu maibe hanesan movimentu. Ne'e duni, iha momentu neba, ema lubun wain, organizasaun lubun wain maka kaer Fretilin (hanesan movimentu) nia bandeira hodi hakilar ukun rasik-an. Entaun, laos CNRM/CNRT maka hanesan "payung perjuangan" ema Timor nian? Okey, laos kestaun movimentu ou payung perjuangan maka hau atu hakerek. Iha biban ida ne'e hau buka koalia konaba kestaun lideransa iha Fretilin nia laran.

Normalmente, iha partidu ida nia laran, kuandu mosu ona krisi ida, automatikamente, membru, militanti no simpatizanti sira buka atu resolve krisi ida ne. Ita hotu, foin dau-daun ne (iha finais 2008), asisti kongresu Partidu Sosial Demokratiku nian. Mario Viegas Carrascalao, fundador PSD la kandidatu-an ba presidente PSD. Iha kongressu PSD nia laran, liu hosi eleisaun livre i sekretu, militanti no simpatizanti PSD hili lideransa foun maka Zacarias da Costa. Signifika saida? Signifika lideransa foun iha partidu ida nia laran sei lori ambienti foun, modelu foun, hanoin foun, tranformasaun foun, etc....etc....

Vicente Mau Bocy, dirijenti Fretilin Mudansa hakerek artigu ida iha Forum Haksesuk ho titulu: MARI ALKATIRI IHA 1974 SUSPEITO ELEMENTO APODETI INFILTRADO IHA FRETILIN. Iha artigu ida ne'e Mau Bocy koalia konaba kongressu extraordinaria hanesan dalan ida atu resolve problema iha Fretilin nia laran. Ideia ida furak iha ambienti demokratika nia laran. Kongressu Extraordinariu hanesan dalan ida kuandu partidu ida hetan krisi bo'ot hanesan oras ne'e dau-daun Fretilin hasoru.

Fretilin partidu historiku i antigu kontinua ho lideransa antigu. Mari Alkatiri fundador partidu Fretilin (desde 1975 to'o 2008. Tinan 33 ona) hanesan aset iha partidu nia laran. Ida ne'e la signifika katan Mari Alkatiri tenki hela iha Fretilin nia oin to'o mate. Ou, laiha tan ona ema seluk iha partidu Fretilin nia estrutura, nebe kompetenti hodi lidera Fretilin? Ou, Mari Alkatiri husik Fretilin signifika Fretilin mohu ona? Lae. Hau fiar katak sei iha ema seluk nebe bele hadia Fretilin nia naran. Ne'e duni, hau konsidera katak krisi nebe Fretilin enfrenta laos seluk maibe krisi lideransa. Mari Alkatiri tenki entrega poder ba lider seluk i lider foun. Kazu kontrariu, Fretilin nia futuru sei sai hanesan partidu historiku seluk-seluk. Por exemplo: UDT (iha Timor), PCP (iha Portugal) ou PKI (iha Indonesia). Ida ne'e hanesan reflesaun ida.

Celso Oliveira

Friday, 20 February 2009

Timor-Leste caminha rumo a desenvolvimento e estabilidade, diz Ramos Horta

Nações Unidas, 19 fev (EFE).- O presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, afirmou hoje que seu país se encontra no caminho do desenvolvimento e da estabilidade política, um ano depois de uma tentativa de golpe quase acabar com sua vida. Durante um discurso ao Conselho de Segurança da ONU, o governante agradeceu à comunidade internacional, e em particular às Nações Unidas, pelo apoio a seu país após a tentativa de golpe do dia 11 de fevereiro de 2008. O pequeno país asiático desde então "deu um giro" e se encontra em paz, afirmou Ramos Horta em seu discurso ao principal órgão das Nações Unidas, que na semana que vem deve renovar o mandato da Missão Integrada deste organismo no Timor-Leste (Unmit).
Ramos Horta assinalou que já não há grupos armados operando no Timor, e que os índices de criminalidade caíram a níveis abaixo inclusive de alguns dos países mais desenvolvidos.
"Nossa economia está muito bem, com um crescimento real de mais de 10% no final de 2008. Com um orçamento de US$ 680 milhões para 2009 e US$ 200 milhões em programas financiados por doadores, acho que conseguiremos manter um crescimento de dois dígitos, apesar da crise", apontou.
Esse panorama econômico permitirá ao Governo aumentar os investimentos sociais para reduzir o alto índice de pobreza que aflige o país, e que desde sua independência em 2002 aumentou de 36% para 49%, precisou.
Ramos Horta informou que a ex-colônia portuguesa empreenderá um programa de investimento em infraestruturas que nos próximos dez anos deve dar ao país uma nova rede elétrica, um aeroporto, um porto e estradas.
"Não há atalhos ou milagres no caminho à modernização e ao desenvolvimento", advertiu.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também demonstrou otimismo ao comentar o relatório apresentado por Ramos Horta, e assegurou que o Timor-Leste inicia 2009 "com o céu claro".
"Este país pode finalmente se dedicar sem distrações ao trabalho essencial de construir os alicerces firmes e duráveis para a estabilidade e a prosperidade", avaliou.

Thursday, 19 February 2009

Mari Alkatiri hanesan ajente infiltradu Apodeti iha Fretilin nia laran

Dr. Abilio Araujo, empresariu Timor oan hateten ba Vicenti MauBocy, dirijenti Fretilin Mudansa i autor hosi artigu nebe publikadu iha Forum Haksesuk katak "iha meados de Setembro ate Dezembro de 1974 Mari Alkatiri la mossu iha sede FRETILIN (Santa Cruz) katuas Xavier nia uma tamba radio APODETI anuncia katak sira nia elemento ida infiltra iha FRETILIN nia laran. Hosi ne'e ema barak deskonfia Mari Alkatiri. Komo boatus barak i ema barak deskonfia MA, tan nune’e maka MA la mossu iha sede FRETILIN-Santa Cruz".
Dr.Abilio adianta tan katak "20 de Dezembro de 1974 nia (Abilio) sae motor ida, liu hussi AKAIT hare MA hamrik bilang hanesan "manu moras". Dr.Abilio dehan ba MA " mai ita rua ba pasiar fo volta ida. MA mai i tur iha kotuk i Abilio lori fali MA ba sede FRETILIN iha Santa Cruz. Hodi nune’e MA kolado ba FRETILIN to ohin loron. Se Dr.Abilio maka la fo ajuda no koragem ba MA atu fila ba sede FRETILIN, oras ne’e Dr.MA hela iha nia moris fatin iha Kupang. Dados balu hussi Arkivu Nacional, hatudo Dr.MA moris iha Kupang.


Iha artigu nebe naruk ho titulu: MARI ALKATIRI IHA 1974 SUSPEITO ELEMENTO APODETI INFILTRADO IHA FRETILIN , Vicenty Mau Bocy, dirijenti Fretilin Mudansa (F-Mudansa) hakerek konaba derrota nebe maka mosu iha Fretilin nia laran duranti Mari Alkatiri assumi lideransa. Vicenty Mau Bocy mos promete atu halo kongressu extraordinariu iha Fretilin hodi resolve problema internu i hametin filafali forsa iha Fretilin.

Fonte: Forum Haksesuk

Wednesday, 18 February 2009

CONSELHO DE SEGURANÇA DEBATE RENOVAÇÃO DA MISSÃO DA ONU EM TIMOR

O Conselho de Segurança das Nações Unidas debate quinta-feira a renovação por um ano do mandato da sua missão em Timor-Leste (UNMIT), justificada pelo secretário-geral da ONU com a situação de fragilidade ainda vivida no país.
Num relatório entregue ao Conselho de Segurança, Ban Ki-moon afirma que apesar de "progressos notáveis", a situação em Timor-Leste permanece frágil sendo necessário prolongar o mandato da UNMIT sem qualquer alteração à sua composição.
Ban faz notar em particular a necessidade de se manter uma força policial "robusta" em Timor-Leste, onde se encontram 1.510 agentes da polícia de diversos países, incluindo Portugal.
O oficial da PSP portuguesa Luís Carrilho assume esta semana o comando da força de polícia da ONU em Timor-Leste.
No relatório, Ban Ki-moon saúda o Governo timorense por lidar com as "consequências da crise de 2006", mas afirma serem necessários "mais esforços sustentáveis para assegurar soluções duráveis".
O secretário-geral da ONU critica "o tom e discurso público" de alguns elementos da FRETILIN (oposição) e da Aliança para uma Maioria Parlamentar (no poder), que "contribuíram algumas vezes para a incerteza pública sobre a estabilidade política do país".
Por outro lado, elogia os "esforços notáveis" do Presidente timorense, José Ramos-Horta, para "criar oportunidades para a oposição dar contributos a questões de interesse nacional".
Ban Ki-moon destaca que a situação em Timor-Leste tem permanecido "na generalidade calma" e que incidentes de "crimes graves" decaíram de quatro para dois por semana.
Refere também que a UNMIT e o Governo timorense chegaram a acordo sobre a entrega de responsabilidades à polícia nacional, uma questão controversa no passado. Esse acordo deverá começar a ser implementado "na primeira metade de 2009", mas sem um calendário fixo, sendo feito "distrito por distrito e unidade por unidade de acordo com critérios acordados mutuamente e claramente definidos". Esses critérios são a "capacidade da polícia nacional responder apropriadamente ao ambiente de segurança num dado distrito", "certificação final de pelo menos 80% de agentes da polícia num dado distrito ou unidade", "existência dos requisitos operacionais logísticos requeridos" e "estabilidade institucional". "A prontidão dos distritos e unidades será determinada por uma avaliação conjunta da ONU e Timor", acrescenta.
A votação de uma resolução autorizando um novo mandato só deverá ser feita na próxima semana.

Uma pessoa mandou esta imagem e um belo texto para meu e-maill


Uma imagem de John Gebhardt no Iraque.
Esta é uma dura história de guerra , porém toca-nos o coração...
A esposa de John GebHARDT, Mindy, diz que toda a familia desta criança foi executada.
Os executantes pretendiam também executá-la e ainda a atingiram na cabeça...mas não conseguiram matá-la.
Ela foi tratada no Hospital de John, está a recuperar, mas ainda chora e geme muito.
As enfermeiras dizem que John é o único que consegue acalmá-la.
Assim, John passou as últimas 4 noites segurando-a ao colo na cadeira, enquanto os 2 dormiam.
A menina tem vindo a recuperar gradualmente.
Eles tornaram-se verdadeiras "estrelas" da guerra.

John representa o que o mundo ocidental gostaria de fazer.
Isto, meus amigos, vale a pena partilhar com o Mundo inteiro.
Vamos a isso ! Vocês nunca vêem notícias destas na TV ou nos Media em geral. Se vos tocou, dêem a conhecer.Todos precisamos de ver que (também) existem estas realidades em que pessoas como John marcam a diferença, mesmo que seja só com uma pequena menina como esta.

Não podemos orientar o vento, mas podemos ajustar a nossa vela...Bem haja!

Friday, 13 February 2009

Historia Popular Ema Timor Nian

ATENTADU

(Historia Popular Ema Timor Nian)




Kapítulu sia

Fulan rua tiha...
Hanesan bai-bain, hau hader dadersan deit hodi hakerek. Halao lalaok nebe hau nia aman halo. Iha liur, rai udan monu tarudu iha zinku nia leten. Labarik kiik oan sira duni malun iha mota nia laran halimar ho udan ben. Eletrisidadi lakan mate tamba to’o oras ne’e enerjia seidauk bele fahe tomak ba territoriu laran. Governu sei preokupa ho akontesimentu foun, maibe hau iha esperansa katak loron ida governu sei resolve povo nia problema hotu.

Iha hau nia uma nebe maka hau foin konstroi hafoin tiha destruisaun nebe mosu iha hau nia rai, iha 1999 i 2006, dalabarak maka hau konsidera hau nia aman nia mate hanesan ema beik.
Hau halo montajem rasik konaba assaltu iha presidenti ho primeiru ministru nia uma. Skenariu hau monta tuir informasaun nebe maka hau simu, nomos tuir hau nia imajinasaun rasik.
Skenariu ida……
Hau apresenta kestaun psikolojiku. Grupu revolusionariu RKM senti frustradu ho solusaun nebe maka governu unidadi nasional ho partidu eskerda promete ba sira. Duranti kampanya iha eleisaun lejislativa, politiku nain sira (eskerda ho direita) halo promesa oin-oin ba grupu revolusionariu katak se karik sira maka manan iha eleisaun lejislativa, entaun, problema grupu RKM sei sai hanesan prioridadi. Maibe, realidadi sai oin seluk. Governu unidadi nasional abandona i dada naruk solusaun ba grupu RKM. Partidu eskerda preokupa liu ho Lei Pensaun Vitalisia du ke grupu RKM nia futuro. Tamba senti frustradu ho realidadi ida ne’e, entaun grupu RKM halo planu hodi oho tiha presidenti ho primeiru ministru. Relatoriu hosi prokurador jeral dehan katak; grupo RKM iha droga, marijuana no ganja.
Skenariu rua….
Kestaun atu hadau poder ou eleisaun antesipada. Tamba partidu eskerda la hetan mandatu hosi presidenti atu forma governu foun, entaun, partidu eskerda hakbesik-an ba grupu RKM hodi orkestra planu atu oho ou kaer moris presidenti ho primeiru ministru. Se karik iha planu ida ne’e maka grupu RKM oho ou kaer moris duni presidenti ho primeiru ministru, entaun, partidu eskerda sei proklama-an hanesan forsa ida ke iha liu "power" iha teritoriu laran.
Iha kazu ida ne’e, partidu eskerda avansa kedas ho planu atu halo eleisaun antesipada.
Iha partidu eskerda nia fatin (sede), lista foun prepara tiha atu fo’o sai ba publiku kona ba formasaun iha governu foun. Presidenti eskerda prepara tiha ona textu proklamasaun nian atu lê, i, osan iha kofre eskerda nian prepara tiha ona atu loke hodi halo kampanya politika eskerda nian.
Skenariu tolu…
Traisaun iha grupu revolusionariu RKM nia laran. Grupu RKM nia ulun bo’ot mate tiha ona iha kuartel RKM laran tamba traisaun. Tamba tauk atu hetan revolta iha kuartel nia laran, entaun, elementus balun lori grupu RKM nia líder nia isin mate ba rai iha presidenti nia uma oin. Halo hanesan ne’e hodi grupu RKM bele kondena katak governu unidadi nasional maka oho grupu RKM nia líder.
Skenariu hat....
Grupo revolusionariu RKM hakarak hatudu ba populasaun tomak katak iha teritoriu nia laran sira maka manda/ukun. Laos forsas armadas ou polisia nasional. Tamba ne'e maka grupu RKM hakarak hatudu katak se sira konsege naok moris ou oho presidente ho primeiru ministru, signifika kredibilidadi hosi forsas armadas ho polisia nasional sei tun rabat rai.


Kapitulo Sanulu


Tinan ida tiha....
Governu Unidadi Nasional konsege halo buat barak hodi tulun populasaun tomak iha teritoriu nia laran. Partidu eskerda kontinua akuza governu Unidadi Nasional hanesan governu ida koruptu i inkonstituisional. Hakerek nain no poeta sira kontinua hakerek.
Hau nia inan nebe faluk kontinua reza nafatin. Hau nia aman nebe mate tiha ona iha tasi ibun husik hela rekordasaun ida atu sese deit maka ukun Timor tenki ukun halo lolos no diak.
Iha hau nia poesia nebe hau hakerek ho portugues "Meu pai morreu nas mãos dos seus maun-alin, camaradas. Meu pai morreu não por querer dele mas por querer dos outros. E, eu só quero PAZ", hau halo fali tradusaun ba lian Tetum: "Hau nia aman mate iha nia maun-alin, kamardas nia liman laran. Hau nia aman mate laos tamba nia hakarak. Maibe, hau hakarak deit DAME".
To’o oras ne’e, hau seidauk hatene labarik oan be fahe informasaun ne’e pertense grupo ida nebe? Se nia oan? Hela iha nebe? Tinan hirak? Seluk-seluk tan, etc, etc. Informasaun nebe cirkula iha hau nia bairru kona deit ba: reforma iha sistema governu nian, aprova orsamentu geral iha Parlamentu Nasional, loke eskola foun, estrada foun, kios foun, mosu feto foun, seluk-seluk tan.
Hau deskonfia labarik oan ne’e halo parte iha grupo árabe nian nebe foin moris iha hau nia bairru ho objectivu: atu buka i halibur kamiza, kalsa, sapatus, livros, kadernus, bonekus, etc hodi haruka ba Índia ho rai kiik i kiak seluk tan. Ou, labarik oan ne’e, pertense grupo seluk nebe iha objektivu atu estraga estabilidadi iha hau nia bairru laran.
Dalaruma, loron manas maka’as, hau hare labarik oan ne’e túúr ho nia alin feto iha aihun ida nia okos hodi hanorin lê livru eskerda nian.



Fim



NB: Informasaun barak maka hau hetan hosi meius komunikasaun nebe sirkula iha internet.

Historia Popular Ema Timor Nian

ATENTADU
(Historia Popular Ema Timor Nian)


Kapítulo hitu


Buat uluk nebe hau halo kuandu hau rona konaba hau nia aman nia mate maka: hau hakerek poesia ho lian portuguez.
"Meu pai morreu nas mãos dos seus maun-alin, camaradas. Meu pai morreu não por querer dele mas por querer dos outros. E, eu só quero paz".
Eu só quero paz? Ema oho tiha hau nia aman, agora hau só hakarak dame? Laiha justisa? Hau husu mai hau-an rasik. Maibe, iha hau nia silensiu, dalabarak hau hanoin katak buat nebe akontese iha pasadu lalika atu temi ou hanoin beibeik. Tamba buat ida ne'e sei la kria domin iha ita ema nia fuan laran.
Politika rekonsilisaun nebe governu halo, lori efeitu diak ba povo. Maibe, atu politika rekonsiliasaun bele implementa halo didiak, tenki akompanya ho politika edukasaun, liu-liu edukasaun basika.
Família kaer funsaun importanti iha sosiedadi nia laran. Ne’e duni, edukasaun iha família nia laran tenki hetan prioridadi hosi governu. Kuandu família laiha edukasaun ou laiha edukasaun basika, sei difisil atu implementa politika rekonsiliasaun iha sosiedadi nia laran. Ne’e duni, governu tenki fo’o atensaun ba família.
Maibe, atu família bele hetan kondisaun diak, governu tenki kria posto de trabalho halo barak. Inan-aman tenki iha servisu atu nune bele eduka oan sira halo didiak. Oan sira tenki hetan livre assesu ba eskola i hospital. Maibe, atu governu kria posto de trabalho halo barak, uluk nanain tenki iha politika konaba seguransa ida diak i kapaz.
To'o oras ida ne'e, hau hare katak partidu eskerda ho direita kontinua kondena malun nafatin.
Iha hau nia rain, historia konaba ema oho malun, laos foun, laos novidadi. Lia kiik ka bo’ot, lia mate no lia moris, sempre akompanya ho oho malun. Talvés tamba hau nia rain hetan malisan, ou ....
Kuandu ema grego deskobre liafuan demokrasia, sira lahanoin katak loron ida, iha rai kiik no kiak sei uza liafuan demokrasia hodi oho fali malun. Tuir ema grego, lia fuan demokrasia signifika hosi povo, ho povo, ba povo. Iha hau nia rain demokrasia hanesan kurtina ida hodi taka politiku bo’ot sira nia hahalok. Ema nebe riku, kontinua riku, ema nebe kiak kontinua kiak.

Kapítulo ualu

Tinan rua liu ba, kuandu partidu eskerda maka kaer governu, mosu krisi bo’ot ida. Krisi ne’e mosu tamba governu halao ukun la lós. Forsas armadas ho polisia nasional tiru malu. Mate ema barak. Grupu ida iha forsas armadas nia laran deklara-an naran "grupu revolusionariu RKM" halai sai hosi kuartel forsas armadas nian. Tamba razaun simples ida: iha diskriminasaun iha forsas armadas nia laran. Governu tenta resolve problema iha forsas armadas nia laran hodi foti kastigu kontra ema 600 (atus nen) nebe halai sai hosi forsas armadas. Desizaun governu ida ne’e loke odamatan luan ba krisi nasional. Mosu protestu iha fatin hotu-hotu. Funu etnia, persekutuan no interrese atu hadau poder komesa mosu. Igreja Katolika organiza manifestasaun bo’ot tamba governu eskerda aprova lei ida atu bandu hanorin dutrina katolika iha eskola no universidadi. Organizasaun Laos Governu (ONG/LSM) organiza protestu iha estrada laran tamba mosu korupsaun, sasan folin sae, laiha justisa sosial, seluk-seluk tan.
Ikus mai, partidu eskerda lakonsege kontrola situasaun politika. Tamba krisi nasional ida ne’e, maka halo presidenti da republika toma desizaun tuir konstituisaun: sobu parlamentu nasional no demiti primeiru ministru.
Eleisaun lejislativa foun halo. Partidu eskerda manan, maibe la manan ho maioria. Partidu direita moderada forma koligasaun hodi hetan maioria absoluta iha parlamentu nasional nia laran.
Presidenti da republika fo poder ba grupu maioria iha parlamentu nasional hodi forma governu foun. Naran Governu Unidadi Nasional. Maibe, partidu eskerda la konkorda, konsidera desizaun presidenti da republika inkonstituisional.
Iha parlamentu nasional, partidu eskerda halo parti maibe kontinua konsidera governu unidadi nasional hanesan governu inkonstituisional. Partidu eskerda promete katak fulan nen tiha maka sei halo protestu kontra governu unidadi nasional. Partidu eskerda hakbesik-an ba grupu revolusionariu RKM ho objektivu atu sobu governu foun.
"Governu ida ne’e, governu inkonstituisional. Presidenti ho primeiru ministru troka kadeira ba malun. Uluk, aktual presidenti maka túúr iha primeiru ministru nia kadeira. Aktual primeiru ministru maka túúr iha presidenti nia kadeira. Agora, antigu primeiru ministru sai fali presidenti. Antigu presidenti sai fali primeiru ministru", dehan ulun bo’ot eskerda nian.
"Ne’e duni, partidu eskerda hakarak atu halo eleisaun antesipada. Se karik lahalo eleisaun antesipada, entaun partidu eskerda sei "boikota" governu nia programa tomak. Partidu eskerda promete katak hafoin tiha fulan nen maka partidu eskerda sei halo funu hasoru presidenti ho primeiru ministru", hatutan partidu eskerda nia presidenti.

Kontinuasaun...



Thursday, 12 February 2009

Historia Popular Ema Timor Nian

ATENTADU
(Historia Popular Ema timor Nian)


Kapítulo lima

Grupu revolusionariu RKM laos hakarak oho presidenti ho primeiru ministru. Tuir objektivu lo-los, grupu revolusionariu hakarak naok moris presidenti ho primeiru ministru.
Grupu revolusionariu iha planu rua, A ho B. Planu A atu naok moris presidenti ho primeiru ministru. Se karik planu A falha, entaun grupu sei uza planu B, alias - tiru se deit maka hakbesik-an ba grupu revolusionariu nia fatin, inklui oho presidenti ho primeiru ministru.

Grupu revolusionariu iha elementus 600 (atus nen). Elementus sira seluk hela hodi hein iha kuartel revolusionariu iha territoriu laran. Elementus 10 halo assaltu iha presidenti nia uma, elementus 10 iha primeiru ministru nia uma. Hotu-hotu uza kilat, maskara, telemovel i, atu fasil halo movimentu iha bairru laran, grupu revolusionariu uza governu nia kareta rasik. Kareta rua ba presidenti nia uma, kareta rua ba primeiru ministru nia uma. Grupu revolusionariu iha mapa kompletu konaba presidenti ho primeiru ministru nia uma ho sira nia aktividadis loro-loron. Grupu revolusionariu hanaran operasaun ida ne’e: Sabotajem.
Grupu revolusionariu sai hosi sira nia kuartel tuku hat dadersan. Tama iha presidenti nia uma tuku 6.15. Ho konfiansa bo’ot, grupu konsege tama iha portaun presidenti, desarma soldadu rua iha portaun. Ema nain tolu tama hosi odamatan oin, tolu tama hosi kotuk, ema nain hat hein iha portaun liur. Grupu tama to’o presidenti nia kuartu, haris fatin, dapur, maibe lahetan presidenti.

Tuku 7.45, grupu ida seluk ba primeiru ministru nia uma hodi naok moris primeiru ministru. Ema nain 5 ba buka primeiru ministru iha uma, ema nain lima hein iha dalan klaran. To’o iha uma, grupu lahetan primeiru ministru. Elementu ida tiru ba leten hodi fo sinal ba ema nain lima iha dalan klaran katak primeiru ministru sai tiha ona ho kareta hosi nia uma. Entaun ema nain lima iha dalan klaran prepara emboskada atu oho primeiru ministru. Kuandu karavana primeiru ministru to’o, grupu komesa tiru hasoru. Primeiru ministru nia seguransa privadu tiru hasoru hodi salva primeiru ministru hosi emboskada ne’e. Grupu revolusionariu lakonsege oho primeiru ministru, entaun, hakiduk ba kotuk.


Kapítulo nen

Hau nia aman gosta hakerek livru konaba dutrina eskerda nian. Iha nia uma laran, komesa hosi sala visita, sala han nian, kuartu laran, iha livrus oin-oin.
Hau sei hanoin hela katak: kuandu hau sei kiik, hau nia inan maka sempre hader uluk hodi prepara ai-han hodi fo han ami nain sanulu, maibe hau nia aman, preokupa liu ho nia máquina hakerek nian no livrus, liu-liu livrus konaba dutrina eskerda nian.
Dadersan nakukun hau nia aman hader i komesa hakerek nia livru.
Iha loron ida, hau pasiar ho hau nia aman ba iha sentru komersial bo’ot iha Dili. Ami nain rua túúr iha kadeira hodi koalia. Hau nia aman husu nune mai hau: kuandu ó bo’ot, ó hakarak sai saida? Hau hatan ba hau nia aman nune: kuandu hau bo’ot hau hakarak sai ema normal.
Kuandu hau nia aman kaben ho hau nia inan, sira nain rua moris feliz.
Tuir historia nebe hau rona, uluk, kuandu hau nia aman seidauk hatene (konhese) hau nia inan, hau nia aman nunka ba missa, tamba hau nia aman laos ema katolika. Maibe, iha loron ida, loron natal, kuandu hau nia aman hare hau nia inan ba missa iha igreja Motael, hau nia aman mós ba missa. Iha igreja laran, hau nia aman hamrik besik hau nia inan. Hahu’u hosi ne’e hau nia aman konhese hau nia inan i sira komesa namora.
"Sabotagem" livro nebe hau nia aman publika hodi konta historia kona ba maun alin nain tolu nebe mate tamba defende justisa (lia lós). Atu sira alkansa sira nia objetivu, sira oho hotu politiku bo’ot nebe explora i manipula bei-beik povo. To’o ikus maun alin nain tolu mós mate hanesan heróis nasional.
Lia fuan "beleza i revolusionariu" hanesan lia fuan ida nebe hau kontinua hanoin iha hau nia moris laran. Hau nia aman hatete bei-beik mai hau katak "ita ema tenki iha isin diak no laran mós diak/mos. Laos isin deit maka diak maibe laran foer/moras ou laran deit maka diak maibe isin áat. Kombinasaun hosi isin ho laran maka bele forma ita ema ninia personalidadi. Isin atu diak ita tenki han ai-han diak. Klamar atu diak ita tenki rona lia fuan diak, relasaun ho ema seluk tenki diak, etc. Se karik ita nia klamar foer tamba ita halo sala, entaun ita nia klamar sei akuza ita loron no kalan i hosi ne’e maka halo ita nia isin sai áat, fuan moras to’o mate."
Dalaruma, nia bolu hau ba túúr iha hás hun nia okos, hodi koalia konaba revolusaun. Hau nia aman dehan nune: "revolusaun hasoru ditadura komesa hosi uma laran hafoin ba to’o liur. Komesa hosi fatin nebe ita nain rua túúr ba, tun hosi eskada ida ne’e toó tama iha bairru, eskola, igreja i fatin seluk-seluk tan. Revolusaun bele liu hosi lia fuan: hakerek, koalia, i, kanta. Mós, revolusaun bele liu hosi dalan armada/kilat".
Hau nia aman hatete mai hau katak "ita ema tenki halo kontaktu ho natureza, ho loron, ho fulan no fitun, ho kalan no udan, ho malirin no manas, ho rai, ho animal sira. Ita ema tenki senti kontenti kuandu ita loke matan hodi hare naroman i horon loron ninia is. I, kuandu ita senti sabor naroman nian, imediatamente ita tenki agradese Nai Maromak nebe fo isin diak mai ita hodi bele senti Nai Maromak ninia Virtude no mundu ninia beleza. I, kuandu to’o fali kalan, ita tenki halo nune nafatin, -alais- ita ema kontinua fo agradese ba Nai Maromak no natureza mundo nian."
Hau hanoin hela, iha frase ida nebe nia hakerek, nune: "Se ita ema moris nunka halo sala entaun, diak liu ita lalika moris. I, nudar ema, iha momentu atu ita halo sala i iha momentu atu ita halo lós. Radikalismo la alimenta valor diak ba ita nia sociedade maibe radikalismo alimenta violensia. Ohin loron, ita nia povo laos han ideolojia ou promessa nebe governante ou ema politiku sira koalia iha televisaun ou radiu, maibe, ita nia povo presija ai-han lolós. Povo nebe foin sai hosi funu presija eskola, ai-moruk i uma. Povo nebe foin sai hosi moris violensia ou funu la presija militar foun, la presija UIR ka Polisias Especiais ou kilat moderno."
Iha frase seluk, hau nia aman hakerek nune: "Dalabarak hau túr hodi hanoin nune, moris ne’e hanesan muzika nebe ita rona loron no kalan. Bainhira ita rona muzika, ita sempre rona ho sentimento/perasaan. Tamba, muzika maka halo ita kontenti no triste, -alias- hamnasa i tanis. Muzika halo labarik sira kontenti. Importanti tebes-tebes katak iha ita nia moris, kontinua iha espirito (jiwa) konversa entre maun no alin, amigos, etc…aman, inan no oan sira tenki konversa ba malun".
Hau aprende buat barak hosi hau nia aman ho inan, liu-liu hosi hau nia aman.
***
Maibe, kleur tiha ona, tinan sanulu tiha ona, maka hau la hatene konaba hau nia inan-aman nia moris. Hau hanoin deit katak molok hau sai hosi hau nia inan-aman nia sorin, hau nia aman dehan katak loron ida nia sei sai hanesan bo’ot revolusionariu povo nian.

Liu tiha loron tolu (3) hosi akontesimentu ne’e, hau simu "sms" hosi hau nia inan. Dehan nune: "o nia aman mate tamba interesse politika ema seluk nian. Mate iha tasi ibun, mate kiak, mate triste".

Kontinuasaun...

Tuesday, 10 February 2009

Historia Popular Ema Timor Nian

ATENTADU

(Historia Popular Ema Timor Nian)


Kapítulo tolu

Hafoin tiha akontesimentu ne’e, kompletamente hau husik hotu hau nia servisu. Hau konsentra maka’as hodi akompanya evolusaun hosi akontesimentu ne’e.
Polisia nasional komesa halo operasaun iha bairru laran. Polisia kaer ema sira nebe fo suporte ba grupo revolusionaiu.
"Ita nia povo moris iha tauk nia laran. Ami tenki salva povo ida ne’e. Ne’e duni, ami husu atu povo kolabora hamutuk ho ami hodi fo’o sai naran hosi ema sira nebe maka halo parti iha grupu revolusionariu nia laran. Se maka subar elementu revolusionariu, ami sei kaer hotu i sei lori ba kastigu", dehan polisia nia bo’ot, liu hosi jornal nasional.
"Se-se deit, atu jornalista fali ka, padre ka madre, deputadu ka ministru, mediku ka professor, NGO ka politiku nia bo’ot sira, maka la respeitu Estado de sitio, ami sei kaer hotu", hatutan polisia nia bo’ot.
Liu tiha fulan ida, iha Parlamentu Nasional simu keixa barak konaba hahalok polisia nasional no forsa armadas nebe tama sai povo nia uma arbiru deit, baku klosan sira iha estrada ibun, i halo violasaun direitus humanus.
Relatoriu hosi Provedor Direitus Humanus hateten katak hahalok bruto hosi polisia nasional no forsas armadas a’at liu iha mundu. Polisia uza kareta ho vidru metan, laiha zapa (zapa=plat) hodi duni ema iha estrada laran. Polisia la uza naran iha sira nia farda hodi kaer i baku ema iha uma laran. Polisia halo hanesan ne’e hodi povo lahatene sira nia naran. Polisia kaer ema la uza surat hosi tribunal. Polisia halo para kareta nebe uza reben, i les hotu.
"Laiha nessecidadi atu uza forsa agresiva hodi kaer ema. Hahalok ne’e hatudu katak ita nia polisia seidauk profissional. Semana kotuk liu ba, forsas armadas ba foti ema civil ida iha aeroporto tamba deskonfia ema ne’e halo parti iha grupu revolusionariu," dehan provedor direitus humanus.
Provedor direitus humanus haruka surat ba Parlamentu Nasional ho Primeiru Ministru hodi kesar hahalok polisia nebe viola direitus humanus.
NGO/LSM hateten katak Estado hakarak uza "Estado de sitio" hodi bele hametin sira nia poder.
Ulun bo’ot (líder) eskerda sira nian, kondena polisia nia hahalok i konsidera katak hahalok polisia nian hanesan "persegisaun politika i ditadura".
Maibe, governu, liu hosi ministru defesa, koalia iha Parlamentu Nasional katak: to’o oras ne’e povo seidauk kesar konaba hahalok hosi polisia nasional i forsa nasional nebe la respeitu direitus humanus.
"Elementus polisia nasional nebe pratika violasaun direitus humanus sei responde iha tribunal. Ne’e duni, ami husu atu povo kesar elementu polisia nebe maka pratika violasaun direitus humanus", dehan ministru defesa.
Forsas armadas nia bo’ot hateten katak militar nebe maka tortura i kastigu povo, sei lori ba tribunal militar nian.
Polisia nasional nia bo’ot hateten katak polisia nebe maka la respeitu povo sei hetan kastigu bo’ot.



Kapítulo hat

Presidenti nebe hetan tiru iha kotuk laran i estomogo, lori liu ba hospital iha rai seluk hodi bele halo operasaun. Operasaun nebe halo dala lima konsege salva PR nia moris. Grasa hosi Nai Maromak, presidenti rekupera-an iha hospital internasional.
Fulan ida ho balun tiha, PR hato’o lian tatoli (mensajem) ba povo tomak. Iha mensajem nia laran, PR husu ba povo atu labele halo tan violensia ba malun.
Molok husik hospital privadu, presidenti fo agredese barak ba medikus ho enfermeirus nebe hare presidenti komesa hosi loron atentadu.
Presidente lao ho cuidadu tebes sai hosi odamatan hospital tuku 9.15. Presidente hatais kamisa algudaun kôr kastanyu i kalsa kastanya. Hasanrahun mahar. Isin krekas uitoan. Presidenti hamnasa kuandu kaer liman ho jornalistas sira i enfermeirus sira nebe akompanya toó iha odamatan. Presidenti lakohi uza kareta roda nebe hospital prepara tiha ona.
Molok husik hospital, Presidenti fo’o presenti fotografia presidenti ho Santo Padre ba diretor hospital.
"Kuando hau hetan atentadu, Santo Padre reza mai hau", dehan Presidenti.Depois Presidenti fo presenti kafe ba medikus i enfermeirus sira. "Ne’e melhor kafe iha mundu", dehan presidenti. "Hakarak hateten ba sira katak kafe ne’e iha vinagre ne’e duni kafe diak i melhor iha mundu", hatutan presidenti.
"Hau hakarak fo’o agradese ba imi hotu nebe kuidadu hau to’o ohin loron, medikus, enfermeirus to’o kriada hospital nian", dehan presidenti.
"Imi hotu mesak laran diak, tamba imi kuidadu hau halo diak. Laos imi iha ne’e deit, maibe mediku i enfermeirus iha hau nia rai. Se karik sira laiha, hau lahatene oinsa hau nia moris", koalia presidenti ho emosaun maka’as.
"Hau sei hanoin tin tin por tin tin, komesa hosi ema tiru hau, iha ambulansia antigu nia laran nebe laiha sintu hodi aperta hau. Kuaze hau atu monu maibe hau haka’as-an kaer metin kama maski ran fakar maka’as", dehan presidenti.
Kareta ida para iha hospital oin lori presidenti lakon hosi hospital.
Semana ida tiha….
Iha loron Paskoa, presidenti ba agradese Nai Maromak iha missa paskal iha katedral bo’ot.

Kontinuasaun...

Historia Popular Ema Timor Nian

Hahu'u ohin hau sei hatun historia popular ema Timor nian. Historia ho titulo "Atentadu" sei iha kapitulu 10. Loron ida hau sei hatun kapitulo 2 deit. Hau hakarak hato'o boa leitura ba sani nain sira.

hakuak bo'ot,
Celso oliveira



A T E N T A D U

(Historia Popular Ema Timor Nian)




Kapítulo ida

Labarik oan ne’e hatais kalsa training kôr metan, kamizola mutin, sapatu marka Nike i kaer saku mutin ida. Iha saku mutin nia laran iha informasaun. Labarik oan ne’e tama sai uma ida-ida iha bairru nebe hau hela hodi fahe informasaun. Hau rasik seidauk hatene informasaun saida maka labarik oan ne’e fahe. Tamba, sei dadersan lós, sei nakukun hela atu hau halai tun ba loke kaixa karta nian.
Oras hanesan ne’e, vale liu mai hau, se hau túúr iha kuartu laran hodi observa hosi janela, movimento ida-ida iha liur. Muzika iha hau nia komputador kiik (laptop/portatel), lian nafatin, maski hau la hakerek buat ida.
Kareta rua para iha hau nia uma oin dada hau nia atensaun desde hau loke janela. Kareta ida metan –Toyota Prado-, ida seluk mean –Toyota Land Cruiser-. Normalmente, iha hau nia uma oin para kareta mutin bo’ot ida pertense Mr. Fuat, komersianti árabe nebe loke kios iha kruzamentu, besik hau nia uma.
Toó oras ne’e, nein ema ida mai bok kareta rua ne’e. Hau deskonfia, kareta rua ne’e, ida pertense dona Carolina nia oan mane deputado hosi esuqerda, i, ida seluk pertense dona Carolina nia mane foun deputado hosi direita.
Tuku sanulu tiha ona, labarik sira nebe normalmente halimar iha hau nia uma oin, to’o oras ida ne’e nein ema ida mosu. Mr. Fuat nia kios sei taka. Desde ohin tuku lima dadersan to’o oras ida ne’e, oras lima tiha ona, hau sura kareta lima deit maka foin liu hosi hau nia uma oin. Talvés, labarik sira sei toba, dona Carolina sei hadia uma laran, Mr. Fuat sei ba sosa sasan iha sidade seluk, i, jornalista sira sei túúr hakerek iha uma laran. Buat hotu nebe maka hau bele hanoin, hau hanoin tiha ona.
Tuir historia hosi hau nia familia, kôr mean la fo’o sorti mai hau. Ne’e duni, kuandu hau hare hetan kareta mean para iha hau nia uma oin, halo hau hanoin konaba historia hau nia familia nian.
Hau nia kurtina naruk liu hau nia janela. Kôr kinur kahur ho kôr matak uitoan i kôr mean uitoan. Hena la mahar (pano lisu). Kuandu kalan, hau loke ahi iha kuartu laran, ema hosi liur bele hare hetan hau nia movimentu iha uma laran.
Iha hau nia kuartu laran, iha mala metan rua. Mala ida kuadradu i ida seluk kabuar. Televisaun ida liga ho dvd, gravador tuan ida, oratoriu kiik ida i kama bo’ot ida.
Fulan ida dala ida maka hau hámos kuartu ne’e. Rairahun laiha. Iha deit maka suratan soe rungu ranga, fiu liga ba tv, dvd, gravador i estrika rungu ranga, hena foer ho hena mós soe kahur malun, kassete naklekar tun sae, surat hosi BNU, bank Mandarin, seluk-seluk tan soe hela iha televisaun leten.
Iha parede lolon, kola hela desenho ida, parece labarik ida maka pinta ho naran Maria D. Kuandu hau muda mai uma ne’e, desenho ne’e iha tiha ona, i hau nunka hasai hosi nia fatin maski tinan lima tiha ona. Mós, iha kama nia okos, iha kaixa ida ho roupa labarik sira nian, sapatu par mutin ida i kassete. Iha hau nia kakutak, hau hanoin atu lori kaixa ho hena sira ne’e ba fó tiha ba madre sira iha Lecidere, maibe hanoin ne’e nunka realiza deit.
Tuku sanulu liu ona hau la hatene informasaun saida maka labarik oan ne’e soe hela iha hau nia kaixa karta nian. Hau tun ba kraik hodi loke kaixa karta nian…..
Hau hetan boletim informativu ho titulu SABOTAJEM. Hau loke tahan ida-idak hodi lê. Hau hare lia fuan konaba: revolusionariu, konspirasaun, amnestia, eleisaun antesipada, justisa social, korupsaun, marcha da paz, oportunistas, traidor, seluk-seluk tan. Iha hau nia ulun, hau hanoin konaba dutrina eskerda nian nebe uluk hau aprende uitoan.


Kapítulo rua

Do’ok hosi hau nia bairru, dadersan deit, tuku 06.15 akontese tiha ona assaltu ida iha Presidenti da Republika nia uma. Iha assaltu ne’e, presidenti kanek todan. Elementus nain rua hosi grupu revolusionariu mate.
Liu tiha oras ida ho balun, tuku 07.45, grupu revolusionariu halo assaltu iha dalan klaran kontra Primeiru Ministru nia karavana. Iha assaltu ne’e, primeiru ministru konsege salva-an.
Grupo revolusionariu RKM deklara-an hanesan autor hosi assaltu ne’e.
Presidenti nebe kanek todan tamba hetan tiru iha estomogo ho kotuk laran, toba iha estrada laran duranti minutu tolu nulu hodi hein apoiu mediku. 06.45, ambulansia tuan, laiha sirene, laiha sintu, sai hosi hospital militar ba to’o presidenti nia uma hodi tula presidenti lori ba hospital.
Estrada kuak, udan tun, halo kondutor ambulansia halai neneik. Iha ambulansia laran, presidenti monu dala ida tamba laiha sintu. Presidenti nia ran nakfakar barak iha ambulansia laran.
Primeiru Ministru konsege salva-an tamba hetan tulun hosi forsa internasional i guardas kostas sira.
Iha palasiu governador, primeiru ministru halo reuniaun emerjensia hamutuk ho bo’ot hosi forsas armadas i polisia nasional. Hotu tiha reuniaun emerjensia, liu hosi televisaun nasional, PM koalia ba povo tomak katak: "ohin tuku 06.15 iha assaltu ida kontra PR i tuku 07.45 assaltu kontra PM. Iha assaltu nia laran, PR hetan kanek todan i PM konsege salva-an. Elementus nain 2 hosi grupu RKM mate kedas iha presidenti nia uma. Elementus sira seluk hosi grupu RKM nebe halo assaltu kontra PM konsege halai. Assaltu sira ne’e laos kontra ema ida ka rua nia interesse maibe kontra nasaun nia interesse. Ne’e duni, tamba oras ne’e PR hetan kanek todan, entaun foti kedas Presidenti Parlamentu Nasional hodi halao PR nia servisu. Governu hosi partidu direita, moderada i progresista, kondena hahalok sira ne’e, i, proklama "Estado de sitio" duranti fulan tolu nia laran. Duranti Estado de sítio, povo labele halo manifestasaun, reuniaun politika, i, tuku ualu (8) kalan to’o tuku nen (6) dadersan ema ida labele sai hosi uma. Forsa Armada mobiliza-an hodi buka ba kaer elementu importanti sira hosi grupo revolusionariu RKM".
Partidu eskerda kondena assaltu ne’e, maibe la konkorda ho desijaun governu nian nebe halo "Estado de sitio". Akuzasaun komesa mosu entre politiku eskerda ho direita sira. Partidu eskerda kondena assaltu hasoru presidenti maibe konsidera assaltu hasoru primeiru ministru hanesan fiksaun ida (telenovela/sandiwara). Partidu direita akuza partidu eskerda hodi dehan katak partidu eskerda hakarak hadau poder konstituisional maka orkestra assaltu ida ne’e.
Liu tiha loron tolu, politiku hosi partidu eskerda hasai komunikadu ba povo.
"Ami kondena assaltu sira ne’e. Maibe ami lafiar katak grupu revolusionariu RKM halo assaltu kontra primeiru ministru, tamba se karik grupu revolusionariu halo assaltu hasoru PM, entaun PM mate tiha ona", dehan ulun bo’ot partidu eskerda nian.
"Iha momentu ne’e, hau haruka kedas hau nia fotogrofo ba iha fatin nebe grupu revolusionariu halo assaltu hasoru PM. Populasaun dehan katak la akontese buat ida iha ne’e. Kareta nebe tula PM para hela iha dalan ibun, hafoin maka ema nain lima dudu monu ba mota laran. Ne’e duni hau iha provas kompletu katak PM inventa historia ne’e", hatutan ulun bo’ot eskerda nian.
Forsas armadas i polisia nasional halo operasaun hamutuk ho naran "operasaun hamutuk" hodi buka kaer elementu grupu revolusionariu nian. Tribunal prepara atu tuku martelu hodi kondena se maka sala i se maka lós. Igreja Katolika la koalia buat ida maibe prontu atu sai negosiador, hanesan uluk Jesus Cristo hanorin. Investigador internasional hahu’u halo investigasaun iha teritoriu laran.


Kontinuasaun.....

O Poema que fala em meu nome (2)

O Caminho Matinal

O caminho matinal é o meu diário.
Todas as manhãs, faço um caminho de reflexão.
Nesta reflexão, eu encontro-me com a verdadeira "alma Timorense".

Respirei o ar fresco timorense.
Inspirei o sabor timorense.
Contactei com a alma e a natureza timorense.

O ar fresco timorense era meu.
O sabor timorense era meu.
A alma e a natureza eram minhas.

No meu caminho matinal,
A natureza levou-me a contactar directamente com o meu amado Timor.
O vento soprou, os pássaros cantaram,
Enquanto isso, em cada passo no meu caminho matinal,
Eu sonhei e imaginei o futuro de Timor.
E apareceram tantas ideias na minha cabeça!

De repente, ouvi um barulho…pam…pam…pam
Foi no dia 11 de Fevereiro de 2008.
Naquele dia, tudo era escuro.

Um dia louvarei a minha raiz "Timor"
E cantarei no topo de Ramelau, Matebiam e Cablaki:
"Eu serei um de vocês que amam a Pátria e o Povo de Timor".

Celso Oliveira

Sunday, 8 February 2009

Mulher timorense

Carregas no olhar
os azuis das montanhas,
onde as lágrimas secaram
e esperas…
esperas que regressem
aqueles que pereceram
às mãos dos ocupantes.
Sentada no tear
teces a tais
e silenciosa continuas a aguardar
que o teu filho, o teu pai, o teu irmão
voltem para casa,
porque a libertação já chegou!

Mulher timorense
com muito carinho
ergues altares e acendes velas
levas flores aos teus mortos:
ao Manelito,
ao Adelino,
e a tantos outros que pereceram…

Mas tu MULHER Timorense
com tuas mãos vais construir uma Nação!!

Palmira Marques

Fonte:http://dadolin.blogspot.com/

Saturday, 7 February 2009

Poema nebe koalia hodi hau naran 3

Hau Hakerek

Hau hakerek,
Imi le.
Hau le hau nia hakerek.

Hau le imi nia hakerek,
Hau hare imi nia lala'ok.
Hau hakerek hau nia hanoin.

Hau hanoin, hau hakerek.
Hau hakerek, hau hanoin, hau le, hau hakerek.

Hau lao, hau hakerek.
Hau toba, hau hakerek.
Hau han, hau hakerek.
Hau haris, hau hakerek.
Hau koalia, hau hakerek.
Hau kanta, hau hakerek.
Hau hakilar, hau hakerek.
Hau halimar, hau hakerek.
Hau hanoin, hau hakerek.
Hau tur, hau hakerek.
Hau hare, hau hakerek.
Hau rona, hau hakerek.
Hau tanis, hau hakerek.
Hau susar, hau hakerek.
Hau haksolok, hau hakerek.
Hau hamnasa, hau hakerek.
Kalan, loron, hau hakerek.

Hau hadomi hau nia hakerek.

Celso Oliveira
Nota: Dadolin ida ne'e hau dedika ba Jose Belo, editor iha Tempo Semanal. Se maka sala, se maka los ou halo difamasaun ka lae, depende iha desizaun final iha Tribunal. Hanesan ema ida nebe gosta hakerek, hau hakarak fo apoio ba jornalista Jose Belo.
Timor, Uma Interpretação
(Uma leitura identitária de Timor)

Quarenta dias em Timor Leste (para brevidade Timor) estimularam as minhas reflexões sobre a sua lógica e sentido. As sessões de formação de mais de cem horas com grupos diversificados também deram ocasião a maior variedade de estímulos. Vou comunicar com os leitores algumas dessas reflexões e pesquisas em linguagem corrente.

I Parte
Identidades recusadas

Nesta primeira parte, vamos passar em resumo algumas lógicas de identidade que Timor, recusou, como que guiado pelo "Dono do brilho, o Senhor da Luz", como diz uma oração narrativa ou hamulak (In Nuno da Silva Gomes, A literatura popular de tradição oral, em Timor Leste p31).
Será verdade, como alguém se exprimiu, que Timor conseguiu a independência e agora lhe falta identidade? Não concordo inteiramente. Diria antes que conseguiu a independência porque pressentia em si uma identidade original única no espaço do sudeste asiático. A percepção dessa identidade poderia não ser muito clara, mas tem dado força e direcção às suas opções. E têm sido opções corajosas e originais.
Também não concordo com o título de um livro realista e romanceado com título de Ilha das Trevas de José Rodrigues dos Santos. Direi porquê.
Podemos encontrar as balizas dessa identidade progressiva, quase diria contra várias lógicas, desde há vários séculos. Quem és tu, Timor, e como é que chegaste aqui? Como é que não foste tanta coisa que poderias ter sido e muitos te quiseram impor?
Como é que durante o alastrar da onda hindu e muçulmana, pelas ilhas de Sumatra, Java, Molucas, etc. ficaste de fora?
Sendo a última ilha da Sonda, Timor esperou que chegassem missionários em naus, de uma também última e mais pequena nação da Europa, quando a Holanda, nação protestante, foi usurpando e ocupando pela força as ilhas da hoje chamada Indonésia; e "empurrando" sucessivamente de cada uma delas essa nação colonizadora e enviar outros comerciantes e missionários para elas, para as tornar calvinistas e talvez mais "desenvolvidas", Timor manteve-se no caminho da fé católica, como o fizera também em grande parte a Ilha das Flores.
Os missionários dominicanos do século XVII, por Oe-cussi, Manatuto e Soibada, nas suas montanhas, semearam o Evangelho, deram a conhecer a Senhora do Rosário aos timorenses. A sua capelinha, no interior das montanhas de Samoro e os seminários do século XVIII, em Oe-cussi e Manatuto, iam acompanhar o crescimento cristão unido a Roma e a originalidade do seu Povo.
Os liberais deixaram Timor sem missionários e tinham outro desígnio para ele, forjado em Lisboa, em 1834, e, nem por isso, Timor se rendeu a outra lógica, além de ir deixando fermentar a sua religiosidade animista com o fermento cristão que soprava de Portugal e do centro católico do mundo.
Logo que foi possível, acolheu outros missionários, os Jesuítas e as Irmãs Canossianas. Os Jesuítas levaram a Timor a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, à Eucaristia e a Nossa Senhora de Lurdes, que disse de si mesma ser a "Imaculada Conceição". Era a mesma Senhora do Rosário, a cheia de graça. Ligaram-se sempre mais a esses dois Sagrados Corações, colunas da Igreja no sonho de S. João Bosco, hoje representado no fresco na Igreja de S. João Bosco em Laga (Timor). Pela catequese e pela cultura, o coração deste país estava cada vez mais nas montanhas e vales de Soibada, no mesmo Reino de Samoro.
Esta evangelização levou muitos timorenses a entregar-se a Jesus Eucarístico e a desagravar o seu Coração, nas primeiras sextas-feiras do mês; e a tornarem-se devotos de Nossa Senhora, a Imaculada Conceição, a da Medalha Milagrosa, da proclamação solene de 1854, pelo Papa Pio IX e das aparições de Lurdes, em 11 de Fevereiro de 1858, agora em celebração dos 150. Até hoje, estas devoções cristãs foram alastrando pelo povo e revigorando a pertença de identidade católica de Timor e esse coração identitário, como pude observar em Laclúbar, na primeira sexta-feira e primeiro sábado de Junho de 2008. Essas duas devoções estão representadas nas duas imagens existentes ainda hoje na grande Igreja do Sagrado Coração de Jesus que os Jesuítas inauguraram no dia 8 de Dezembro de 1904 em Soibada.
A construção da sua identidade crescia nesse sentido, quando o Inimigo de Jesus e de Maria tentou desferir um golpe em 1910, servindo-se de ideias loucas de que os missionários não deviam continuar em Timor. Um grupo de régulos, por razões pouco claras, reagiu à República e declarou que Portugal deixava de ser o país colonizador que eles queriam. Mas que um só régulo apoiando o governador da altura decidiu dizer não a esse corte com a nação Matrix. É estranha essa reviravolta a favor do poder colonial que era aparentemente representante de poderes maçónicos, anti-Igreja e anti-identidade timorense em formação. Seria porque pressentiram que o sentido profundo da nação protectora ia para além de uma tempestade maçónica de ocasião?
Que desígnio estranho estaria presente? E de Quem? A República maçónica "desejada" como colonizadora, apesar de manter uma lógica em desacordo com o que parecia ser o desígnio cristão e católico para Timor, que se ia confirmando? Todo o processo de construção da identidade, por linhas paradoxais, foi continuado com a reentrada das missionárias Canossianas e doutros missionários, nos anos vinte e trinta desse século. Construíram-se igrejas, multiplicaram-se as missões; mais escolas e seminários começaram a funcionar. Poucas, é certo, mas pedras fundamentais, para alicerçar a identidade e linha de rumo de Timor.
Na segunda Grande Guerra, a planta frágil em crescimento foi novamente perturbada. Agora o projecto a impor era japonês, shintoista, com imperador divinizado. Muito sofrimento. Muita humilhação e uma mulher forte, a "princesa mártir", Virgínia Sarmento, do reino de Samoro, do coração montanhoso de Timor, a dizer sim à fidelidade ao matrimónio cristão e aos Corações de Jesus e de Maria, cuja devoção bebera nas montanhas de Soibada, em sementeira dos Jesuítas e das Irmãs Canossianas. E foi acompanhada por outros mártires da perseguição japonesa e de traidores timorenses.
A perturbação da guerra não impediu que Timor fosse diocese da Igreja Católica em 1940, mas adiou a tomada de posse do seu primeiro bispo, D. Jaime Garcia Goulart, até 1945.
Após 30 anos de passos lentos, mas firmes, no crescimento da fé, em 1975, Timor foi de novo posto perante novas convulsões políticas e opções difíceis e algumas novamente paradoxais. E estas duraram agora 24 anos de martírio.
Em resumo, poderíamos dizer que Timor não aceitou o comunismo, nem o Islamismo, como já no passado, pelos séculos XIV e XV, não o tinha aceitado. Nem uma ocupação comunista precipitada, nem tão pouco a prolongada opressão da Indonésia durante vinte e quatro anos conseguiram mudar o rumo à originalidade misteriosa da identidade que Timor pressente que é a sua.
Rejeitou o calvinismo protestante da mão dos holandeses, em séculos passados. Não aceitou a ideologia liberal por 1834, quando Lisboa o privou dos seus poucos missionários, disse paradoxalmente não ao projecto anti-clerical e anti-católico da maçonaria republicana em 1910, que expulsou os seus missionários, Jesuítas e Irmãs Canossianas. Abalado Timor, contudo, tornou a dizer não a esse projecto. E logo que, na década seguinte, pôde começar a reaver os missionários, continuou a desenvolver a sua identidade de país cristão católico.
De 1975 a 1999, apesar das tentativas de fazer de Timor um país independente, mas comunista ou uma província integrada num grande país, para ser meio católico e meio muçulmano, Timor alicerçou mais a sua identidade católica, passando de menos de um terço de católicos para o país da mais alta percentagem de católicos, 95%, e o mais católico de todo o Oriente, como me dizia D. Alberto Ricardo, Bispo de Díli.
Agora, já independente, mas de identidade frágil, resistiu à tentativa de tornar ainda mais frágil na sua identidade católica pela sobreposição de uma lei que afastaria os seus jovens da formação católica nas escolas e os tornaria permeáveis ao islamismo e ao indiferentismo niilista.

II Parte
Timor, com desígnio de Ilha da Luz

(Continua-se aqui o tema do número anterior, guiado ainda pelo "Dono do Brilho e Senhor da Luz", da tradição oral secular de Timor).
Numa leitura rápida de algumas realidades e eventos histórico-religiosos de como Timor tem vindo a construir uma identidade, mostra-se que este país pode ter um desígnio para todo o Extremo Oriente, que supera o seu tamanho e o seu peso político. E não é uma ilha de trevas, mas uma Ilha de Luz.
A devoção a Nossa Senhora do Rosário, da vitória de Lepanto (1572), contra a tentativa de transformar a Europa cristã em país muçulmano, foi trazida, o mais tardar, por 1750, pelos dominicanos, com o seu rosário, para a concha montanhosa de Soibada, em Timor, e, já no dobrar dos séculos XIX-XX, as devoções ao Coração de Jesus e à Imaculada Conceição.
Hoje, como tivemos ocasião de presenciar nos quarenta dias de Timor, os pilares dos católicos timorenses são o rosário, primeiras sextas-feiras e primeiros sábados, ou seja, a sua vida cristã está centrada na Eucaristia e na Imaculada Conceição.
Como entre a Imaculada Conceição e o seu filho, a luta não pára, mas os timorenses, porém, vão distinguindo o joio do trigo e mantendo laços cristãos-católicos ao país matricial para a sua identidade. A Luz que, em 1917, apareceu em Fátima, a da "Senhora mais brilhante que o sol", foi chegando, como peregrina, também a seu tempo a Timor.
Existe, em Soibada, numa linda colina, o Santuário de Nossa Senhora de Aitara, onde celebrei no dia 8 de Junho de 2008. Dias antes, D. Alberto Ricardo, que frequentou o seminário de Soibada, dizia-me que era santuário nacional de Timor. A imagem de Nossa Senhora do Santuário apresenta-se como a de Lurdes, mas com a coroa das doze estrelas. O padre Francisco Xavier indicou, salvo lapso da minha memória, os anos vinte do século XX como ano da construção da capela, que já foi restaurada em anos mais recentes.
De toda a maneira, Soibada, pelos colégios das Irmãs Canossianas e dos Jesuítas e pela Igreja inaugurada a 8 de Dezembro de 1904, é bem o coração cristão católico de Timor e fonte da sua identidade. Outros marcos sinalizam a caminhada de Timor para o seu desígnio.
O bispo D. Jaime Garcia Goulart tomou posse em 1945, apesar de a catedral, cujo orago era já a Imaculada Conceição, ter sido destruída pelos japoneses.
A proclamação da Assunção de Nossa Senhora em corpo e alma ao céu, em 1950; a visita da Imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, em 1951, como que de visita à terra que já era sua, preparou a inauguração da sua estátua sob o título da Imaculada Conceição, em 1954, no Largo Leicidere, em Díli. Desde então, aí ficou a proteger toda a cidade, a diocese e os Timorenses, seus filhos. Mas estes não ficaram inactivos.
De Julho de 1987, e por todo o Ano Mariano, e para o celebrar uma estátua da Imaculada Conceição da Capela de Fatubéssi, paróquia de Ermera, foi peregrina de todas as paróquias de Timor.
Junto da estátua da Imaculada Conceição do Largo de Leicidere é sagrado bispo D. Carlos Ximenes Belo, em 19 de Junho de 1988, em plena ocupação indonésia muçulmana, que, em 24 anos, tentou mudar o rumo de Timor. E o Ano Mariano foi encerrado em Agosto desse ano, junto da mesma estátua da Imaculada Conceição.
Também em 2 de Novembro de 1988, foi benzida a Nova Catedral de Díli (substituiu a que foi destruída pelos japoneses), dedicada à Imaculada Conceição, paradoxalmente, na presença do muçulmano Suharto (!), cujo regime, também paradoxalmente, a tinha ajudado a construir.
Bênçãos são bênçãos e a Catedral lá está como templo da glória de Deus, e homenagem à sua criatura mais divinizada, Maria, a Imaculada Conceição. Mas, pelo sim pelo não, podíamos dizer, João Paulo II, que se entregou todo a esta soberana Rainha do mundo, durante a sua visita a Timor, no dia 12 de Outubro de 1989, benze a Catedral pela segunda vez (!).
O ano de 1989 é data da queda do Muro de Berlim e do Império Soviético comunista e ateu e, em 6 de Fevereiro, D. Carlos Ximenes Belo enviou ao Secretário da ONU uma carta de alerta sobre a situação de Timor. E consagrou a Catedral da Imaculada Conceição no dia mais caro a Nossa Senhora, do dia 8 de Dezembro desse ano. A catedral ficou bem entregue!
Apesar de alguns martírios: massacre de 200, no cemitério de Santa Cruz (12.10.91), dois mortos, na Igreja de Motael (28.10.91), a década ficou assinalada com a entrega do Prémio Nobel da Paz a D. Carlos Ximenes Belo e ao Dr. José Ramos Horta, em 10 de Outubro de 1996. A identidade de Timor foi sendo reconfirmada.
E que dizer à estátua colossal de Cristo-Rei, construída na colina nascente da baía de Díli, inaugurada pelos poderes indonésios e benzida por D. Carlos Ximenes Belo, no dia 24 de Novembro de 1996? Quando Deus quer, até o burro de Balaão profetiza a favor do seu Povo.
A Igreja realizou uma Peregrinação da Imagem da Imaculada Conceição (réplica da de Leicidere) pelas paróquias de Timor, em 1997 e fez a sua entronização no Monte Ramelau com campal missa, presidida pelo bispo D. Carlos Ximenes Belo, em 7 de Outubro do mesmo ano.
O Padre Rui Gomes, Salesiano, dizia-me (28.06.2008) que foi, a partir deste ano, 1997, e desta peregrinação de Nossa Senhora, que se intensificou o movimento pró independência. Logo em Maio de 1988, o ditador Suharto é compelido a demitir-se; e, em 1999, é negociado o Referendo para escolher a integração ou a independência, que foi decidido pela ONU para 30 de Agosto do mesmo ano; e anunciados os seus resultados, em 4 de Setembro de 1999: 98% dos inscritos votaram, sendo 78,5% a favor da independência de Timor.
Desesperados aqueles que se consideravam os donos do país, reagiram com o Setembro Negro e a destruição de 75% das infra-estruturas e com os assanínios dos Padres Hilário Madeira, Francisco Soares e Francisco Dewanta, em Suai, a 5 de Setembro de 1999, das Irmãs Canossianas Hermínia e Celeste e dois diáconos em Manatuto e o Padre Jesuíta Albrecht Karim (12.09.99). E até a Casa do Bispo em Dili é incendiada a 6 do mesmo mês e o Bispo levado preso de helicóptero para Baucau. O Calvário não levou a Mãe da Igreja nem o seu Filho a desistirem dos seus desígnios, nem Timor tinha que desistir.
Em 7 de Outubro de 2001, realizou-se, como a Irmã Madalena, Concepcionista, me disse, uma Peregrinação ao "Santuário" da Imaculada Conceição do Ramelau, com subida na vigília, presentes os padres Apolinário e Alberto Ricardo (futuro bispo), indo D. Carlos Ximenes de helicóptero. Saíram da estrada às 23 horas, com tendas e comida e chegaram às 3h da manhã ao santuário, onde houve confissões e Eucaristia.
D. Alberto Ricardo é sagrado bispo em Leicidere, junto à estátua da Imaculada Conceição, em Maio de 2002, no mesmo mês em que foi proclamada a independência de Timor, em Tacitolu, praça em que João Paulo II celebrara, em 12 de Outubro de 1989.
O Dr. Ramos Horta foi vítima de um atentado, à porta da sua residência (11.02.08) e declarou, em 18 de Abril de 2008, aos meios de comunicação social "não poder explicar como estava vivo". "As balas desfizeram a parte inferior do pulmão direito, cortaram duas costelas no ponto em que ligavam à coluna vertebral, afectaram dois nervos importantes na região abdominal, e causaram feridas nas costas, que exigiram múltiplas intervenções cirúrgicas". O autor encontrou-se com o Dr.Ramos Horta em Quelicai, em 28.06.08, a quem lembrou a coincidência de o atentado ter sido no dia de Nossa Senhora de Lurdes, a Imaculada Conceição, e que isso pode ser uma "explicação".
O presidente afirmou ao autor que ninguém ainda lhe tinha falado dessa coincidência, mas que o médico que o tinha operado lhe dissera que ele "tinha alguém a olhar por ele, pois devia estar morto, porque quem atirou era bom atirador […] e que uma das balas se deteve a dois milímetros do coração e outra a dois da espinal medula". O Dr. Ramos Horta esteve no Santuário de Fátima, no sábado, 26 de Julho de 2008, declarando que viera em peregrinação pessoal de "agradecimento à Virgem Santíssima", pela protecção concedida no atentado de 11 de Fevereiro de 2008" e "pela vida, para continuar a servir o meu povo e a humanidade", como escreveu no Livro de Honra do Santuário de Fátima. Entrevistado no Telejornal da RTP, no dia 28.07.08, o Prémio Nobel declarou "que se tivesse morrido, haveria uma guerra civil; e que teria morrido se tivesse chegado ao hospital 10 minutos mais tarde e as hemorragias não tivessem sido estancadas de imediato". E "que Timor não seria livre se não fosse Portugal com a sua acção diplomática".
Timor pode ter pela frente novas surpresas e propostas de identidade, alheia ao seu desígnio, como tentativas impostas. A minha forte convicção é que se tratará mais uma vez de projecto falhado. Quase podíamos dizer, não em termos chamados de prova científica, mas de convicção firme, que Timor tem "os seus Soberanos" e o País já lhes foi entregue: o Sagrado Coração de Jesus, presente na Eucaristia, e a Imaculada Conceição.



Aires Gameiro, OH


Orden S. Joao de Deus

Prémio "Direitos Humanos 2008" para Dom Ximenes Belo, SDB

Viseu - A Fundação Dona Maria Seixas de Viseu decidiu galardoar o Bispo Dom Ximenes Belo com o Prémio Dr. João Madeira Cardoso – “Direitos do Homem” 2008.
Este prémio visa distinguir personalidades que se tenham notabilizado na defesa de Direitos Humanos. No ano passado, referente ao prémio de 2007, foram distinguidos Fernando Nobre, Presidente da AMI e Dom Tomás Balduíno, Bispo Emérito de Goiás, no Brasil. A cerimónia de entregue do Prémio ao Dom Ximenes Belo e Premio Nobel da Paz em 1996 é realizada hoje (6/2, pelas 17.30) na Igreja do Seminário Maior de Viseu.


A oração de apresentação será proferida pelo Magnífico Reitor da Universidade de Coimbra Rui Alarcão, e contará com a presença do Encarregado de Negócios da Embaixada de Timor-Leste em Portugal, Dr. Antonito de Araújo, do responsável pela Divisão de Cultura, Sr. José Amaral, entre outras destacadas personalidades da sociedade civil portuguesa e timorense, respectivamente o Bastonário da Ordem dos Advogados, Dr. Marinho Pinto e a primeira Embaixadora de Timor-Leste em Portugal, Dra. Pascoela Barreto.

Fonte:http://ermera.blogspot.com/

Friday, 6 February 2009

Lei Pensaun Vitalisia

Kuandu hau le artigu hosi padre Martinho G. da Silva Gusmão ho titulo Lei Pensaun Vitalisia, “Imoral” no “Inkonstitusional” (tan sa OMP la akuza AMP?): Hanoin hamutuk ho Vitor Tavares, hau konsidera artigu ida ne'e furak atu le tamba nia iha baze moral i politika. Mos, hau konkorda ho Vitor Tavares nebe dehan katak LPV hanesan insulta ba povo, imoral no abuza ba povo Timor. Hau rasik la konkorda ho Lei Pensaun Vitalisia (LPV). Ne'e duni, hau hanoin, LPV presija halo revisaun foun.

Presidente RDTL Dr. Ramos Horta vai visitar USA e Barak OBAMA

Dili - O embaixador dos Estados Unidos acreditado em Timor Leste sr. Hans Klemm encontrou-se ontem (5/2) com o Presidente da República de Timor Leste Dr. José Ramos Horta para falar sobre a possível deslocaçao de Ramos Horta aos Estados Unidos numa visita oficial ao país e visitar o Presidente Barak OBAMA. No dia anterior o Timor post na sua ediçao (4/2) constatou que o Presidente dos Estados Unidos Barak OBAMA tinha sugerido ao MCC - Millennium Challenge Corporation no sentido de dar oportunidade a Timor Leste para obter o seu financiamento.

Fonte: http://ermera.blogspot.com/

My poem

Snow in England

Children are happy!
Enjoying together!
Playing together!
Jumping together!
Making snowman!
Smiling together!
Singing together!
Taking pictures together!

Celso Oliveira
England, 05/02/09

Wednesday, 4 February 2009

Poema nebe koalia hodi hau naran 2

Ami ema mate

Ami ema mate.
Ami iha lian!
Ami iha neon!
Ami iha naran!

Ami lian imi husik!
Ami laran taridu.
Ami neon imi haluha!
Ami laran sai susar!
Ami naran imi la temi!
Ami lian, ami neon sai folin laek!

Ami lian, ami neon, ami naran imi tane no temi!
Ami laran haksolok!
Ami mate folin iha!

Celso Oliveira
Nota: Dadolin ida ne'e hau dedika ba ema sira nebe maka mate tiha ona, maibe sira nia lian, neon no naran sei tane no temi nafatin.